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Estamos apostando que você nunca ouviu os trabalhos do flor e que quando você ouvir “Warm Blood” vai correndo pesquisar mais sobre eles. A banda surgiu em Los Angeles e reúne no novo single uma melodia gostosa que não esconde as influências do R&B, vocais picotados e sintetizadores prontos para te fazer viajar. A guitarra frenética e a bateria dançante ainda ditam o tom, que apresentam um synth-pop intenso e melódico ao mesmo tempo. E se ficou com gostinho de quero mais, calma que eles prometeram um single novo por mês.

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A banda Scavenger Hunt apresenta o single “Wildifire”, um synthpop dos bons, com uma pegada anos 90 que vai te deixar cantarolando os versos e, principalmente, o refrão o dia todo. Formada por Dan Mufson no teclado, Jill Lamoureux nos vocais, Nick Annis na guitarra e Aaron Prather na bateria, e, exalando como referências Annie Lennox, St. Lucia e Goldroom, o Scavenger Hunt traz a música perfeita para os dias de sol. Além disso, os filmes De Volta Para o Futuro e Mannequin são uma grande influência nos palcos e no estúdio, ditando a influência futurista do grupo que, mesmo sem uma grande gravadora dando suporte, sinalizam as boas  novas que devem chegar nos próximos meses.

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E a nova safra do pop escandinavo acaba de ganhar mais uma aposta de peso. Misturando a produção mais acústica da Mapei com a sensibilidade pop da Seinabo SeyLÉON marca sua chegada em alto e bom som com a graciosa “Tired of Talking”, primeiro single da sueca. Demonstrando sua habilidades vocais sob um baixo grudento e estalos de dedo, é com a chegada do refrão, entretanto, que a cantora resolve brilhar de vez, com leves sintetizadores e assovios cantaroláveis impulsionando seu falsete para a estratosfera. Com o potencial para certamente se tornar uma dessas “canções de verão” – mesmo que de 2016 – “Tired of Talking” é o tipo de estreia que estaremos ouvindo no repeat, na beirada da cadeira só esperando por mais.

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É lindo quando o caminho de dois artistas emergentes se cruzam. Black Coast é o projeto do produtor Nova Iorquino Stan Rapoport. REMMI é uma cantora de Nashville já com alguns singles de sucesso pela internet. Stan tem o dom de fazer parcerias com artistas de vocais poderosos. O resultado “Gold Chain” é um pop delicioso, com toques dark, vocais marcantes, batidas secas, texturas com tons de shoegaze e um minimalismo maestral que dão um ar super sexy para a canção. Cada nova canção do Black Coast é ao mesmo tempo surpresa e certeza que uma carreira promissora vem por aí.

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Já aconteceu de você não esperar nada de uma música e nos primeiros segundos ser surpreendido de uma maneira muito positiva? Provavelmente isso vai acontecer de novo com “Paralyzed”, do duo Klyne. Vindos de uma vila em Eindhoven na Holanda, Nick e Ferdous apresentam uma produção de vanguarda, algo que poderia ter sido feito pelo Jai Paul. E ainda colocam um toque de R&B que faz toda a diferença no final, deixando o produto um pouco mais acessível sem deixar de soar experimental, culminando numa surpreendente faixa que implora por diversas audições. E sobre o clipe, se a tendência agora são cenas minimalistas com coreografias sincronizadas, “Paralyzed” domina o estilo com maestria. Dispostas a prender sua atenção do inicio ao fim, duas dançarinas dominam as cenas com suas coreografias impecáveis, que casam com cada batida e mudança de ritmo da música, fazendo com que o amor por ela cresça a cada movimento.

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Pode ter demorado três anos, mas finalmente chegou o dia em que os suecos do Kate Boy anunciaram seu disco de estreia. Após uma série de singles bem sucedidos como “The Way We Are”, “Northern Lights” e “Higher”, a banda anunciou a chegada do álbum ONE para novembro, em conjunto com o primeiro single do registro, a igualmente brilhante “Midnight Sun”. Produzida por Christoffer Berg (The Knife, Fever Ray, Depeche Mode), a canção segue a linha dos lançamentos anteriores unindo vocais energéticos, assovios e fortes batidas eletrônicas que poderiam muito bem servir de trilha para uma rave na floresta. O refrão, grudento como de costume, é um breve lembrete do porquê nos apaixonamos por eles em primeiro lugar, e um forte testamento de uma banda que, pelo menos até agora, ainda há de falhar.

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Qual a influência que um artista que nem lançou um disco pode ter sobre os demais? Se levarmos em conta a história do Jai Paul, a resposta é “muita”. Alguns traços da produção do britânico podem ser vistos facilmente em “Not Enough”, primeiro single do Demo Taped, projeto do americano Adam Alexander. Após uma breve introdução repleta de harmonias vocais, sintetizadores retrôs entram em cena aliados a pausas estrategicamente posicionadas e um grave que parece acompanhar o vai e vem de uma onda, que servem de base para os vocais melódicos de Alexander brilharem com suavidade e despretensão. Apesar do estilo seguir a linha dos britânicos Ben Khan e do já mencionado Jai Paul, o americano pega as lições aprendidas e as usa de base para criar algo diferente de tudo e igualmente criativo, sendo válido inúmeras audições para absorção completa de todos os sons e detalhes da produção.