Arquivos para Bjork

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Mt. Wolf é uma banda composta por 4 ingleses que migraram para Londres e produzem um dream pop que parece misturar influências de Of Monsters And MenDaughterBjork e Sigur Rós. Já conta com um EP lançado em Outubro do ano passado, o Life Size Ghosts, e agora se preparam para o lançamento do segundo EP, que sai ainda esse mês.

“Veins” é uma das faixas que vão compor o novo EP, soando como algumas das faixas mais soturnas de Ellie Goulding, como “Hanging On”, a produção mescla o dream folk característico com uma espécie de experimentalismo, como se Daughter e Bjork trabalhassem em uma produção juntas, acompanhadas de Nanna Bryndís do Of Monsters And Men nos vocais. A música não possui um ápice ou refrão pegajoso, deixando a produção dizer por si só, com seu clima ás vezes pacífico e ás vezes contendo uma certa agitação contida.

Mt. Wolf – Veins

Já “Hypolight”, muito mais grudenta que “Veins”, é o carro chefe do EP. Se em “Veins” há uma agitação contida, em “Hypolight” ela está sendo extravasada, mas sem perder a suavidade e delicadeza da produção anterior. Com batidas suaves e tendo o violão como principal instrumento para acompanhar a voz de Kate Sprouler, a música logo de cara parece com a abertura de Skins, mas que em vez de seguir o rumo eletrônico se volta para uma produção que apesar de delicada é também forte e bem estruturada, como “Youth” da Daughter.

Mt. Wolf – Hypolight

O EP Hypolight será lançado no dia 08 de abril, e contará também com um cover de “Climax” do Usher.

The-Knife-Full-of-Fire

Loucos, revolucionários, incompreendidos ou a frente do seu tempo – seja o que você pense do The Knife, é difícil de discordar que o duo sueco, formado pelos irmãos Karin Dreijer e Olof Dreijer, têm no mínimo um som curioso. Após o lançamento do seu último disco, Silent Shout, de 2006, a banda chegou a fazer a trilha sonora (instrumental) de uma ópera, Tomorrow In A Year, de 2010, mas só agora lança o verdadeiro próximo passo em sua carreira, com o primeiro single do Shaking the Habitual, álbum de inéditas que sai em abril.

“Full of Fire”, a nova canção da dupla, é um tapa na cara de quem esperava um retorno encalcado na música pop à-la “Heartbeats”. Seguindo pela direção oposta, a canção é uma sinfonia eletrônica de nove minutos com as batidas mais insanas que Olof Dreijer já produziu, que decretam a fidelidade da banda com o experimental. É claro que digerir uma canção de nove minutos não é nada fácil, visto que a produção hipnótica demora minutos para se formar e mesmo assim não permanece constante por muito tempo, com os vocais gélidos de Karin remetentendo aos melhores momentos da Bjork. Se é algo descartável ou genialidade genuina, a cacofonia dos sintetizadores deve ser melhor compreendida com a versão em alta qualidade que conseguimos com exclusividade, visto que ouvir uma música desse porte em baixa qualidade é como pedir pra ter uma bad trip no seu festival favorito. Baixe e ouça no seu próprio tempo, que em breve perceberá que o The Knife continua tão afiado quanto antes.

The Knife – Full of Fire

O novo disco do The Knife, Shaking the Habitual, sai no dia 09 de abril pelo selo Mute.