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Se o blog existisse em 2009 muito provavelmente estaríamos enchendo nossas páginas com singles e clipes da norueguesa Annie, que na época lançou o aclamado Don’t Stop, segundo álbum de sua carreira, que certamente abriu muitas portas para que o pop alternativo de cantoras como Little Boots, Marina & The Diamonds e Sky Ferreira fosse levado a sério. O disco, apesar de não chegar nos ouvidos do público em massa, é considerado um pequeno clássico pop dos anos 2000 por muitos, e desde então a expectativa por um novo lançamento da cantora é alta, até que nessa sexta, quase quatro anos depois, Annie resolveu abrir o jogo.

Precedendo um EP ainda não divulgado e o tão aguardado sucessor de Don’t Stop, Annie chega com sua própria ode às raves dos anos 90 com a hipnótica “Tube Stops and Lonely Hearts”, que para nós já é uma das suas melhores músicas até então. Unindo a produção do seu colaborador de longa data, Richard X, integrante do coletivo de produtores Xenomania, com a do produtor Ville Hamala, nome importante da cena eletrônica underground alemã, a canção, como a própria Annie diz, foi feita diretamente para as pistas. O começo ligeiramente dócil logo se transforma em algo mais pesado, graças a batidas que vão ficando cada vez mais densas e agressivas ao passar da música, e o refrão, que a princípio é apresentado somente com uma melodia cantarolada por Annie, apresenta suas verdadeiras armas no final. Para acompanhar a estética da música, também foi lançado um vídeo que mescla cenas estáticas da cantora com imagens psicodélicas que cairiam bem como backdrop de uma rave dos anos 90, decretando de vez a nova proposta da cantora e nos deixando curiosos por seus próximos passos.

Annie – Tube Stops and Lonely Hearts

O novo single de Annie tem lançamento para o dia 1 de maio, com um EP a ser lançado mais tarde no ano pelo selo Black Melody.

Miss Li – Spaceship

Jimmy —  29/04/2013 — 2 Comentários

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Nunca vamos cansar de mostrar como a Suécia é a terra do pop alternativo, e o mais novo fruto dessa leva de artistas é Linda Carlsson, vocalista, pianista e cabeça do Miss Li. Antes da atual banda, Linda cantava de ópera a metal, até se situar como Miss Li em 2006, e desde então, junto com sua banda, produz uma mistura que vai de encontro ao pop e o blues, que já lhe garantiu uma série de álbuns lançados pelo selo independente National desde então.

“Spaceship”, o novo single da banda, soa quase descaradamente como uma mistura de Kyla La Grange com a Lykke Li. Com uma produção que parece andar por diversos estilos musicais, a produção poderia muito bem se passar por uma música do Mumford & Sons, mas é diferenciada pelos vocais soturnos de Linda, que atingem o ápice no fabuloso refrão, onde a força da bateria é substituída por violinos que não deixam a música se suavizar e a tornam ainda mais intensa. Bonita e grandiosa na medida certa – e sem a pretensão dos diversos artistas do folk-rock – a canção é um pop viciante que nos mostra todo o potencial do Miss Li e nos deixa com vontade de ouvir muito mais da banda.

Miss Li – Spaceship

“Spaceship” é uma das músicas do álbum Wolves, lançado no dia 10 de Abril.

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Ano passado aprendemos a nunca julgar um livro pela capa com o projeto californiano Frank + Derol, liderado pela irmã da Miley Cyrus e que fez uma das canções pop mais deliciosas do ano. Entretanto, da mesma forma que atrelar um grande nome a uma banda novata pode ser vantajoso, as consequências também podem ser severas, no caso, afastar um boa quantidade de ouvintes justamente pelo preconceito. Portanto, permanecer no anonimato foi a estratégia adotada pelo Shaun White, snowboarder e skatista profissional, com o seu projeto Bad Things, que a propósito já nasce com contrato assinado com a Warner.

Mas se você acha que o rapaz faz parte de mais uma banda californiana de surf-pop, dado a identidade do líder do projeto, prepare-se para ficar redondamente enganado ao ouvir o primeiro single oficial da banda, “Caught Inside”. Começando com belas harmonias vocais pavimentadas por guitarras e violinos, a canção ganha versos que poderiam soar um tanto simples se não fossem pelo jogo de vozes entre os dois vocalistas, que já cativam nos primeiros segundos fãs de Arcade FireBand of Horses. Entretanto, é na chegada do antêmico refrão, cantado em coro pela banda, que a faixa atinge seu clímax, pontuado por uma avalanche de baterias e dotado de versos carismáticos (apesar de um tanto depressivos), que transformam a canção em algo muito mais grandioso do que você possa estar imaginando. Bad Things, na verdade, são bons pra caramba.

Bad Things – Caught Inside

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A gente confessa que neste ano temos mantido um ritmo um tanto lento em relação ao Friday Mixes, com uma média de um por mês, mas olhando pelo lado positivo podemos dizer que a curta seleção está cada vez mais seleta, sem desperdiçar nosso precioso tempo do final de semana com aquilo não-tão-legal-assim. É dessa forma, portanto, que eu apresento o Friday Mixes #57, que traz sem dúvidas alguns dos remixes mais criativos que vimos este ano, relembrando nomes clássicos como Daft Punk, Justin Timberlake e Destiny’s Child e unindo-os aos mais novatos, como Ellie Goulding, MNDR e Miguel.

Apesar da nossa nova política contra downloads ilegais, ainda continuaremos disponibilizando por alguns dias o download individual de cada música, porém, o zip com todas as faixas ficará disponível para sempre. Entretanto, vale ressaltar que a melhor forma de ouvir nosso Friday Mixes é sem dúvida alguma alguma apertar o play na nossa mixtape abaixo, produzida com muito carinho pelo nosso DJ favorito Amplis, e que captura exatamente a essência que tentamos transmitir com a nossa seleção. Então bom final de semana e nos vemos na próxima!

OBS.: Remixes individuais após o jump, clicando na foto acima ou AQUI.

MIXTAPE: Friday Mixes 57 #REMIXED

Clique aqui para os remixes individuais >>

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Começo avisando que você precisa assistir este aqui mais de uma vez para captar a essência psicodélica trasmitida pela MNDR no vídeo do seu novo single, “Faster Horses”, retirado do seu disco de estreia, Feed Me Diamonds. Amanda Warner começa cantando em um cenário escuro com um visual apocalíptico e logo é transportada para o que lembra as animações do My Little Pony, com a mudança evocando uma espécie de versão moderna de Corra Lola Corra. A loucura continua e retorna com força total na casa dos dois minutos, com direito a cenas de um show de fantoches que se tornam reais, cachorros gigantes que latem fumaça colorida e Amanda andando literalmente nas nuvens, como se fosse um gigante. A viagem de quatro minutos pode até soar um tanto trash no papel, mas na prática, sem dúvidas estamos diante de um dos clipe mais divertidos – e porque não bizarros – dos últimos meses.

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Noah And The Whale é uma banda inglesa que já apareceu aqui no blog em 2011 com o single “Life Is Life“, um dos carros chefe do último disco da banda, Last Night On Earth. Depois de três álbuns que transitam entre a melancolia, romances, a dor da perda e uma certa paz de espírito carregada de sabedoria, a banda se prepara para o lançamento do seu quarto álbum, Heart Of Nowhere, que será lançado no dia 6 de maio.

“Heart Of Nowhere”, canção título e carro chefe do novo disco, começa com violinos que aos poucos dão espaço à bateria e a uma produção semelhante aos trabalhos de seu último disco, que apesar de transparecer certa maturidade, também são carregados de um sentimento jovial, que acompanha toda a música, inclusive na letra, que passa mensagens sobre “correr riscos” e aproveitar a noite ao máximo. A música ainda conta com a britânica Anna Calvi, que faz um dueto incrível com Charlie Fink e deixa a música ainda mais doce, lembrando os duetos que Charlie fazia com Laura Marling nos tempos do primeiro álbum do grupo, Peaceful, The World Lays Me Down.

Noah And The Whale – Heart of Nowhere feat. Anna Calvi

O disco Heart Of Nowhere será lançado no dia 06 de maio, pela Mercury Records.

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Quer embarcar na viagem mais psicodélica que você vai ouvir em um bom tempo? Então é só dar o “play” no primeiro single do debut recentemente lançado dos noruegueses do Electric Eye. O som do supergrupo, baseado na capital Bergen, é claramente influenciado pelos space rockers de várias décadas, e nele a gente pode achar elementos que vão do Pink Floyd ao Flaming Lips. Ainda assim, de alguma forma eles conseguiram guiar sua identidade musical na direção de um psychedelic rock mais acessível, que deve agradar até mesmo quem não possui muita familiaridade com as bandas citadas.

E “Tangerine” é uma primeira amostra perfeita disso. A viagem meio caleidoscópica do longo single começa logo nos segundos iniciais, que vêm agradando os ouvidos com acordes tímidos de sitar, antes de finalmente escutarmos as primeiras notas da guitarra poderosa que compõe a faixa. A energia do quarteto é intensa, e invoca o lado mais garage desse novo psychedelic rock que o Electric Eye quer tanto mostrar. Talvez a maturidade que esse primeiro single passa se dê por causa da experiência que cada um dos membros da banda já tem, uma vez que todos faziam parte de algum ato musical importante da cena norueguesa, e é exatamente essa segurança e solidez que faz com que “Tangerine” soe não como uma obra de novatos, mas sim como uma música perdida de algum veterano do art-rock.

Electric Eye – Tangerine

O primeiro registro do Electric Eye, Pick Up, Lift-Off, Space, Time foi lançado dia 5 de abril pelo selo Fuzz Club Records.

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