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Há algumas décadas isso seria mais normal, mas hoje em dia, ver uma artista de 16 anos fazendo música que nem esta aqui, não é algo muito comum. Conheça, portanto, a neozelandesa Lorde, cujo nome verídico ainda não foi divulgado. O que temos, entretanto, é muito melhor: um delicioso EP de cinco faixas que traz semelhanças ao pop-esperto da britânica Chlöe Howl, ao revelar – sem escrúpulos – tudo o que se passa na cabeça da garota.

Apesar do EP The Love Club estar sendo distribuído de forma gratuita por aqui, a melhor porta de entrada para o castelo de areia de Lorde é sem dúvidas “Royals”, onde explica, sobre batidas lentas e estalos de dedo, a razão por trás do seu nome. Com um vocal que esbanja carisma e uma composição (propositalmente) cheia de referências à cultura pop moderna, a jovem cantora apresenta um retrato ordinário de uma garota que conta as (poucas) moedas do bolso ao mesmo tempo em que sonha com uma vida de riquezas, mesmo que, como revela no refrão, ela sabe que isso nunca será possível. E quem nunca?

Lorde – Royals

Já o segundo maior destaque do EP, “Million Dollar Bills”, que mantém o mesmo tema de “riquezas” que Lorde também carrega no próprio nome, aposta em uma sonoridade mais dançante e menos minimalista que a anterior, culminando em uma produção mais caprichada, ainda que mais curta. Em pouco mais de dois minutos, versos à-la Santigold encontram um carisma estilo Sky Ferreira que passeia sobre batidas dancehall, vocais sampleados e até um inusitado refrão, que joga as convenções do pop pela janela e te põe pra dançar no meio do caminho.

Lorde – Million Dollar Bills

Como dito, o melhor de tudo é que o incrível EP de estréia de Lorde, The Love Club, pode ser baixado gratuitamente em seu Soundcloud. Realista, sarcátisca e melhor que 99% das músicas que a garotada da sua idade anda fazendo, resta agora aguardar as próximas novidades da cantora.

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A nova cantora inglesa Chlöe Howl, de apenas 17 anos, certamente não deve ter boa memória dos seus últimos namorados, mas enquanto ela tiver conteúdo suficientes para gravar canções criativas que brincam com o tema, a garota não parece ligar para as desilusões amorosas que encontra no caminho. O primeiro resultado da língua afiada de Howl, que por muitas horas lembra o tom engraçadinho da Lily Allen em Alright, Still, pode ser visto no seu single de estreia, “No Strings”.

Apesar do instrumental conter um riff que soa como uma cópia descarada do Foster The People e sua “Pumped Up Kicks”, os vocais bem treinados de Chlöe lembram uma espécie de Adele mais jovem, com um carregado sotaque britânico marcando seus versos e refrões. A produção electro-pop tem praticamente todos os elementos para brilhar nas rádios, até que a cantora chega com um refrão nada educado, onde manda o cara e sua atidade descompromissada pro quinto dos infernos. Apesar de soar doce, a irreverência de Chlöe deixa tudo mais interessante e consagra o synth-pop em um excelente single de estreia.