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O Brooklyn certamente é um dos locais de onde mais saem bandas boas atualmente. Um bom exemplo é a Bowmont, que surgiu no ano passado e no último dia 17 de fevereiro nos presenteou com seu primeiro EP, chamado Euphorian Age. A banda foi criada pelo multi-instrumentista dinamarquês Emil Bovbjerg em parceira com Jeremy Loucas (engenheiro e produtor vencedor de um Grammy Award). Juntaram-se a eles integrantes de outras três bandas: Elias Miester (guitarrista da banda Mon Khmer), Dave Cole (baterista da Rubblebucket) e Jesse Barnes (músico freelancer da banda Eli Paperboy Reed).

Destaca-se no EP a música “Ruphmiup”, que começa com uma bateria marcante que logo mistura-se ao vocal belíssimo e suave de Emil Bovbjerg, que se você não estiver atento pode até achar que é do Chris Martin, do Coldplay. A canção segue com uma estrutura pontuada por efeitos inusitados e uma produção detalhada que por muitas horas se assemelha à do Alt-J, com direito a riffs acústicos que nos fazem imaginar o Radiohead brincando de afro-pop. Entretanto, na casa dos dois minutos, as harmonias vocais se intensificam e ajudam a dar forma ao refrão, e daí em diante você já vai estar sugado pela viagem sonora que se sucede, proporcionando uma sensação de paz e êxtase que te farão viajar para outro universo.

Bowmont – Ruphmiup

Para ouvir o EP completo do Bowmont, basta acessar o BandCamp da banda.

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2013 é definitivamente o ano dos comebacks, e como já esperado desde o ano passado, os queridinhos do Phoenix são um dos maiores integrantes da lista de retornos que nos espera este ano. O último disco da banda, Wolfgang Amadeus Phoenix, foi culpado por catapultar em 2009 os franceses para pistas e iPods de qualquer um que ouve algo além das rádios, e é assim, numa pressão imensa, que os rapazes retornam com “Entertainment”, o primeiro single do novo álbum, Bankrupt!.

Ao meio de novos e antigos elementos, “Entertainment” é basicamente o que você pode esperar de um “primeiro single” do Phoenix: energético. A composição em si não ter o mesmo apelo que “1901”, e traz elementos antigos (mas ainda assim eficientes), como a repetição de palavras e o efeito “montanha russa” que predomina praticamente todas as canções do disco anterior, com versos acelerados e uma pequena pausa no refrão que vai pegando força só para culminar em um inevitável “looping” (neste caso, um grudento riff de sintetizadores). Mas é a produção, feita pela própria banda e pelo veterano Philippe Zdar, que diferencia a canção de todas as outras da banda. O começo frenético soa como um Delphic brincando com o timbre de sinterizadores de “Paradise”, do Coldplay, mas resultando num monstro completamente diferente, que leva o foco para os vocais do Thomas Mars nos lembrar que estamos ouvindo uma música do Phoenix. A banda inclusive chega a apostar em algo mais grandioso no middle-8, com um coral de garotas cantando junto à melodia dos riffs, e nos lembrando dos melhores momentos de “Haiti”, clássico do Arcade Fire e a mais “tropical” do seu Funeral.

Phoenix – Entertainment

O novo disco dos franceses, Bankrupt!, chega com ainda mais antecipação no dia 22 de abril, pelo selo Glassnote.

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Lembra quando apresentamos por aqui no começo do ano o britânico Tom Odell, vencedor do Critics Choice Awards britânico e um dos principais concorrentes das irmãs Haim ao pódio do Sound of 2013 da BBC? Pois bem, apesar de não ter faturado o prêmio, Odell nos impressionou com seu EP de estreia, principalmente com as excelentes “Another Love” e “Sense”, e agora, aproveitando o hype inesperado, o rapaz de 22 anos se prepara para o lançamento do seu primeiro disco, Long Way Down, que sai agora em abril.

Apesar do curto intervalo entre EP e disco, se o primeiro single oficial do rapaz for alguma indicação, a mudança de sonoridade entre os dois trabalhos será drástica. Enquanto no EP Odell soava como uma versão juvenil do Chris Martin (Coldplay), em “Hold Me” as influências saem direto da bíblia de neon do Arcade Fire, com o rapaz se levantando pela primeira vez do assento para elevar suas produções delicadas à um número intenso, que cresce a cada verso.

Tom Odell – Hold Me

O primeiro disco de Tom Odell, Long Way Down, sai no dia 15 de abril.

Coldplay – Fix You (Datsik Remix)

Antes de reclamar ou pular o post, aviso que esse não é mais um remix de dance destinado a tocar na Jovem Pan. Na verdade, temos um remix mais adequado para se ouvir em casa, com os fones de ouvido. Para ter uma ideia, imagine Fix You, um dos maiores sucessos do Coldplay, com o mesmo tom e ritmo da original, mas para acompanhar o piano e as guitarras, adicione sintetizadores e uma crescente batida dubstep, que fará sua cabeça dar algumas voltas. O remix mantém a grandiosidade da original, acrescentando ainda uma dose de atitude para a música.

Coldplay – Fix You (Datsik Remix)

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Sky Ferreira – One (WAWA Remix)


Depois de um vídeo simples e brilhante, a queridinha Sky Ferreira se prepara para lançar seu álbum de estréia. Enquanto isso, One, primeiro single britânico, começa a ganhar o tratamento de remix que merece, embora não precise, visto que a original é praticamente perfeita do jeito que é. O remix pelos caras do WAWA, entretanto, dão uma nova perspectiva à música, embora não afaste muito da original, essa aqui é mais direta e mais preocupada com batidas, e arrisco dizer que cairia até bem para as pistas.

Sky Ferreira – One (WAWA Remix)

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Major Lazer – Jump Up (Thom Yorke Remix)

Passado o susto incial, vamos aos fatos. O Major Lazer acaba de lançar uma Mixtape nova, chamada Lazers Never Die, e além de uma música inédita, traz esse curioso remix, assinado pelo ilustre Thom Yorke, do Radiohead. Ao apertar o play, já dá pra sentir que as batidas tribais da original foram retiradas, susbtituídas por uma mais suave, dando todo um clima de filme sci-fi à música, bem diferente das produções mais agitadas do Major Lazer. Com direito ainda à barulhos e vozes bizarras, o remix é um sopro de ar fresco para as produções do grupo.

Major Lazer – Jump Up (Thom Yorke Remix)