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Se antes o britânico Cass Lowe dedicava-se apenas à composição e à produção de músicas para outros artistas, como Say Lou Lou, agora ele começa a trilhar seu caminho como cantor, soando como uma mistura da melancolia e do experimentalismo do James Blake com os vocais agudos e imponentes do Truls, Bastille e Tom Odell. “Birthmark” é o single de estreia do Cass Lowe e aborda a história real de uma adolescente que sofria de distúrbios alimentares, além da pressão que a sociedade colocava sobre a jovem. De acordo com o cantor, a delicada balada representa o medo de destruir tudo que há de bom na vida, como saúde, família, amor e o próprio corpo. A épica canção possui um clipe dirigido por Daryl Atkins, que contrapõe a suavidade da música com a intensidade dos eventos vividos por uma jovem dançarina, que precisa lidar com o desconforto de ter uma família destrutiva, assim como o receio de não conseguir superar seus medos. Cass Lowe aparece sussurrando nos ouvidos dos personagens, como se estivesse questionando as ações daquelas pessoas.

Coin-1992

O indie pop do COIN é capaz de botar um sorriso no rosto de qualquer um. Apesar de saírem do coração do country dos Estados Unidos, Nashville, no Tennessee, os quatro garotos desvinculam qualquer influência do gênero e mergulham de cabeça em melodias pop contagiantes, vívidas e solares, que transbordam influências mais óbivas, como o The Kooks, até outras mais contemporâneas, como o San Cisco e o Bastille. Cria do pop dos anos 90, o Coin não quer nada além de te fazer dançar e se divertir, e seu primeiro single, “Honey”, é uma excelente amostra desse som suave e despretensioso de que eles são capazes.

Começando com cara de trilha sonora de um sábado preguiçoso, “Honey” chega com um sintetizador tímido, que vem perfeitamente acompanhado de um riff de guitarra envolvente. Após a entrada dos vocais, é o refrão poderoso e extremamente cantarolável (já dá pra se imaginar na plateia do show a plenos pulmões) que toma conta, e que certamente te fará botar a faixa para tocar de novo e de novo e de novo. A canção faz parte do ótimo EP 1992, lançado em maio desse ano, que ainda traz mais cinco faixas calcadas nesse indie pop bonitinho (mas extremamente sólido) muito bem demonstrado. Entretanto, é “Honey” que tem tudo para se tornar o grande hino da banda, com potencial para expandir o quarteto para muito além de sua cidade natal.

COIN – Honey

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Bastille é o projeto do britânico Dan Smith, que já está bem comentado no seu país de origem e tem de tudo para ser um dos novos artistas mais bem sucedidos de 2013. O histórico do rapaz é invejável, contando com duas mixtapes incríveis que podem ser baixadas gratuitamente por aqui e que misturam covers com materiais inéditos, mesclando as composições autorais de Dan com a de artistas como Lana Del Rey, The xx, Frank Ocean, Calvin Harris e Florence and the Machine. Apesar de já ter lançado alguns singles originais, a banda se prepara para lançar seu primeiro álbum em março desse ano, que conta com “Pompeii” como primeiro single.

Um pop grandioso e acessível, “Pompeii” é uma espécie de mistura do tom cinematográfico do Woodkid com a acessibilidade de um Owl City, usando baterias, percussões tribais e sintetizadores para criar um hit infalível e grudento, que marca seja pelo coro africano que aparece no refrão ou pela produção esperançosa que soa como uma versão masculina da Florence and the Machine. Apesar da sonoridade, a letra traz um retrato nada otimista da nossa realidade, e aborda tópicos como vício, pecado e negligência.

Bastille – Pompeii

Já “Sweet Pompeii” nada mais é que um cover/mash-up de “Sweet Nothing” do Calvin Harris com a Florence, e “Pompeii”, single apresentado acima. Com uma produção mais orgânica e experimental, a canção ainda conta com a participação da cantora Erika e utiliza samples do Thomas Newman e citações do filme Beleza Americana (American Beauty).

Bastille – Sweet Pompeii

O disco de estréia da banda, Bad Blood, será lançado no dia 04 de março.