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Temos aqui o primeiro grande lançamento de 2011. Programado para o dia 18 de Janeiro, o Tennis vai estar lançando finalmente seu primeiro álbum, o Cape Dory. A banda, que na verdade é um duo de marido e mulher, conta com o delicioso vocal de Alaina Moore (essa da capa!), que deu o nome ao grupo por causa do esporte “elitista” que é o preferido do seu marido, o guitarrista Patrick Riley. Essa é a história de como surgiu o nome deles, agora a história de como a banda de fato surgiu, são outros quinhentos. Decididos a largar suas vidas monótonas e percorrer de barco da Flórida até o Bahamas, o casal decidiu escrever algumas canções no caminho para documentar a viagem, resultando em algumas pérolas que soam como canções vindo direto dos anos 50, com aquela brisa de praia e tudo mais. De começo, o som do grupo lembra bastante o Best Coast, só que mais trabalhado nos versos e refrões, soando até um pouco mais pop. As canções também são cutíssimas, entretanto. Eles lançaram alguns singles esse ano, mas todos eles vão estar inclusos em seu debut, e “Marathon”, minha favorita até então, entra como a quarta faixa do disco.

Tennis

Patrick Riley e Alaina Moore - Tennis

“Marathon” é exatamente o que eu descrevi acima. A canção fala sobre ventos, mar, barcos e viagens, e carrega todo o clima de “dia na praia”, e com um refrãozinho cheio de “ooh”s, ela vicia e emerge como a canção mais promissora que o grupo já soltou. Mas as outras que pude ouvir não distanciam muito da qualidade dessa. “Baltimore” parece um Fleet Foxes acelerado tocando na praia, e a favorita “Cape Dory”, faixa-título do disco, também com sua taxa de “ooh”s e “shalala”s, não tem medo de soar pop. Fiquem com as três faixas abaixo, que compõem  o EP Baltimore, e aguardem pelo Cape Dory, que deve definir a primeira grande banda/álbum de 2011, logo no comecinho do ano!

Tennis – Marathon

Tennis – Cape Dory

Tennis – Baltimore

O N.E.R.D. pode ter decepcionado um pouco com um segundo single produzido pelo Daft Punk (não me pergunte como eles conseguiram) mas certamente não desapontam com esta nova aqui, “Nothing On You”, que tem a cara dos trabalhos antigos da banda. Se você não conhece nada além das novas músicas, pense nas batidas marcantes de “Boys”, da Britney, ou “LoveStoned”, do Justin, todas produzidas pelo próprio Pharrel, que você terá uma ideia. Com um ritmo acelerado, uma guitarra bem funky e um bridge à-la “To The Left/To The Right” de “Give It To Me” da Madonna (outra produzida pelo cara),  poderíamos dizer a distância que se trata de uma faixa da banda, além é claro, dos vocais estridentes típico do Pharrel. Fiquem com a música abaixo e aguardem o álbum completo, o Nothing, que dia 2 de Novembro.

♫ N.E.R.D. – Nothing On You

[Via]

Depois do lançamento de “Tomboy”, seu novo single, e “Slow Motion”, seu b-side, Panda Bear acaba de lançar sua próxima música, que acompanhada de um b-side e dos próximos lançamentos formarão seu novo álbum. Assim como o último lançamento, o clima cinzento e embaçado ainda continua nessas duas aqui, com Panda Bear e seus famosos cânticos de igreja, que assim como diz o release da faixa, “soam como se o cara estivesse fazendo um dueto consigo mesmo”. O lado A do single, “You Can Count On Me” é imediata, e com os vocais tão convincentes quanto hipnotizantes do cara, ele consegue passar sua mensagem para o ouvinte de uma maneira sem igual.

O lado B, “Alsatian Darn”, consegue na verdade ser melhor do que a primeira. Ao contrário dela, que fica praticamente no mesmo ritmo, “Alsatian Darn” muda o tom algumas vezes, e embora não sendo tão imediata quanto, ela se mostra infinitamente superior depois de algumas ouvidas. Aqui, a música vai se revelando aos poucos, e seu refrão, por exemplo, só chega nos últimos minutos. Batidas são acrescentadas e assim como as outras do cara, você vai se sentir completamente absorvido se tiver paciência o bastante para investir na música. Ouça as duas logo abaixo e aguarde por Tomboy, o álbum, em algum dia de 2011.

♫ Panda Bear – You Can Count On Me

♫ Panda Bear – Alsatian Darn

Você já ouviu o primeiro EP Colors dos caras, o primeiro buzz single com um clipe irresistível Treatment of The Sun e por fim a música Trap Of Mirrors. Agora chegou a hora de dar o veredito final: The Pass mereceu ou não o hype recebido? Ouça agora o álbum completo, Burst, que sai dia 21 de Setembro, e julgue por você mesmo. Ouçam no player abaixo, cortesia do PMA.

♫ The Pass – Burst

Se o nome Bag Raiders não faz nenhum sentido para você ainda, sugiro que leia esse tópico agora. Ano passado, esse duo australiano de synthpop lançou a épica Shooting Stars, uma brilhante canção nos moldes do Cut Copy, ganhando a atenção de todos em um piscar de olhos. As semelhanças, entretanto, não param por aí. Com um vocal bem igual ao do grupo, além de serem do mesmo país, o Bag Raiders já fez remix para diversas faixas dos caras, assim como para os The Preset e o Midnight Juggernauts, mas só agora vão lançar seu tão esperado debut, o álbum Bag Raiders.

Sobre Shooting Stars, se você não conhecia como eu, recomendo baixar agora. Uma complexa porém acessível canção de electropop, a música te conquista assim que os sintetizadores começam, e é melódica assim como as melhores do Cut Copy. Uma canção que certamente vai te deixar assoviando assim que terminar de ouví-la, ela ainda conta com refrões e batidas que miram direto pra pista de dança. Simplesmente tem tudo o que eu espero de uma brilhante canção pop. Agora o primeiro single oficial, o carro-chefe do novo disco, é Way Back Home. Declarada pela banda como a continuação de Shooting Stars, a faixa conta com ohhhs e ahhhs que grudam na mesma hora, além de ser mais rápida e vir pronta pra agitar seu final de semana. Fiquem de olho no disco, que sai dia 06 de Outubro e promete ser o melhor álbum que o Cut Copy nunca fez.

♫ Bag Raiders – Shooting Stars

♫ Bag Raiders – Way Back Home

Mystery Jets sempre foi uma banda com um material muito bom, mas que infelizmente nunca viu a luz do sol do sucesso por muito mais que algumas semanas com seus singles, a não ser quando contava com parcerias fofíssimas como a da Kate Nash em Disco Elizabeth, e o hino romântico-indie de 2008 Young Love, com a Laura Marling. “Mas tudo está prestes a mudar!” alguém deve ter pensado quando eles se juntaram ao duo The Count & Sinden e fizeram a música que já é a maior partymaker do semestre, a After Dark.

Os caras acabaram de lançar seu debut após esmagar a galera com sua música MEGA (em maiúsculo, que por sinal é o nome do álbum), e já chegaram com direito a EPIC WIN, escrito em fonte outdoor em cada esquina do mundo. Não tô brincando. Onde mais você vai encontrar um CD com hip-hop, house, electro, trance, funk, dreampop, dubstep, kuduro, cumbia, flamenco, e um cheirinho de forró e samba pelas bordas?

Agora a After Dark, que deixo aqui, é uma música mais que animada, que tem um pé nos 80’s, mas o resto do corpo jogado no world music, que aliado com o indie dos Mystery, cria praticamente um novo estilo de música. Pegue a bebida, solte o play e já vai se preparando no “We’ve never had a heart to heaaaart, but you still call me up after daaaaark, the daaaaark…” porque o negócio é MASSIVE. E como se a música não fosse o bastante, ainda tem aqui pra você dois remixes que acompanham o single. E se estiver curioso pra ouvir o álbum, o MEGA MEGA MEGA, corre aqui pra barra lateral e baixe o disco completo.
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http://www.youtube.com/watch?v=fs9vRtZsMz0&feature=player_embedded

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Eu já escrevi bastante sobre o The Hundred In The Hands, apresentei o primeiro single (com um vídeo incrível) Pigeons e minhas favoritas, Tom Tom e In To It. Agora uma surpresa: enquanto as duas últimas faziam parte do EP This Desert, que postei lá no tópico também, acaba de sair na rede a versão do álbum para a favorita Tom Tom, com algumas mudanças bem drásticas. O clima techno-minimalista que descrevi vai embora, dando lugar a instrumentos como bateria, baixo e guitarras, que encorpam mais a música, mas mantém sua suavidade. Como os caras mesmo disseram, a versão original é essa aqui de baixo, chamada Gigantic Tom Tom, e que a versão do EP, Tom Tom, foi na verdade feita depois, a partir da des-construção da versão original, para que se encaixasse melhor no clima esparso e cinzento do EP. Gostei muito das duas versões, e não retiro o que disse sobre a banda estar vindo com um dos melhores debut do ano. Aguarde por The Hundred In The Hands, o álbum, em muito breve.

♫ The Hundred In The Hands – Gigantic Tom Tom