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É combinando movimento e emoção que o londrino Alxndr London te convida para um encontro em “DATE X”, desses que você não deveria negar. Utilizando camadas eletrônicas mescladas a um vocal soul, o truque pode não ser muito diferente do que o Ben Khan e o Jai Paul andam fazendo, mas graças ao gingado do rapaz e uma produção extremamente caprichada, Alxndr sai vitorioso com um primeiro single difícil de negar. Aperte o play e tente resistir a essa linha de baixo.

Caiu na rede há poucos minutos essa preciosidade, parceria do ZHU com AlunaGeorge. O trabalho faz parte do projeto Genesis Series, que inclui os pesos-pesados Skrillex, Gallant, A-Trak e outros. “Automatic” é um hit automático, conseguindo captar o melhor do ZHU com seu deep house poderoso, e o pop fresco e pegajoso do AlunaGeorge. É claro que a união de dois nomes que foram revelação há poucos anos nos traria uma música sensacional. Com várias camadas de vocais, um piano certeiro, e inclusive um saxofone para dar o toque final e classudo à canção, ZHU, que já tinha emplacado com a música “Faded” no ano passado, promete bombar e conquistar cada um dos ouvidos atentos à música eletrônica que estiverem espalhados pelo mundo. Põe no repeat!

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Johanan é a nova cria a sair do prolífero mercado pop da Escandinávia, preenchendo no caminho todos os requisitos (dentre eles, um contrato com o badalado selo Neon Gold) para se tornar a próxima sensação vinda da Suécia. Entretanto, o requisito primordial chega sob o nome de “Go On (Let It Go)”, um massivo número pop que escancara as pretensões nada humildes do cara, soando como uma tentativa do Sigur Rós em fazer música pras rádios. De início sutil, Johanan logo apresenta seus delicados vocais, que crescem em sintonia com a produção ambiciosa, que, ao final – repleto de violinos, sintetizadores e uma percussão exuberante – beira a catarse, culminando em um épico pop que você não vai conseguir largar.

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É apertar play em “Loud(y)”, estreia do nova-iorquino Lewis Del Mar, que fica difícil não lembrar do Alt-J. Soando como uma versão mais roqueira e igualmente experimental dos londrinos, Lewis te convida a embarcar na mais pura viagem sonora com uma produção criativa repleta de pausas, guitarras, mudanças de vocais e um grave ameaçador que predomina boa parte da produção. Curta e direta ao ponto, a diversidade sônica de “Loud(y)” representa a afirmação segura de um artista que só pode estar prestes a explodir.

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A vibe do Fenster é a que você está procurando. Isso é porque o som dos alemães baseados em Berlim foge do convencional na melhor forma possível. A banda lançou o debut em 2012, e agora em 2015 vem o terceiro disco, sucessor de The Pink Caves (2014), Emocean, do qual “Memories” é o primeiro single.

O dreampop psicodélico da banda é marcante, os riffs de guitarra difusos prendem o ouvinte a cada detalhe da faixa, enquanto os vocais flutuantes fecham o enredo. O mais legal é que “Memories” também é o cartão de visita para o filme que o Fenster fez, do qual Emocean é a envolvente trilha sonora. Emocean, o filme, vai debutar no festival Pop-Kultur de Berlim dia 26 de agosto. Emocean, o álbum, será lançado dia 4 de setembro. Enquanto isso, você fica viciado na vibe intrigante e psicodélica do Fenster.

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Após o lançamento do revigorante EP 1000, o londrino de 22 anos Ben Khan continua sua onda de lançamentos infalíveis com a densa “Blade (Tidal Wave Of Love)”, amostra de que o produtor, ao contrário de algumas de suas maiores inspirações (hmm, Jai Paul), não pensa em parar tão cedo. Aplicando seu estilo característico sobre uma produção eletrônica mas de base orgânica, a mistura de sintetizadores com guitarras funkies o aproximam de um R&B com sensibilidade pop, que, acrescentados ainda a um maremoto de samples e barulhos bem pontuados, culminam em mais um exemplo da genialidade de vanguarda do jovem produtor.

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Produção eletrônica minimalista, harmonias vocais com inspiração dos Bee Gees e uma estrutura tão experimental quanto pop poderia ser a perfeita descrição para uma nova música do Jungle, Broken Bells ou até mesmo do Air. Entretanto, estamos falando dos londrinos do TENDER, dupla que inicia os trabalhos com o pé direito na graciosa “Armour”. Economizando no uso de sintetizadores e guitarras, que aparecem de forma pontual, a mistura dos elementos citados aos delicados vocais da dupla consegue dar vida a uma produção cheia de gingado e envolta de mistério, que nem o próprio duo de fato.