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Baixos cheios de funk, uma vibe meio tropical e instrumentos orgânicos fazendo música dançante parecem ser a fundação dos trabalhos do Roosevelt, produtor alemão que lança em Julho seu novo EP. Composto também pelo lado A, “Night Moves”, a novidada da vez é “Hold On”, segunda faixa do disco, que segue o estilo do produtor ao apresentar um pop lotado de groove e com um pezinho no disco, sem esquecer das guitarras e dos sintetizadores refrescantes prontos pra embalar dias de sol com um bom drink na mão. O lançamento sai pelo selo Greco-Roman no dia 10 de Julho.

Frances

Não há dúvidas de que a label francesa Kitsuné é uma das mídias mais importantes quando o assunto é “descobertas musicais”, e o selo não faz feio ao apresentar sua nova aposta, a francesa Frances. Dona de um vocal impressionante, a jovem cantora nos apresenta seu segundo single, “Grow”, uma balada poderosa nos moldes do London Grammar, com produção mínima a base de pianos, compensada por uma melodia devastadora que disserta sobre o crescimento. Pode ir pegando seu lencinho que o choro é liberado.

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Goste ou não, os meninos (e meninas) do PC Music chegaram pra ficar. O coletivo, formado por produtores que buscam “o novo pop” através da junção de elementos do chiptune, uma pitada de rave e pop japonês (tudo embalado num papel-presente verde neon), acaba de lançar mais um registro do selo, o novo single do Dux Content, projeto formado por Daniel H. e A.G. Cook. A tão-brega-que-chega-a-ser-cool “Snow Globe” chega com aqueles mesmos vocais computadorizados, que parecem daquela assistente do Google, numa produção repleta de sintetizadores agudos e estridentes, que parecem prestes a explodir de tanta sacarina. Não tem outro jeito, pois se não gosta das produções do PC Music, você não vai mudar de ideia com esta aqui. No jogo do “ame ou odeie”, ficamos com a primeira opção.

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Se tem “aquele” momento na carreira dos artistas independentes onde há uma entrega completa ao pop, é nesse aí em que o The Weeknd se encontra. Dono de produções sombrias, noturnas e minimalistas, quem diria que seria o Dr. Luke (produtor da Britney Spears, Miley Cyrus e Katy Perry) o responsável por fazer Abel Tesfaye se render às pistas de dança? Numa mistura da produção oitentista do Chromeo com os vocais que podemos-jurar-pela-vida que é do Michael Jackson, o The Weeknd tem em suas mãos uma canção não apenas comercial, capaz de atingir facilmente o topo das paradas norte-americanas, mas também uma que prova que sair da zona de conforto pode render belas surpresas.

The Weeknd – Can’t Feel My Face

A canção deve fazer parte do segundo álbum de Abel, que também teve a sóbria “The Hills” divulgada.

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É diretamente dos anos 2000, época de ouro do “indie-rock antêmico”, que o RAC parece ter tirado inspiração pro primeiro single do seu segundo disco, “Back of the Car”. Com os vocais de Nate Henricks e produção do próprio André Anjos, se “Back of the Car” pudesse ser resumida em uma palavra, como já adiantamos, seria “antêmica”. De começo calmo, a canção não demora pra engrenar e chegar no mantra do refrão, que tem a intenção descarada de ser cantado a plenos pulmões em festivais. Pegando influências que vão de The Killers a Beirut, o RAC, geralmente conhecido por suas produções tropicais e mais eletrônicas, surpreende ao trazer um indie-rock coberto por sintetizadores que sai da sua zona de conforto, mas que imprime certamente o toque do produtor.

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Alex Winston – Down Low

Os vocais mais afiados do pop ganharam nova concorrência em 2012, com a chegada da Alex Winston, que, apesar de não ter ganhado o sucesso que merecia, certamente ganhou nossa atenção pra qualquer trabalho que fizesse a partir dali. Agora, rumo ao segundo disco, This Ain’t Luck, Alex lança uma amostra do que vem por aí através do EP The Day I Died, que conta com três faixas do novo trabalho.

É entre a disfarçadamente feliz “The Day I Died” e o rock-americana de “Dead End” que se encontra “Down Low”, uma baladinha romântica que funciona para Winston da mesma forma que “Lies” funciona para a Marina & The Diamonds. A produção opaca deixa os holofotes com a cantora e seus vocais cristalinos, que se unem a uma melodia majestosa para o que deve ser a balada definitiva de 2015, com características, porém, para pertencer a qualquer década.

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O duo australiano do Panama está de volta após uma série de singles e remixes bem sucedidos, que formaram seu EP de estreia, Always, lançado ano passado. O novo single, a inevitável “Jungle”, encapsula em seus três minutos praticamente tudo o que fez da banda uma das nossas maiores apostas pro futuro: das melodias nostálgicas à-la M83, que te farão viajar pro passado, aos sintetizadores melancólicos e vibrantes do primeiro disco do MGMT, a canção é um belo recomeço para a dupla, e, se tudo der certo, uma bela amostra de um disco de estreia que vem por aí.