Archives For Daft Punk

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O Badboxes cativa facilmente graças a um experimentalismo bastante acessível e que gruda na cabeça. Com uma sonoridade que deve agradar aos fãs de Daft Punk, AlunaGeorge e The Postal Service, o trio dos EUA já lançou o EP JSMN, que rendeu o inventivo clipe da delicada “JSMN”. O novo single do grupo é a sensual “The Mystery”, que possui um vídeo que investe em uma atmosfera que remete a filmes noir. O videoclipe dirigido por Thom Glunt mostra uma espécie de andróide marginalizado em uma realidade que mistura elementos retrôs e futuristas, o que combina com o mistério proporcionado pela música, que aposta em um saxofone sedutor para aumentar a sensação de imersão.

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Não faz muito tempo que tivemos a oportunidade de apresentar o primeiro trabalho da cantora australiana Chela, que, depois de inúmeras colaborações e lançamentos de faixas avulsas, ganhou nossos corações pela descontração da adorável “Guts”. De lá pra cá a cantora vem trabalhando na sonoridade certa que deverá ser conferida em seu primeiro disco, junto ao recente contrato com o selo francês Kitsuné. Saindo de Melbourne, casa de grandes revelações australianas, Chela agora se encontra em ponte área Paris/New York para retocar seu novo material, que deve fazer parte do seu primeiro registro inédito.

A canção chamada “Romantiscise” é a primeira amostra do que podemos ouvir nesta nova fase. Em uma produção contagiante a faixa chega acompanhada por deliciosas batidas percussivas, riffs de guitarras melódicos e uma instrumentação totalmente voltada aos anos oitenta, contemplando um refrão mágico – com direito a vocais à-la La Roux – que ficará na sua cabeça pelos próximos dias. Os arranjos, que contam com breaks durante as pontes, dão todo um charme nostálgico no resultado final do trabalho, que culmina num electro-pop vibrante e voltado ao sucesso.

Chela – Romanticise

Romanticise EP conta com remixes de Gold Fields, Collarbones, Boys Get Hurt, Le Bruce and Fascinator.

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Conhecido no meio musical como Fryars, Ben Garrett resolveu apostar na música eletrônica em seu single mais recente, chamado “Cool Like Me”, que deve fazer parte do disco previsto para o final de 2013 ou início do ano que vem. O nome não poderia ser mais apropriado, pois a animada canção é bastante agradável e soa como uma versão mais despretensiosa do Daft Punk. No clipe dirigido por Ian & Cooper, o começo reflexivo dá lugar a um clima alegre e descontraído, bem diferente da vibe soturna e até triste dos vídeos de “On Your Own” e  “In My Arms”. O músico interpreta um jovem que faz parte de um grupo de rapazes brancos, os quais tentam convencer os moradores de um bairro tradicionalmente negro a serem legais como os “pregadores”. Para tanto, os jovens fazem passos de dança inusitados, deixando a seguinte dúvida: afinal, quem é o legal da história?

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O australiano Hayden James, que vem direto de Sydney, acaba de começar a carreira com pé direito. Além de ser dono de um sublime primeiro single, o rapaz já está lançando a primeira amostra do seu trabalho atráves do bombado selo australiano Future Classic, responsável por lançamentos de outros artistas eletrônicos como Classixx, Flume e Jagwar Ma.

Hayden, entretanto, carrega sua própria identidade sonora e demonstra isso com muita firmeza ao longo de sua fantástica “Permission To Love”. Soando extremamente sexy do começo ao fim, a canção mistura elementos do disco (como guitarras funkies) a batidas baleáricas e relaxadas para criar um número para dançar mexendo a cabeça. O destaque, entretanto, fica para a brincadeira do produtor com os próprios vocais, que são distorcidos, alterados e picotados sem piedade, adicionando tensão e criando novas melodias com os recortes, nos fazendo lembrar dos momentos mais criativos do Daft Punk e do Miike Snow.

Hayden James – Permission To Love

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Vindos da França, o duo de musica eletrônica Juveniles já aparece em nossas páginas desde 2011, quando divulgou seu primeiro single, “We Are Young”, lançado pela Kitsuné. Em 2012 o single “Through The Night” ainda deu título ao primeiro EP, também lançado pelo selo, e agora, prestes a dar início à divulgação do seu disco de estreia, os rapazes acabam de lançar “Fantasy”, uma produção electro-pop que destoa das anteriores por deixar a vibe depressiva de lado a favor de um número alto-astral e ligeiramente funky, que nos remete aos grandes hits da década de 70.

Atualmente, cada vez mais produtores têm se deixado influenciar pelo movimento new-disco, como no exemplo recente de “Get Lucky”, dos também franceses Daft Punk, e agora é a vez do Yuksek, responsável por remixes de artistas como Lady Gaga e Gossip, brincar com o gênero. A diferença, entretanto, é que em “Fantasy”, além das guitarras cheias de ritmo e do baixo cheio de groove que entra na sequência, diversas camadas de sintetizadores modernos se destacam lado a lado com os elementos retrôs, dando vida a uma produção que não olha apenas para o passado mas também para o futuro. Para completar os elementos vibrantes comandados por Yuksek, a banda ainda apresenta sua composição mais divertida e alegre até então (que soa como uma versão new-disco de “Night & Day”, do Hot Chip), e prova que os parisienses estão no rumo certo em relação a sua música.

Juveniles – Fantasy

O disco do Juveniles ainda não tem data de lançamento, mas está sendo inteiramente produzido pelo Yuksek e deve chegar às lojas ainda este ano.

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É até difícil começar a escrever esse post falando alguma coisa que já não havia sido dita. Sim, o Daft Punk está de volta, eles recrutaram uma série de colaboradores de peso que você já sabe de cor, vão lançar dia 21 de maio pela Columbia seu quarto disco, Random Access Memories, cuja maior mudança de todas, basicamente, está na pretensão do duo, que desta vez está lá nas alturas. Donos de uma das maiores campanhas de marketing que eu já vi, o barulho em torno do disco e, consequentemente, do seu primeiro single, “Get Lucky”, foi tanto que fez surgir nas últimas semanas uma séries de fakes com recortes dos trechos que já haviam sido divulgados, gerando um frenesi que finalmente (FINALMENTE!) chega ao fim hoje, com o lançamento oficial da música. E aí, como você acha que ela é?

Em resumo: ela é igualzinha a tudo o que você já ouviu dela, e quando eu disse no começo do post que ia ser difícil eu passar pra vocês alguma coisa inédita, me referia também à música em questão. Não vamos negar. Ficamos viciadíssimos na música quando saíram os primeiros trechos, certamente ainda vamos ouví-la inúmeras vezes (a maioria em festas ou celebrações) e não há de negar que unir elementos do futurismo do Daft Punk, do disco-funky do Nile Rodgers (dono apenas de alguns dos maiores hits dos anos 80) e os vocais elegantes do Pharrell já é um fato e tanto, mas a diversão acaba por aí. Com sintetizadores quase inexistentes, as guitarras de Nile Rodgers em um looping imutável por 4 minutos e os vocais do Pharrell ocupando todo o espaço que o Daft Punk poderia utilizar para explodir nossas cabeças com um produção insana, a canção é basicamente isso tudo o que você andou ouvindo até agora, um recorte dos trechos já divulgados e com versos esquecíveis (pra não dizer deploráveis) por conta do Pharrell.

Até a melhor parte da música já havia sido mostrada nos previews, um middle-8 logo após o segundo refrão, onde os vocais robotizados do Daft Punk entram em cena para fazer um espetacular um jogo de harmonias vocais, que dão um gostinho (bem curto) daquilo que queríamos ouvir de fato. É claro que nada disso vai te impedir (tá bom, e nem NOS impedir) de cantar a música quando ouvirmos por aí, de vibrar quando você ouví-la naquela rádio popular e de louvar pelo fato dos robôs estarem aproveitando da sua fama para levar, de fato, uma boa música para o mainstream, mas para aqueles que esperavam um pouco mais do que já havia sido mostrado, recomendo ficarem de olho na versão do álbum, com direito a dois minutos a mais, e que provavelmente irá dar mais equilíbrio à música, com mais partes do Daft Punk somente.

Daft Punk – Get Lucky

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Quando o The Royal Concept postou ontem a capa acima com os dizeres “tomorrow”, a primeira coisa que passou pela nossa cabeça é que se tratava de um novo single ou do aguardado disco de estreia dos suecos, agora “americanizados” para a gravação do trabalho. A surpresa, na verdade, se tratava de mais uma gravação da série de covers que andam fazendo, dando sequencia à sua versão de “Cobrastyle”, da Robyn/Teddybears, que fizeram no mês passado.

Apesar do coração pixelado ter passado despercebido por muitos, a bola de vez é nada menos que “Digital Love”, o romântico terceiro single do Discovery, clássico do Daft Punk. Mantendo os vocais em vocoders da original, a produção começa minimalisma mas explode logo na casa do primeiro minuto junto ao drop com sintetizadores e batidas pulsantes, que remodelam o clássico para as pistas modernas. Com os elementos da produção original todos presentes, do sensacional solo de guitarras aos efeitos digitais, a banda apresenta uma versão carismática que conquista seja pela infalível composição original ou pela nova roupagem aplicada pela banda.

DOWNLOAD: The Royal Concept – Digital Love (Daft Punk Cover)