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Ter um debut legal não é só lançar um ou dos singles bacanas, mas infelizmente, é assim que vejo muitos discos promissores de estréia sairem. Agora pense diferente. E se uma banda que lançou várias músicas legais (nesse caso contei oito), e de repente resolve descartar a maioria delas do seu debut, colocando só inéditas? Se você acompanhou a história do Passion Pit, sabe exatamente do que estou falando, e parece que o caso vai se repetir com o 1, 2, 3, que já citei aqui no blog algumas vezes, além de colocar os caras na lista dos 10 posts mais injustiçados. Primeiro eles lançaram “Confetti” e “Can’t Bribe God”, ambas legais por diferentes motivos, e mais recentemente a suave “Riding Coach”, que já passeia entre as mais tocadas do ano por mim.

A mais nova deles, entretanto, é “Heat Lightnin”, mas se você é daqueles que descarta uma música baseado nos 30 segundos iniciais, pode parar por aqui.  O que parece soar relaxado e parado demais para os ouvidos desatenciosos, é a mais bela melodia para aqueles que repararem nos detalhes, seja os batimentos cardíacos que acompanham o vocal sensual de Snyder, os assovios que aparecem de vez em quando, os sintetizadores tocados de fundo ou o doce violão que dá um ar folk à música. E do nada,  quando tudo parece quieto demais, entra uma linha de baixo que deixa as coisas mais pesadas, além de acrescentar uma pitada a mais de glam-rock, como de costume da banda. “Heat Lightnin” está a par com as outras composições dos jovens artistas, e mal posso esperar pelo seu debut, o New Heaven, que sai só em Junho, infelizmente.

1,2,3 – Heat Lightnin’

E pra provar a versatilidade dos caras, de bônus vou deixar uma outra favorita minha, o pop-vintage “Little Cure”, que embora tenha um refrão maravilhoso (“modern girl“…), não deve entrar no debut da banda.

1,2,3 – Little Cure

E foi só eu saber que o 1,2,3 estaria lançando finalmente seu disco esse ano, que tratei de correr aqui pro blog e postar minhas favoritas “Confetti” e “Can’t Bribe God”, que já vinham invadindo a blogosfera desde o começo de 2010. Mas é agora, com “Riding Coach”, que a coisa realmente toma forma. O primeiro single do álbum New Heaven, é como sonhar acordado ao som de sintetizadores. Com um ar que lembra o Massive Attack, a música pode enganar por ser a mais lenta do grupo até então, mas é ouvir seu refrão que fica claro que a fórmula que nos conquistou está toda aqui. Com um aspecto nublado, a música continua o tom glam-pop que permeia os outros singles, graças às suas suaves batidas electro que aqui combinam com vocais em falsetto, guitarras de surf-music, palminhas e toda uma sensibilidade pop. A música te carrega feito uma onda, que vai te fazer parar o que estiver fazendo para relaxar nesse som, que nos deixa ainda mais ansiosos para o debut dos caras. Ouça logo abaixo.

1,2,3 – Riding Coach

1,2,3 e seus dois singles “Confetti” e “Can’t Bribe God” estão no meu iPod desde Novembro de 2009, e na verdade já apareceram em muitos blogs afora, mas a melhor notícia para nós, fãs da banda, é que os caras acabaram de terminar o primeiro disco, que sai antes de Julho de 2011. Se você ainda não conhece a banda, te convido a escutar um dos sons mais legais do ano, um indie rock com um quê vintage e uma melancolia tipicamente indie, a banda junta guitarras, bateria e formam um som mais cru, mas igualmente acessível, pop e grudento. “Confetti”, o lado A, me lembrou as melhores músicas do The Black Parade, o segundo disco do My Chemical Romance, enquanto a encantadora e devastadora “Can’t Bribe God” soa como um clássico perdido dos anos 70. Se você gosta de Free Energy, Weezer, Freelance Whales, bandas indie no geral ou quer ouvir algo que combina perfeitamente com esse clima de reflexão de fim de ano, vicie a vontade nesses dois singles desse grupo de Pittsburgh que promete, mesmo que aos poucos, conquistar geral no ano que vem. Esperem pelo novo single e detalhes do álbum em breve.

1,2,3 – Confetti

1,2,3 – Can’t Bribe God