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Lançado no ano passado, o álbum Sun surpreendeu muitos fãs de Cat Power, conhecida até então por suas músicas calmas e cheias de tristeza. A música “Manhattan” acabou de ganhar um clipe que reflete bem o tom mais animado encontrado em Sun, sem deixar de lado as letras melancólicas e o tom reflexivo da melodia. No clipe, a cantora canta, dança e interage com moradores de Manhattan. Assim como a canção, o clipe é uma bela homenagem ao lugar que dá nome à música, despertando a vontade de visitar o local e passear pelos mesmos ambientes que Cat Power. Dirigido pela própria cantora em parceria com Greg Hunt, o vídeo mostra a energia relaxante que poderá ser conferida pelos brasileiros na passagem de Cat Power pelo Brasil, nos shows que acontecerão no Rio de Janeiro (18/05), em Recife (19/05) e em São Paulo (21/05).

Uma das novas apostas do cenário musical independente acaba de lançar seu primeiro trabalho. Falo da Glasser, com seu Ring. Há alguns posts atrás falamos da viciante “Home”, com seus barulhos e até um próprio instrumento criado pela moça, provando sua capacidade inventiva na criação de suas canções. Agora chegou a hora de conhecer todo o seu trabalho. Não me decepcionei. O disco traz uma força estranha e uma sonoridade meio peculiar. O tom grave da voz da Glasser pode trazer comparações a cantoras como Cat Power, Bat for Lashes e até mesmo a Florence & the Machine. Um ar místico e espiritual circunda o trabalho da Cameron Mesirow e isso a gente pode comprovar claramente na bela “Plane Temp”, onde um trecho da letra é repetido a exaustão e gruda assustadoramente na cabeça por um bom tempo, tal como “Home”. De forma melódica, seus instrumentos nos levam a sons quase que indígenas, de uma forma sombria e melodiosa, quase que uma experiência espiritual.

♫ Glasser – Plane Temp

Mexer no TOP40 bandas de 2010 do Stereogum hoje em dia é sinal de ficar confuso com muita coisa, ou ignorar grupos que possuam um nome ou capa de cd que não chamem atenção, devido ao grande número de bandas com várias sonoridades que nos fazem automaticamente procurar por “qualidade” da forma mais rápida possível. Bem, deveria ter sido assim comigo até me pegar ouvindo a banda com o nome/capa de cd mais sem graça da lista, Warpaint. No final só consegui dizer: UAU!
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O grupo californiano (completamente composto por mulheres, LINDAS) existe desde 2007, mas só após fixar sua formação final no ano passado, que já chegou até a ter a atriz Shannyn Sossamon como bateria e vocal, é que vem fazendo mais barulho pela imprensa, e pelo mundo. Tendo seu primeiro e (até agora) único trabalho de estúdio sido apadrinhado pelo ex-RHCP John Frusciante, a banda trouxe uma psicodelia-folk que nos seus momentos mais crus nos lembram da melancolia da Cat Power (fase The Greatest), e que nos mais inspirados, bem… não tenho coragem de comparar a nada, mas se você gosta da linha de guitarra do math-rock dos Foals em Total Life Forever, e do dream-pop do School of Seven Bells, você vai se deliciar com a delicadeza com que as Warpaint juntam tudo isso e tornam-os seu.
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Elas conseguem acertar em cheio ao misturar uma melodia vinda do blues, com a atitude e os intrumentos que o rock e o eletrônico nos fornecem hoje em dia, e é na música Billie Holiday que tudo isso se consolida, quando todas começam a soletrar o nome da Lady de uma forma tão nostálgica que você vai jurar que já ouviu essa música antes, ou que sua música de ficar sentado numa janela em uma tarde cinzenta deveria soar exatamente assim, entregando a música mais hipnotizante do EP. Fique de olho que o álbum completo delas sai oficialmente agora em outubro, e aqui embaixo você consegue baixar todas as músicas do EP.
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