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Charli XCX anunciou que seu segundo CD será lançado no primeiro semestre de 2014. Isso mesmo, apenas alguns meses depois de lançar o delicioso álbum True Romance, que rendeu clipes para “Nuclear Seasons”, “You’re The One”, “What I Like”, “Take My Hand” e “You (Ha Ha Ha)”. A boa notícia veio acompanhada da divulgação do single “SuperLove”, que indica um novo trabalho bem animado e menos sombrio. O videoclipe da nova música foi dirigido por Ryan Andrews, que mostra a cantora se divertindo ao dançar, cantar, passear com amigos e interagir com robôs e outras figuras de Tóquio. O visual colorido da cidade combina com o tom da faixa, que é um eletro-pop acelerado que vicia e deixa qualquer um otimista com os próximos lançamentos da londrina.

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Quem acompanha o trabalho da Marina & The Diamonds já se acostumou com a divulgação dos clipes de Electra Heart, segundo álbum da cantora. Cada vídeo é uma parte de um todo que reflete a mensagem que a artista decidiu passar no CD, que possui faixas ainda mais pop e dançantes que o debut, sem que a profundidade das letras e a sonoridade característica da cantora se perdessem. Para continuar criticando o american way of life, Marina Diamondis (que recentemente lançou também a deliciosa “Just Desserts”, colaboração com Charli XCX) representou diversas facetas da sua personalidade por meio da personagem Electra Heart, cuja trajetória foi narrada em “Primadonna”, “Homewrecker”, “How To Be A Heartbreaker”, “Power & Control” e outras canções. Agora, é a vez do 10º vídeo oficial, que já sinaliza o fim da era Electra Heart, visto que a cantora já prepara o misterioso projeto 11 Diamonds, que deve conter músicas inéditas. Enquanto isso, é possível curtir o clipe de “Lies”, que exibe o tom mais melancólico da canção. No videoclipe, Marina aparece expressando sua tristeza com um visual mais sóbrio.

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Charli XCX é uma daquelas adoráveis popstars que foge as regras, mas que ainda assim ganhou uma certa atenção nos últimos meses tanto pela crítica quanto pelo público, seja por “I Love It”, a colaboração com o Icona Pop, ou com o seu próprio trabalho, que rendeu um primeiro disco esse ano. Para continuar a divulgação do True Romance, mais uma música do registro, “Take My Hand”, acaba de ganhar um vídeo. Produzido pela Urban Outfitters TV e dirigido por Ryan Andrews, o video combina cenas com um quê de psicodelia, com direito a fumaças e luzes vibrantes, com a vibe alto-astral da canção, com cenas da cantora caminhando por corredores e se divertindo em uma festa com muitas pessoas dançando ao som da música. Aparentemente, temos apenas um single promocional em mãos, mas a produção é legal o suficiente para garantir mais um sólido acerto ao repertório da britânica.

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O duo ASTR, de Nova York, já tinha liberado anteriormente os singles “Goodnight” e “Razor”, mas é agora, com “Operate”, que temos até então a maior obra-prima da dupla. Saídos do Brooklyn, o duo demonstra bastante as influências do bairro em suas músicas, que, dentro de um contexto indie-pop, revelam todo o gingado que, como nenhum outro gênero, o R&B e o hip hop possuem. A brincadeira soa como um Purity Ring cantado pela Charli XCX, e traz um instrumental extremamente sutil e detalhado, como um resgate à música black-eletrônica dos anos 80 mas que flerta diretamente com as batidas modernas do chill e do trap. Apesar de sensuais, suas músicas são feitas pra dançar, para se deixar levar naquela mágica conexão som-corpo, e é basicamente assim que “Operate” te conquista.

Dotada de um refrão R&B, de melodia suave, grudenta e pronta pra satisfazer todas as exigências de um futuro hit pop, o curto refrão logo dá espaço à atmosfera altamente sedutora dos versos, o maior atrativo da música. Os vocais metalizados demonstram sua imponência sob a produção minimalista e trazem toda a dramaticidade necessária que a produção sensual pode pedir, acompanhando perfeitamente a linha de baixo com groove descarado que torna tudo ainda mais sexy e acessível. Mas enquanto a canção poderia ficar apenas no dreamy, a adição de incríveis batidas temperamentais que levam o trap ao pop deixam tudo mais dançante e fazem todo o diferencial por aqui, culminando em uma perfeita mistura de hip-hop, R&B e synth-pop em que o ritmo é tudo.

ASTR – Operate

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Estourou de vez. Preparem os ouvidos (ou os olhos) para ver como a mocinha Brooke Candy vai ser comparada (estupidamente?) com a Lady Gaga. Excentrismos à parte, Brooke é a definição perfeita para a palavra atitude. A nova queridinha do mundo da música, da moda e dos hipsters vem de Los Angeles, diretamente da cena stripper da cidade. A começar por aí, o rostinho nos é familiar. Trabalhou com Grimes no clipe de “Genesis”, trabalhou com Charli XCX e alguns outros nomes mais undergrounds. A música está em algum lugar entre o pop e o hip hop, e a boquinha suja da Brooke entoa frases de tanto impacto que os haters do mundo vão surtar.

“Pussy Make The Rules” é a vitrine ideal pra promover ao extremo o novo single da cantora. A música faz alusão DIRETA à Lady Gaga, Britney Spears e Christina Aguilera, e ainda enfatiza, além do título da música, o quanto as mulheres são poderosas. O clipe é obsceno, é genial. Uma crítica social mesclada com um nítido “foda-se” para todos os tabus que a sociedade ainda insiste em levar adiante. Brooke é lésbica, mas esse é o menor dos detalhes de toda a aura polêmica que projeta sobre si. Ainda estou receoso em colocar a artista do lado de nomes como Azealia Banks, Iggy Azalea e Angel Haze porque aqui o buraco é mais embaixo. “Quem dita as regras”?

Brooke Candy – Pussy Make The Rules (Feat. Lakewet)

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O trio de electropop Little Daylight, de Nova York, começou cativando o mundo dos blogs com seus remixes cheios de personalidade, que abrangem de Passion Pit a Edward Sharpe & The Magnetic Zeroes, de The Temper Trap a Niki and The Dove, e todos com uma autenticidade e ousadia admiráveis. Há dois meses lançaram seu primeiro single, “Overdose”, e provaram que seu talento vai além do mundo dos remixes, fincando a estaca na posição de queridinhos pelos blogs. O sucesso, entretanto, vai além dessa esfera e, nesse mês de maio, o trio entrará em turnê com ninguém menos que a Charli XCX.

“Name In Lights”, o segundo single do trio promissor, corresponde às expectativas bem no jeito do Little Daylight: mudando de estilo em relação ao primeiro single imponente. Esse novo parece ter caído dos céus, num synth-pop tão angelical que está mais para um “synth-heaven”. Com um jogo delicado e muito natural de texturas downtempo que competem na suavidade, o ambiente é refrescante e relaxante, como os harmoniosos do Au Revoir Simone. Entretanto, ainda há espaço para uma percussão e uma linha de baixo bem animadinhas, que quebram um pouco do ar cândido da música e revelam uma maturidade meio escondida, mas, com certeza, presente – como se fosse uma mocinha que mantém a meiguice de sua infância, mas já tem toda a avidez de uma mulher. E essa mesma impressão aparece também na técnica: o ambiente etéreo domina a cena, mas a produção é de uma qualidade impressionável, que merece destaque. O final é outro detalhe que traz magia de seu esconderijo: parece comum, mas termina como deveria, nos tranquilizando depois de ter nos levado a essa viagem celestial. Então feche os olhos e deixe-se levar por ela!

Little Daylight – Name In Lights

O primeiro álbum do Little Daylight já está sendo planejado e incluirá os dois singles, além de vários remixes de “Overdose”, como os de Tippy Toes, Ghost Loft e Twice As Nice.

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Aos poucos, Charli XCX vai revelando as músicas que estarão em seu primeiro álbum, True Romance, que tem lançamento previsto para o dia 15 deste mês. O mais novo aperitivo é “What I Like”, que ganhou um clipe que segue a mesma estética vintage dos anteriores (além de ter uma fotografia digna de vídeos em VHS, o clipe exibe vários símbolos como corações, ursinhos e outras figuras que mais parecem tiradas de um computador antigo). Dirigido por Ryan Andrews, responsável pelos clipes anteriores da cantora, o clipe de “What I Like” começa com Charli XCX dançando freneticamente no ritmo da música, até que as amigas da cantora (e um cachorro fofo) surgem e começam uma festa do pijama regada a telefonemas, coreografias, pizza, cigarro e até banho de banheira. Tudo em um clima de anos 90, que vai fazer você se sentir participando da festa íntima ao som da nova música pegajosa dessa cantora britânica que promete fazer muito sucesso.

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