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Depois do lançamento do seu segundo álbum, Halcyon, que contou com os singles “Anything Could Happen”, “Figure 8” e “Explosions”, Ellie Goulding anunciou o re-lançamento do disco, intitulado Halcyon Days, com mais faixas inéditas e covers de Alt-J e Midnight Star, além de uma faixa com a produção do Madeon.

“Hearts Without Chains”, uma das inéditas, funciona como uma “I Know You Care” repaginada, onde a produção começa minimalista, e aos poucos vai crescendo, com elementos eletrônicos acompanhados de um piano, que se mesclam ao tom melancólico de Ellie, que canta sobre um relacionamento conturbado. No segundo refrão, entretanto, é onde a música realmente explode, antecedido por pianos que assumem uma sonoridade eletrônica e suave, com Ellie aumentando seu tom de voz e dando mais intensidade a música. Apesar dos elementos eletrônicos, a produção se molda de forma soturna, e acaba se tornando mais uma balada romântica do que um single para as rádios.

Ellie Goulding – Hearts Without Chains

O Halcyon Days será lançado no dia 28 de Agosto pela Polydor.

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O londrino Sivu mostrou literalmente o que se passa na cabeça de um músico com o vídeo do seu primeiro single, “Better Man Than He”, gravado com um aparelho de ressonância magnética enquanto o artista cantava o próprio single. Apesar da grande repercussão do vídeo, que servia de apresentação ao pop vintage do rapaz, Sivu ainda continua trabalhando num pequeno callcenter em Waterloo, entretanto, se depender do lançamento do seu novo single, “Bodies”, que também serve de título para o seu novo EP, as coisas devem estar prestes a mudar para o rapaz de 24 anos.

Mais uma vez produzido em parceria com Charlie Andrew, produtor vencedor do Mercury Prize pelo seu trabalho no excelente disco de estreia do Alt-J, “Bodies” mais uma vez ecoa traços do reconhecido disco, como as guitarras gentis e a produção delicada, mas que graças aos vocais em falsete de Sivu, que remetem na hora ao Wild Beasts, toma novos rumos e se posiciona como algo mais voltado ao pop. Evocando temas bíblicos como forma de refletir sobre as emoções humanas, a canção inicia com percussões velozes, quase ciganas, só para cair em um grandioso refrão, onde os vocais líricos de Sivu tomam forma imponente para transmitir com clareza a mensagem da música.

Sivu – Bodies

O primeiro EP de Sivu, Bodies, chega no dia 3 de junho pelo selo Third Rock Recordings.

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O Brooklyn certamente é um dos locais de onde mais saem bandas boas atualmente. Um bom exemplo é a Bowmont, que surgiu no ano passado e no último dia 17 de fevereiro nos presenteou com seu primeiro EP, chamado Euphorian Age. A banda foi criada pelo multi-instrumentista dinamarquês Emil Bovbjerg em parceira com Jeremy Loucas (engenheiro e produtor vencedor de um Grammy Award). Juntaram-se a eles integrantes de outras três bandas: Elias Miester (guitarrista da banda Mon Khmer), Dave Cole (baterista da Rubblebucket) e Jesse Barnes (músico freelancer da banda Eli Paperboy Reed).

Destaca-se no EP a música “Ruphmiup”, que começa com uma bateria marcante que logo mistura-se ao vocal belíssimo e suave de Emil Bovbjerg, que se você não estiver atento pode até achar que é do Chris Martin, do Coldplay. A canção segue com uma estrutura pontuada por efeitos inusitados e uma produção detalhada que por muitas horas se assemelha à do Alt-J, com direito a riffs acústicos que nos fazem imaginar o Radiohead brincando de afro-pop. Entretanto, na casa dos dois minutos, as harmonias vocais se intensificam e ajudam a dar forma ao refrão, e daí em diante você já vai estar sugado pela viagem sonora que se sucede, proporcionando uma sensação de paz e êxtase que te farão viajar para outro universo.

Bowmont – Ruphmiup

Para ouvir o EP completo do Bowmont, basta acessar o BandCamp da banda.

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Março foi um mês agitado, mas surpreendentemente, nas últimas semanas e de uma maneira inesperada, descobri o Retro Stefson e o disco que mais me encantou em um mês repleto de grandes lançamentos. Direto da Islândia, a banda é o fruto de um projeto entre os irmãos Unnsteinn e Logi Stefánsson, que recrutaram nada menos que mais cinco integrantes para dar corpo à banda, que já conquistaram o topo das paradas musicais do seu país com dois hits e fizeram um aclamado álbum de estreia, lançado hoje no Reino Unido.

Como disse, meu caso com auto-intitulado Retro Stefson já é algo sério, e das dez canções do disco estou apaixonado pelas dez, sem exceção. As canções passeiam por tantos estilos diferentes e as produções são tão criativas que o disco te instiga a ouví-lo inúmeras vezes e, analisando-o como um todo, a impressão que temos é que estamos diante um Alt-J com mais sintetizadores. Entretanto, para começar a entender minha obsessão, “Glow” é perfeita introdução à essa banda multifacetada, que, assim como o disco, não pode ser reduzida a um único gênero.

Misturando elementos acústicos e eletrônicos, “Glow” se inicia com percussões ritmadas e vocais que te fazem imaginar um híbrido entre o Electric Guest e o Miike Snow tentando ser funky. Sintetizadores rápidos balanceiam o lado eletrônico da produção dinâmica, que caminha em uniformidade junto à belas harmonias vocais que aproveita as vozes dos sete integrantes. Sem muita pretensão, a canção vai se revelando aos poucos até se transformar em um tour-de-force na casa dos dois minutos, quando vocais femininos entram em cena e a produção fica ainda mais intensa, culminando em um aventureiro e bombástico primeiro single que você não vai cansar de ouvir.

Retro Stefson – Glow

Não queremos lotar vocês de informações, então a partir de hoje, postaremos as nossas quatro favoritas do disco a cada semana, para recuperar o atraso. E se gostou do que ouviu, já dá pra ouvir o disco completo por aqui e de quebra, neste link, você confere um show completo da banda.

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Sivu Page pode não ser o nome mais comum que você já ouviu, mas se depender do primeiro single do rapaz de 24 anos, taí um nome que você deve ouvir com muita frequência em 2013. Incentivado pelo produtor do brilhante disco de estreia do Alt-J, Charlie Andrew, Sivu era guitarrista de uma banda inglesa até que, ao mostrar suas músicas ao produtor, logo tratou de assinar um contrato com a Warner para lançamento do seu primeiro disco, que, sem muitas surpresas, também traz Andrew no comando.

Sua estreia, a belíssima “Better Man Than He”, não falha em nos impressionar, e se demostra um número frágil e ao mesmo tempo impactante, ao tratar da depressão de um amigo próximo de forma poética e esperançosa, falando sobre suicído no mesmo verso em que cita tapetes mágicos e mundos encantados. O vocal, reminescente de um Clock Opera mais moderado, encontra uma produção elegante nos moldes de um Wild Beasts, com pianos e baterias sutis complementando seu tom melancólico, que também é transmitido em seu vídeo, com imagens gravadas durante uma ressonância magnética e inspirado em pesquisas de cirurgias em crianças que nascem com defeito na boca.

Sivu – Better Man Than He

O single de “Better Man Than He” será lançado no dia 25 de fevereiro pelo selo ASL Records, da Warner.