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A Austrália é um lugar que  tem nos presenteado com músicos incríveis desde sempre, e não dá  pra negar que a  cena eletrônica é uma das mais interessantes do país. Nomes como Cut Copy, Empire Of The Sun e Miami Horror fazem barulho lá e aqui, e por isso a gente percebe que os australianos tem um talento especial para nos fazer dançar com seus sintetizadores eufóricos e batidas contagiantes. E no meio desse cenário inflado por bandas e duos incríveis, os dois irmãos Cosmo e Patrick Liney surgem, diretamente de Sidney, para te fazer embarcar na viagem envolvente do Cosmo’s Midnight (que talvez você já conheça pelo remix apaixonante de “Little Bit” da Lykke Li).

“Phantasm” é o primeiro single da dupla que, declaradamente influenciada pelo Purity Ring, chega com elementos experimentais tímidos, mas suficientes para garantir uma aura chillwave sem igual para a faixa. Os sintetizadores criam uma atmosfera elegante, suave e misteriosa, que poderia muito bem servir de trilha para uma músca do AlunaGeorge e é perfeita para relaxar e viajar na melodia deslumbrante das batidas do duo. Enquanto isso, os vocais devaneadores e adocicados da conterrânea Nicole Millar ajudam a criar a vibe ambient que a dupla quer mostrar, e fazem de “Phantasm” a música perfeita para representar o material original do Cosmo’s Midnight e ser o carro-chefe do EP lançado dia 8 de maio.

Cosmo’s Midnight – Phantasm

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Julian Maverick é um artista de Melbourne, na Austrália, que ganhou notoriedade com seus remixes de “Ritual Union” (do Little Dragon) e de “Roxanne” (um cover do Strange Talk para a canção clássica do The Police), e promete ganhar ainda mais com seu mix 4LOVE e a música de nosso interesse, “Spaceships”. Sua sonoridade nu-disco é claramente influenciada pelos conterrâneos do Cut Copy e Van She, com potencial para deixá-los orgulhosos e nos dar mais uma prova da qualidade da música eletrônica australiana. Se lembrarmos ainda do resto do mundo, podemos dizer que ele ainda tem um ar de Goldroom, passando pelo experimentalismo do Neon Indian e quase alcançando a grandeza de produção de um M83 da terra do sol. O mundo todo, entretanto, terá que esperar para ver mais do artista, pois por enquanto só temos boatos do lançamento do seu primeiro EP.

Como boa representante do ainda escasso repertório do rapaz, “Spaceships” nos leva direto ao verão australiano com sua atmosfera descontraída de festa na praia. Ouví-la seria a descrição perfeita para um daytime-disco, com toques de tropicalidade dados pelos sinos constantes, que lembram o Poolside. Ainda durante seus cinco minutos, o produtor acrescenta diversos elementos como barulhos espaciais que parecem sair de um videogame (ou de uma batalha de Jornada nas Estrelas), latas de refrigerantes sendo abertas e diversos samples de ondas do mar, que nos transportam paro o cenário da música e adicionam vivacidade à aventura do rapaz, que hora parece tanto um típico pop dos anos 80 quanto um indietrônico atual, passando pelo sonzinho de praia à la Toro y Moi e Les Sins. E, mesmo com tantos elementos para te distrair na produção, Julian nos cativa com seus vocais trazendo uma melodia que se evidencia dentre todo esse troca-troca de camadas e, ainda que improvável, consegue ser grudenta e colar na cabeça com facilidade. Portanto, aproveite que na nossa terra sempre temos sol e se jogue no verão australiano de “Spaceships”!

Julian Maverick – Spaceships

Dubstep: ritmo que surgiu na Inglaterra no começo dos anos 2000, influenciado pelo dub, que por si nasceu na Jamaica como uma forma de remix do reggae, que valorizava o baixo, a bateria e misturados a isso tudo efeitos sonoros. Bem, a descrição acima não foi a toa. Essa semana estaremos explorando mais um pouco esse gênero nos remixes, que essa também estão menos urgentes e mais progressivos e climáticos, preocupados com a construção das batidas e melodia das músicas. Mas prometo que você não irá ficar entediado em nenhum deles, pelo contrário, bem vindo a um dos nossos melhores Friday Mixes.

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Katy Perry – E.T. (Rodway Remix)

PARA OUVIR: SE ANIMANDO PARA SAIR

Já postei muitos remixes, covers e canções dela aqui no blog, e nenhum durou mais do que dois dias no servidor do MediaFire. Katy e seus acessores conseguiram até tirar o nosso blog do ar a algum tempo atrás, mas bem, aqui estamos de volta, e com mais um remix da moça. “E.T.” ficou extremamente sensacional aqui, ganhando uma produção totalmente nova, com sons de videogame 8 Bit, samples de Castlevania e batidas Dubstep, criando uma nova roupa para música que soa como se ela tivesse sido capturada na Pensilvânia por ETs vampiros e voltado à Terra.

♫ Katy Perry – E.T. (Rodway Remix)

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Natalia Kills – Zombie (Does It Offend You Yeah Remix)

PARA OUVIR: TOMANDO BANHO.

Já postei a “Mirrors” da cantora, e essa semana postei a ótima “Wonderland”, mas ficou faltando seu primeiro single, “Zombie”. Uma canção progressiva e mid-tempo, a música acaba de ganhar um remix do Does It Offend You, Yeah, que praticamente cria uma música para chamar de sua aqui. As batidas loucas electro-punk para fazer mosh-pit na pista estão presentes, como de característica da banda, mas acompanhados pelo doce vocal de Natalia e seu refrão delicioso de “Zombie”, a música parece encontrar um perfeito equilíbrio, e deve causar catarse onde quer que seja tocada.

♫ Natalia Kills – Zombie (Does It Offend You Yeah Remix)

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La Roux – Quicksand (Alex Metric Remix)

PARA OUVIR: SE ARRUMANDO

Já vou começar falando: que remix FODA. Basicamente, “Quicksand” da La Roux se transforma em um épico das pistas de dança com 6 minutos de duração, que vai te deixar babando em cada segundo dele. Alex Metric, conhecido por seus remixes longos que vai construindo a música aos poucos, reinventa o primeiro single do duo aqui, que começa dramático mas vai soltando as batidas e os refrões aos poucos, descrescendo o ritmo no meio do caminho para depois engrenar com força. Destaque para o brilhante final, onde o cara recorta e cola o vocal da cantora e cria uma parte totalmente nova à música. Recomendo ouvir com os fones de ouvido para se perder na produção luxuosa deste aqui.

♫ La Roux – La Roux – Quicksand (Alex Metric Remix)

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Cut Copy – Far Away (Bag Raiders Remix)

PARA OUVIR: BEBENDO

Eu amo Cut Copy e adorei o Bag Raiders esse ano. Enquanto no ano que vem estaremos cobrindo massivamente o novo disco do amado grupo, que tal revisitarmos aqui uma das músicas mais legal do segundo disco, dessa vez com um remix feito pelos Bag Raiders? Os caras adicionam uma produção totalmente nova à música, com instrumentos tocados por eles mesmos, que só reutiliza o vocal original, adicionando até mesmo um solo massivo de sintetizadores no meio do caminho. É o filho prestando uma homenagem ao pai, e o resultado disso tudo é um presente nada menos que maravilhoso.

♫ Cut Copy – Far Away (Bag Raiders Remix)

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Big Boi – Shutterbug (Jack Beats Remix)

PARA OUVIR: NO CARRO COM OS AMIGOS

“Shutterbug” do Big Boi não é apenas uma das melhores canções de hip hop do ano, mas sim uma das melhores ponto. Aqui, o sample da música é instantâneamente reconhecível, numa canção sem muitos altos e baixos, mas que melhora quando vai chegando no finalzinho, quando Big Boi solta o rap sob uma batida dubstep. As batidas, entretanto, vão agradar a todos que estiverem com você, e se tem uma música desse post que poderia ser tocada em qualquer tipo de boate que todos iriam acabar curtindo, é esta aqui. Ouça o melhor remix de “Shutterbug” que encontrei.

♫ Big Boi – Shutterbug (Jack Beats Remix)

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Usher – OMG (Vindata Remix)

PARA OUVIR: NA PISTA

Que remix doido. Na verdade, não sei se funcionaria muito bem nas pistas, mas quem liga? Se você não gosta da original, recomendo até dar uma chance para essa aqui. Com um começo lento, a música vai ganhando corpo e batidas, que depois de um tempo volta à sua versão original, para depois voltar para a construção de batidas novamente e acabar com uma explosão trance, suficiente para deixar qualquer um mais alto só de ouvir. Se a descrição ficou confusa, apenas dê o play aqui em baixo. Agora por favor, da próxima vez que o DJ tocar a versão original, você só chega, pluga seu iPod, faz um ar superior e sai dançando na pista.

♫ Usher – OMG (Vindata Remix)

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Major Lazer – Never Good Enough (The Killabits Remix)

PARA OUVIR: FAZENDO SEXO

Por falar em dub/dubstep, eis aqui um remix do gênero para uma nova música do Major Lazer, a mais legal na minha opinião do EP lançado esse ano, o Lazers Never Die. A original era um reggae sensual, mas mesmo com as batidas dubstep aqui a música não perde sua essência, soando mais como um tipo de raggae que ouviríamos saindo da Jamaica em 2020. Pode não seguir o mesmo estilo que as últimas músicas “para sexo” que tenho postado aqui, mas não deixa de ser conveniente. Na verdade, enquanto as outras eram mais um “sexo romântico”, pense nessa aqui como um “sexo agressivo”, mas igualmente sensual. Alguma coisa contra?

♫ Major Lazer – Never Good Enough (The Killabits Remix)

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Jayme Dee – Love Whiplash (RAC Mix)

PARA OUVIR: NA VOLTA VENDO O SOL NASCER

Mais uma vez, o RAC mostra que não apenas faz ótimos remixes, mas que também faz ótimas escolhas. Na verdade, eu ouvi o remix antes da original, que não tem alterações gritantes, mantendo o clima leve de romance de verão, sob palminhas e batidas ensolaradas. O produtor dá um ar a mais pra música, adiciona mais efeitos e torna a inocente canção em uma escolha perfeita para se ouvir com o vento no rosto, enquando você estiver voltando para casa. Afinal, depois de tantos remixes “sujos” e agressivos, nada mais justo que uma canção mais leve para relaxar.

♫ Jayme Dee – Love Whiplash (RAC Mix)

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♫ [D/L] Friday Mixes VI

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Créditos: Dancing Astronaut  & KKS
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Se o nome Bag Raiders não faz nenhum sentido para você ainda, sugiro que leia esse tópico agora. Ano passado, esse duo australiano de synthpop lançou a épica Shooting Stars, uma brilhante canção nos moldes do Cut Copy, ganhando a atenção de todos em um piscar de olhos. As semelhanças, entretanto, não param por aí. Com um vocal bem igual ao do grupo, além de serem do mesmo país, o Bag Raiders já fez remix para diversas faixas dos caras, assim como para os The Preset e o Midnight Juggernauts, mas só agora vão lançar seu tão esperado debut, o álbum Bag Raiders.

Sobre Shooting Stars, se você não conhecia como eu, recomendo baixar agora. Uma complexa porém acessível canção de electropop, a música te conquista assim que os sintetizadores começam, e é melódica assim como as melhores do Cut Copy. Uma canção que certamente vai te deixar assoviando assim que terminar de ouví-la, ela ainda conta com refrões e batidas que miram direto pra pista de dança. Simplesmente tem tudo o que eu espero de uma brilhante canção pop. Agora o primeiro single oficial, o carro-chefe do novo disco, é Way Back Home. Declarada pela banda como a continuação de Shooting Stars, a faixa conta com ohhhs e ahhhs que grudam na mesma hora, além de ser mais rápida e vir pronta pra agitar seu final de semana. Fiquem de olho no disco, que sai dia 06 de Outubro e promete ser o melhor álbum que o Cut Copy nunca fez.

♫ Bag Raiders – Shooting Stars

♫ Bag Raiders – Way Back Home

Cut Copy, que tem um dos meus CDs favoritos de 2008, vai lançar finalmente o sucessor do In Ghost Colours. De acordo com os caras, o novo álbum, que está sendo produzido pelo cobiçado Ben Allen (que ajudou a mixar o Merriweather Post Pavillion), está repleto de batidas hipnóticas, mas seu lançamento está agendado apenas para 2011. Hoje, acaba de sair na rede o primeiro gostinho desse novo trabalho, a canção Where I’m Going. Com um refrão que vai simplesmente por “woo-ooo yeah yeah!” e um break que lembra bastante as última produções de Ben Allen, a canção é repleta de pianos, guitarras e batidas chamativas, porém com 3:36 minutos, ela serve apenas de aperitivo, e te deixa querendo mais. Mas não é para isso que serve o primeiro single? A música está sendo disponibilizada de graça pelo site dos caras, mas se preferir, pode pegar aqui em baixo também. De qualquer forma, bem que janeiro podia chegar mais cedo.

Cut Copy – Where I’m Going