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A dupla Mark Hadley e Keeley Bumford querem fazer do seu projeto, Hotel Cinema, tomar novas proporções em 2014. Soando como uma espécie de encontro entre a produção etérea do The Naked & Famous com os vocais emotivos da Lykke Li, o indie pop dinâmico da dupla mistura elementos orgânicos e eletrônicos para compor seu primeiro EP, o recém lançado Exposition.

Um dos destaques do trabalho, “Elegy”, começa a base de sintetizadores que nos fazem imaginar o CHVRCHES fazendo música de praia, mas as comparações logo param de fazer sentido a medida que a produção introduz novos elementos. No refrão, onde a canção realmente alça vôo, apesar da composição grudenta são as encantadoras melodias de sintetizadores que não sairão da cabeça, e que, unidas a belíssimas harmonias vocais que chegam a lembrar do Dirty Projectors, culminam em uma espécie de terapia sonora capaz de deixar qualquer um mais feliz.

Hotel Cinema – Elegy

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O charme do som ambient do Favela é inegável. O produtor de apenas 21 anos baseado em Leeds, no Reino Unido, já mostra domínio dos sintetizadores num dos seus primeiros registros, o EP Easy Yoke. E a faixa título, aliás, é um espetáculo a parte. Começando grande, com um violino que esquenta os ouvidos, “Easy Yoke” é rapidamente dominada por uma sonoridade envolvente e única. A melodia parece que foi feita para ser pano de fundo de alguma paisagem incrível, e soa tão precisa durante os quase cinco minutos de faixa que, no fim de tudo, nem precisaria dos vocais pra soar grandiosa.

No entanto, os vocais suaves de Favela te trazem de volta dessa viagem. No timbre certo, tomando conta para não serem os protagonistas da faixa, os vocais servem mais como um complemento para a já flutuante batida e para a produção impecável atribuída pelo jovem rapaz. No fim da contas, o que fica é a vontade de apertar o replay e embarcar inúmeras vezes nos sintetizadores de “Easy Yoke”. Favela merece seus fones de ouvido no último volume e uma noite de verão para acompanhar.

Favela – Easy Yoke

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Já não é novidade pra ninguém que hoje em dia com alguns instrumentos e um computador em mãos, muitos músicos criam maravilhas e pérolas que barram facilmente aquelas criadas em estúdio. É dessa forma, portanto, que o cantor e produtor australiano Retro Culture (que prefere manter-se anônimo) trabalha. Sem muitas informações sobre o artista, tudo o que temos do Retro Culture até agora são algumas faixas postadas no Soundcloud, suficientes, entretanto, pra chamar muita atenção.

A primeira faixa de trabalho do projeto é a relaxante “Let’s Make It Work”, um número downtempo bem produzido que, à primeira instância, pode soar como um simples indie-pop de influência eletrônica, porém, logo após seus primeiros segundos é possível notar que o trabalho consegue ir além. Vocais cheios de efeito e sintetizadores descontraídos garantem uma vibe anos 80 à canção (que não deixa de soar futurista), transitando por sons psicodélicos e uma vibe chillout que nos fazem imaginar o Daft Punk encontrando o Neon Indian pra fazer música de praia.

Retro Culture – Let’s Make It Work

A atual música de trabalho, “Weekend”, segue com a mesma vibe ensolarada e eletrônica que a primeira canção, mas consegue se destacar e demostrar a evolução do artistas graças a uma produção mais caprichada, repleta de recortes vocais, e um refrão ainda mais radiofônico que a primeira tentativa. O cara pode ter escolhido Retro Culture como nome do projeto, mas pelo o que indica suas duas atuais produções, o “retro” fica apenas no nome.

Retro Culture – Weekend

Além de “Let’s Make It Work” e “Weekend”, todas as outras sete faixas postadas na conta do Retro Culture no Soundcloud estão disponíveis para download gratuito.

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Compilado pelo jornalista Ed Félix, responsável pelo blog Embrulhador, sua recém liberada lista “Os 100 Melhores Álbuns da Música Brasileira Em 2013″ vai muito mais além do que as demais compilações vistas na internet. Após uma extensa curadoria onde mais de 662 álbuns nacionais foram ouvidos (provavelmente mais discos do que já escutei na minha vida toda), o rapaz organizou o que considera os 100 melhores do ano e criou uma espécie de acervo digital, com infográficos, resenhas do álbum e das músicas individuais, streamings e links para download, que te instiga a conhecer melhor cada um dos trabalhos citados.

Para quem, assim como nós, sente uma carência de informação quanto a trabalhos nacionais, vale a pena se perder na publicação para descobrir (e se surpreender) com os diversos registros que muitas vezes nos passam despercebidos. Acesse o projeto através deste link.

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Com jeito de que pode fazer sucesso e conquistar uma legião de fãs a qualquer momento, “Younger” é o tipo de música cuja profundidade surpreende a cada nova audição. À princípio, o clima soturno deixa a impressão de que estamos diante de uma canção convencional e até pouco radiofônica, mas basta a sueca Seinabo Sey soltar o vozeirão para que o poder da música seja escancarado e a complexidade dos detalhes ressalte os elementos contemporâneos da canção. No clipe dirigido por Gustav Johansson, a melancolia inicial de “Younger” é marcada por imagens reflexivas da cantora relembrando momentos compartilhados com amigos, mas à medida que o refrão pegajoso se aproxima e a letra fica mais otimista, o grupo de jovens retratados no vídeo passa a se divertir de diversas formas.

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Depois de uma fabulosa estreia que catapultou Mark Foster e seu até então desconhecido Foster The People para rádios e festivais mundo afora, a banda está de volta com o primeiro single do sucessor de Torches, programado para o dia 14 de março e sob o nome de Supermodel.

O primeiro single do álbum, “Coming Of Age”, vem calcado nas afirmações de que o trio estaria fazendo um som mais orgânico e menos eletrônico (aproximando-os do seu som ao vivo) e cumpre exatamente a proposta. Com um tema escancarado logo no título, a canção demonstra o amadurecimento dos membros da banda tanto na composição quanto na sonoridade, que, apesar de deixar em evidência as guitarras e baterias, não esquece dos refrões grudentos que fizeram a banda chegar onde está, apresentando uma melodia grudenta que se desdobra em uma encantador desfecho, guiado por Foster e cantado em coro pelos demais membros do grupo. Se estava com medo do Foster The People cair na maldição do segundo disco, “Coming Of Age” demonstra que eles estão mais do que prontos pra não deixar isso acontecer.

Foster The People – Coming Of Age

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Conhecidos aqui no blog desde 2011 com o single “Empty Streets”, o duo californiano Ghost Beach acaba de anunciar a data de lançamento do seu primeiro disco, Blonde. Programado pra sair no dia 4 de março pelo selo Nettwerk Records, pelo o que indica o primeiro single do trabalho, “On My Side”, o álbum deve seguir com o amor escrachado da dupla por sintetizadores nostálgicos e melodias grudentas, só que com algumas surpresas.

Convidando-nos a visitar uma praia de neon, “On My Side” é um caloroso synth-pop que demonstra os melhores atributos da banda, e demanda ser ouvido diversas vezes para que os detalhes da produção sejam completamente absorvidos. Sintetizadores que encontram um espaço entre a nostalgia do M83 e a fanfarra do Viceroy logo encontram um baixo grudento e uma guitarra funky que não ficaria perdida no disco do HAIM, entretanto, são os detalhes como um coral sombrio de fundo e recortes vocais bem pontuados que fazem a diferença na produção, complementando perfeitamente os vocais gritados de Josh Ocean.

Ghost Beach – On My Side

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