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Antes de falarmos sobre a música, seremos bem francos quanto essa aqui: ela é um hit, sem dúvidas. Entretanto, a sueca Sa’ra Charismata precisa trocar esse nome artístico urgente (ou pelo menos tirar essa aspa do caminho!) se não quiser desperdiçar o pop de ouro (risos) que é “Gold Digga”, seu primeiro single oficial. A gente não sabe muita coisa da garota além de que ela é sueca e que a Suécia é aquele país que provém 99% da música pop de qualidade de todos os blogs de música pop de qualidade, sendo Sa’ra – ou pelo menos essa música em questão – uma das mais gratas surpresas de 2014 até agora.

Recortes vocais abrindo e fechando a música de forma bizarra podem parecer a princípio como a maior surpresa que a música irá te oferecer, mas “Gold Digga”, apesar de seguir a risca sua estrutura pop, diverte e surpreende a cada segundo dos seus três minutos, apresentando uma produção mais lenta que não sairia muito de linha do disco da Lorde ou até mesmo da , enquanto os vocais da cantora te fazem imaginar como seria uma canção da Gwen Stefani nos dias de hoje. A produção não seria sueca se não fosse um breakdown de vocais alterados à-la “Speakerphone”, da Kylie, e “Gold Digga” cumpre o requisito, atirando ainda no caminho um refrão duplo que não tem medo de apelar, fazendo jus à primeira frase do post: ela é um hit, sem dúvidas.

Sa’ra Charismata – Gold Digga

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Não se assuste, caro leitor, pois você não está lendo errado. É claro que se não fosse por um nome bastante peculiar e querido aqui no blog (vulgo, Cashmere Cat) provavelmente não estaríamos dando a mínima pro novo single do Ludacris, que conta com a produção do nosso norueguês favorito, versos do Wiz Khalifa e um refrão do Jeremih. A canção já vem sendo tocada nos sets do Cashmere Cat desde meados do ano passado, mas hoje – finalmente – foi lançada como a nova música de trabalho do Ludacris, e cumpre todas as expectativas para quem estava ansioso pela versão final.

Usando de base a infame “Barbie Girl”, do Aqua, o refrão cantado por Jeremy distorce a letra da música e a traz para o presente, enquanto a produção do Cashmere Cat – apesar de um pouco reprimida em comparação às suas aventuras solos – não leva pra outra época se não o futuro, como é de praxe do produtor. Os versos descartáveis de Ludacris e Wiz Khalifa provavelmente não servirão para nada além de atrair uma nova gama de ouvintes para o som moderno e mirabolante de Cashmere, mas hein, poderíamos pedir por algo melhor do que isso? 2014 é o ano do gato, e a dominação acaba de começar.

Ludacris – Party Girls (Feat. Cashmere Cat, Wiz Khalifa & Jeremih)

Ludacris – Party Girls (Feat. Cashmere Cat, Wiz Khalifa & Jeremih)

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Apesar de não ser tão experimental quanto “Waste Of Time”, o novo single da é acessível sem perder aquela peculiaridade da cantora, que vai lançar No Mythologies To Follow no dia 10 de março. Para se preparar para a sua estreia, nada melhor do que uma música bastante agradável e que revela diferentes facetas da artista dinamarquesa, soando como uma espécie de Lorde mais animada. No clipe de “Don’t Wanna Dance”, a versão solitária e triste da moça é apresentada em um sofá colorido, enquanto o lado mais otimista domina o vídeo ao surgir se divertindo com as amigas. Dirigido por Georgia Hudson, o clipe conta com muita poeira, carros sendo jogados atrás da cantora de forma hipnotizante em um ferro velho, além de olhares penetrantes e passos de dança em sintonia com o clima de liberdade da música.

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A dupla Mark Hadley e Keeley Bumford querem fazer do seu projeto, Hotel Cinema, tomar novas proporções em 2014. Soando como uma espécie de encontro entre a produção etérea do The Naked & Famous com os vocais emotivos da Lykke Li, o indie pop dinâmico da dupla mistura elementos orgânicos e eletrônicos para compor seu primeiro EP, o recém lançado Exposition.

Um dos destaques do trabalho, “Elegy”, começa a base de sintetizadores que nos fazem imaginar o CHVRCHES fazendo música de praia, mas as comparações logo param de fazer sentido a medida que a produção introduz novos elementos. No refrão, onde a canção realmente alça vôo, apesar da composição grudenta são as encantadoras melodias de sintetizadores que não sairão da cabeça, e que, unidas a belíssimas harmonias vocais que chegam a lembrar do Dirty Projectors, culminam em uma espécie de terapia sonora capaz de deixar qualquer um mais feliz.

Hotel Cinema – Elegy

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O charme do som ambient do Favela é inegável. O produtor de apenas 21 anos baseado em Leeds, no Reino Unido, já mostra domínio dos sintetizadores num dos seus primeiros registros, o EP Easy Yoke. E a faixa título, aliás, é um espetáculo a parte. Começando grande, com um violino que esquenta os ouvidos, “Easy Yoke” é rapidamente dominada por uma sonoridade envolvente e única. A melodia parece que foi feita para ser pano de fundo de alguma paisagem incrível, e soa tão precisa durante os quase cinco minutos de faixa que, no fim de tudo, nem precisaria dos vocais pra soar grandiosa.

No entanto, os vocais suaves de Favela te trazem de volta dessa viagem. No timbre certo, tomando conta para não serem os protagonistas da faixa, os vocais servem mais como um complemento para a já flutuante batida e para a produção impecável atribuída pelo jovem rapaz. No fim da contas, o que fica é a vontade de apertar o replay e embarcar inúmeras vezes nos sintetizadores de “Easy Yoke”. Favela merece seus fones de ouvido no último volume e uma noite de verão para acompanhar.

Favela – Easy Yoke

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Já não é novidade pra ninguém que hoje em dia com alguns instrumentos e um computador em mãos, muitos músicos criam maravilhas e pérolas que barram facilmente aquelas criadas em estúdio. É dessa forma, portanto, que o cantor e produtor australiano Retro Culture (que prefere manter-se anônimo) trabalha. Sem muitas informações sobre o artista, tudo o que temos do Retro Culture até agora são algumas faixas postadas no Soundcloud, suficientes, entretanto, pra chamar muita atenção.

A primeira faixa de trabalho do projeto é a relaxante “Let’s Make It Work”, um número downtempo bem produzido que, à primeira instância, pode soar como um simples indie-pop de influência eletrônica, porém, logo após seus primeiros segundos é possível notar que o trabalho consegue ir além. Vocais cheios de efeito e sintetizadores descontraídos garantem uma vibe anos 80 à canção (que não deixa de soar futurista), transitando por sons psicodélicos e uma vibe chillout que nos fazem imaginar o Daft Punk encontrando o Neon Indian pra fazer música de praia.

Retro Culture – Let’s Make It Work

A atual música de trabalho, “Weekend”, segue com a mesma vibe ensolarada e eletrônica que a primeira canção, mas consegue se destacar e demostrar a evolução do artistas graças a uma produção mais caprichada, repleta de recortes vocais, e um refrão ainda mais radiofônico que a primeira tentativa. O cara pode ter escolhido Retro Culture como nome do projeto, mas pelo o que indica suas duas atuais produções, o “retro” fica apenas no nome.

Retro Culture – Weekend

Além de “Let’s Make It Work” e “Weekend”, todas as outras sete faixas postadas na conta do Retro Culture no Soundcloud estão disponíveis para download gratuito.

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Compilado pelo jornalista Ed Félix, responsável pelo blog Embrulhador, sua recém liberada lista “Os 100 Melhores Álbuns da Música Brasileira Em 2013″ vai muito mais além do que as demais compilações vistas na internet. Após uma extensa curadoria onde mais de 662 álbuns nacionais foram ouvidos (provavelmente mais discos do que já escutei na minha vida toda), o rapaz organizou o que considera os 100 melhores do ano e criou uma espécie de acervo digital, com infográficos, resenhas do álbum e das músicas individuais, streamings e links para download, que te instiga a conhecer melhor cada um dos trabalhos citados.

Para quem, assim como nós, sente uma carência de informação quanto a trabalhos nacionais, vale a pena se perder na publicação para descobrir (e se surpreender) com os diversos registros que muitas vezes nos passam despercebidos. Acesse o projeto através deste link.

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