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Sonar-2013

Mesmo com pouco mais de um mês de atraso, anunciamos ainda com imenso orgulho a cobertura completa do Festival Sónar que aconteceu entre os dias 13 e 16 de Junho de 2013 em Barcelona. Em 2012, este blog foi convidado para cobrir o evento que aconteceu em São Paulo no Brasil também. A partir dessa oportunidade, conseguimos dar um passo adiante e descolar por meio de uma das idealizadoras do festival, uma credencial de imprensa que dava acesso completo à toda a programação do evento. Desde já agradecemos a oportunidade, e esperamos estar presentes na edição de 2014 e possivelmente nas outras edições do evento pelo mundo. A principal novidade do 20º aniversário do evento foi a mudança do local do Sónar Dia, que foi transferido do pátio do MACBA (Museu de Arte Contemporânea de Barcelona) para a Fira Montjuic, que é um complexo enorme que recebe grande parte dos eventos grandes da cidade. Grande acerto! A organização no geral, a fluência do público entre os shows, acesso aos banheiros, às áreas VIPs e ao galpão de novas mídias estava impecável, muito bem sinalizado e sem grandes problemas de locomoção.

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Uma das novas apostas do cenário musical independente acaba de lançar seu primeiro trabalho. Falo da Glasser, com seu Ring. Há alguns posts atrás falamos da viciante “Home”, com seus barulhos e até um próprio instrumento criado pela moça, provando sua capacidade inventiva na criação de suas canções. Agora chegou a hora de conhecer todo o seu trabalho. Não me decepcionei. O disco traz uma força estranha e uma sonoridade meio peculiar. O tom grave da voz da Glasser pode trazer comparações a cantoras como Cat Power, Bat for Lashes e até mesmo a Florence & the Machine. Um ar místico e espiritual circunda o trabalho da Cameron Mesirow e isso a gente pode comprovar claramente na bela “Plane Temp”, onde um trecho da letra é repetido a exaustão e gruda assustadoramente na cabeça por um bom tempo, tal como “Home”. De forma melódica, seus instrumentos nos levam a sons quase que indígenas, de uma forma sombria e melodiosa, quase que uma experiência espiritual.

♫ Glasser – Plane Temp

Guarde esse nome: Glasser. Daqui a alguns meses, quando você falar “i told you so” para os seus amigos, o prazer vai ser tão grande quanto deve ter sido quando você falou o mesmo pelo hype em cima da Laura Marling como “queridinha do indie” do ano passado. Só que a Cameron Mesirow, única e eficiente integrante do Glasser, vai mais além.
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Como uma Bat for Lashes menos sonhadora e mais rodeada de qualquer objeto que faça barulho, a Cameron faz uma aposta certeira ao usar a manipulação ritmica que a música eletrônica traz para poder focar em outros pontos na música. Ela utiliza, além de sua belíssima voz, synth, percussão, e vários outros improvisos instrumentais, um que inclusive ela jura ter inventado e pretende patentear: the bifurcated pipe organ (não ousei traduzir isso). Como classificar seu som? Diria Enya, Taken by Trees, Joni Mitchell bebendo cerveja e DJing em um Mac, etc. Mas ficaria longe de comparar e apenas diria diferente, refrescante e descompromisado. Até agora ela só soltou essa música de seu debut, que está pra ser lançado em Setembro, mas dando uma procurada por aí você encontra várias outras, além de remixes incríveis de algumas bandas com quem ela tem viajado em tour: Delorean, The XX, YACHT e Lucky Dragons.
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