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Guitarras nervosas são o grande destaque da nova música do The Preatures, que será lançada oficialmente com outra canção no dia 23 de março. Enquanto a banda australiana não divulga a data de lançamento do aguardado debut, aproveite “Better Than It Ever Could Be”, que soa como uma harmoniosa mistura de Blondie, Fleetwood Mac, David Bowie e Joan Jett. O clipe do novo trabalho do The Preatures combina com a sensação psicodélica provocada pela música, graças a diversos elementos vintage usados pelo diretor Josh Logue. Depois de ver a vocalista Isabella Manfredi e os outros integrantes nos clipes de “Is This How You Feel?” e “Manic Baby”, é possível acompanhar os artistas em uma apresentação que brinca com uma estética cheia de elementos de programas de TV da década de 1970, bem como jogos de videogame retrôs.

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A faixa mais diferente do último álbum da Laura MarlingOnce I Was An Eagle, lançado em maio, foi a escolhida pra se tornar sua primeira super-produçãoa. O clipe de “Devil’s Resting Place” foi divulgado na semana passada e já está bem falado. O álbum também foi bem recebido, sendo um dos indicados a álbum do ano pela Mercury Prize, junto de nomes como David Bowie, Disclosure, Foals e Arctic Monkeys. A cantora, de 23 anos, amadureceu – e sua música também.

Esqueçam a menina Laura Marling que cantava folk com um violão ou dois. Sua última produção acrescenta elementos originais de múltiplas referências culturais, revela intenso conhecimento técnico e alcança, ainda, a delicadeza de manter a identidade da cantora, cheia de jogos e ambiguidades entre as palavras ácidas e irônicas e a voz suave e conquistadora de menina, mas que é, ao mesmo tempo, poderosamente aveludada e forte. Mas, se antes o sotaque britânico era o que contava pra chamá-la de inglesa, agora Laura conseguiu mostrar a complexidade das suas raízes em um álbum inteiro. Como exemplo, a cantora fugiu do óbvio em “Devil’s Resting Place”, e sua habitual produção minimalista virou uma super-produção repleta de instrumentos tradicionais das culturas antigas de sua terra. A produção chega a ser tão intensa que, junto dos elementos étnicos, lembra da Florence + The Machine justificando o investimento para se tornar um hit. A tensão cigana proporcionada nas cordas, que persiste na música inteira, aliada a percussão típicas de um ritual tribal, sinos e violino medievais compõe seu clima único, perfeitamente refletido no clipe, que promove uma caça às bruxas com direito a exorcismo e visuais macabros, que promovem Laura Marling de menina-de-moletom a uma ameaçadora feiticeira.

Laura Marling – Devil’s Resting Place

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No final de janeiro apresentamos por aqui o Night Engine, banda de Londres e dona do single “I’ll Make It Worth Your While”, que a primeira vista soava como um hit perdido do indie-rock britânico de meados dos anos 2000 e que nos conquistou com facilidade seja pelo sentimento nostálgico ou pelo refrão completamente dançante. O desejo de criar um “som da noite” foi tão intenso que garantiram aos rapazes uma turnê com o Kaiser Chiefs e o The Joy Formidable no Reino Unido, que deve ganhar ainda mais força com o lançamento do novo single dos rapazes, Give Me A Chance / Young and Carefree.

Enquanto o lançamento só se dá no dia 27 de maio, a banda acabou de divulgar “Young And Carefree”, canção que vai te fazer repensar qualquer conceito que tenha a respeito de “b-sides”. Se o single anterior era um tiro certeiro – e um tanto quanto seguro – no mercado de rock britânico, “Young And Carefree” é um número ousado e grandioso que não deve passar despercebido. Com um começo dramático e sombrio, a canção toma um rumo inesperado aos 90 segundos, quando o vocalista exclama que está “pronto para morrer”, ao som de um baixo dançante que parece sair dos discos do !!! e um refrão cantado em coro junto a batidas galopantes, que vão fazer o Franz Ferdinand correr atrás do prejuízo. A produção ambiciosa ainda passeia com facilidade pelos números dançantes do Bowie dos anos 70 e pelas melodias grandiosas do The Killers, culminando em um número que está pronto para ser o novo hino de guerra de uma geração – jovem e desenfreada, como diz o título – e que está só esperando ser descoberto para atingir seu potencial.

Night Engine – Young And Carefree

O Night Engine irá lançar seu single duplo, “Give Me A Chance” e “Young And Carefree”, no dia 27 de maio pelo selo Demand Vinyl.

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A gente confessa que uma canção pop às vezes não precisa de muito cérebro pra nos conquistar, mas é uma felicidade imensa ver artistas tão jovens como a Chloe Howl e a Lorde batendo de frente com alguns temas que ficaram tanto tempo afastados das nossas músicas favoritas. Se unindo à safra do pop-inteligente, que pode ir muito além de melodias pegajosas, o nova-iorquino Jed Nayef faz do seu primeiro single, “Freaks”, um grito de independência para aqueles que, por algum motivo, não se encaixam nos padrões estabelecidos.

Mesclando doses de humor a uma crítica pertinente sobre a sociedade taxativa em que vivemos, Jed traz uma composição que narra a história de um sonho americano distorcido vivido por um rapaz ignorado por todo o resto, mas que, apesar de se declarar um “strange motherfucker“, proclama sua liberdade para muito em breve. Apesar da seriedade do tema, a canção é tratada com naturalidade pelos vocais graves de Nayef, que chega sobre uma batida despreocupada e guitarras que parecem sair de um disco do Bowie, se aliando ainda a um delicioso riff de xilofones e sintetizadores no refrão, que ajudam a estabelecer o single como uma das estreias mais brilhantes que um novo artista poderia pedir.

Jed Nayef – Freaks

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Apesar de novos, os rapazes do Night Engine, quarteto de Manchester formado há menos de um ano, fazem um som que mistura ao mesmo tempo influências de bandas clássicas e modernas. Declaradamente uma banda de guitarras, o grupo tem apenas três canções até então, mas seu primeiro single, “I’ll Make It Worth Your While”, é aquele tipo de música pra animar qualquer festa, além de ditar um futuro promissor aos garotos.

Misturando influências do David Bowie em “Let’s Dance” com as guitarras e os vocais em coro do primeiro disco do Franz Ferdinand, o single é uma junção de todos os elementos que podem compor um indie-rock dançante, desde o refrão atirado, cantado aos gritos pela banda, até os riffs de teclado e os vocais embriagados que predominam os versos. A produção vintage, mas inegavelmente moderna, não mede esforços para te fazer mexer, contando ainda com guitarras funkies e uma linha de baixo energética, como visto nas melhores canções do rock inglês do começo da década passada.

Night Engine – I’ll Make It Worth Your While

Confira mais lançamentos do Night Engine em seu Soundcloud, e aguarde conosco por mais novidades.