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Em Novembro do ano passado, Patrick Wolf liberou o primeiro single do seu novo álbum, a ótima “Time of My Life”. Desde lá, entretanto, algumas coisas já mudaram. Primeiro que o álbum não vai mais se chamar The Conqueror, mas sim Lupercalia, e para acompanhar também as novidades do seu recém noivado, o cantor acaba de lançar a muito-apropriada-para-o-momento “The City”. Mais alto-astral e menos melancólica que o single anterior, a maior prova da alegria da faixa (e do estado de espírito de Patrick), são os deliciosos saxofones que aparecem do nada no refrão, em que o cara celebra as alegrias de seu relacionamento com o outro alguém, onde ele jura não deixar ser abalado pelo estresse da vida moderna na cidade. Além de tudo, a música é um pop de primeira, bem produzido como a maioria das faixas do cara, e deve ser ouvido de preferência com seu clipe e sua bela edição de vídeo, que saiu hoje, aqui.

Patrick Wolf – The City

“The City”, entretanto, não deve ser o último single antes do álbum, já que o terceiro, “House”, já foi até definido. Vamos aguardar então.

É difícil não sair impressionado depois de ouvir o EP do GROUPLOVE, antigo GROUP, mas que resolveu dar uma rapaginada geral na banda, do nome, à produção de suas faixas, logo após receber inúmeros elogios da crítica ano passado e chegar em décimo no top 10 de novos atos de 2010 pela NME. Como disse, das 5 faixas do EP intitulado GROUPLOVE, que é lançado hoje nas Américas, é difícil escolher apenas uma pra representá-los. Com 5 integrantes e uma boa dose de percussão, o grupo lembra uma versão ligeiramente mais alternativa do Band of Horses, quase como um mini Arcade Fire – só que mais indie. Independente de como eu os descreva, com as duas faixas que escolhi aqui em baixo, tudo deve ficar bem claro.

“Colours” é o primeiro e óbvio single, e a mais agitada do EP. Com um começo acústico, a música de repente explode em um hino de celebração a si próprio, de ter orgulho de quem você é (“it’s the colours you have, no need to be sad”). Além de fazer um indie rock inteligente, com pura emoção transpirando entre seus refrões, os caras ainda usam a repetição de uma forma bem diferente do que o normal – nos versos – e de uma forma bem criativa, que vai te viciar no mesmo tanto que te alegrar.

GROUPLOVE – Colours

Agora a minha favorita de todas é essa aqui, “Naked Kids”. A música por si só é talvez uma das melhores que vá surgir esse ano, daquelas que entraria facilmente no meu top do ano passado, mas com uma história toda por trás, a coisa fica ainda mais interessante. Diferentemente do outro single, a música fala sobre a relação inexplicável de um grupo de amigos, e a força entre eles. Contando a história de uma viagem até a praia e detalhando tudo o que acontece até lá, fazendo hora com a cara dos outros carros e pedindo lagostas e red labels sob o sol quente, a faixa na verdade conta a história real de como o grupo se conheceu, de repente assim, na ilha de Creta, na Grécia, sendo cada um de um canto do mundo. Daí o LOVE depois do GROUP.

GROUPLOVE – Naked Kids

Certamente a banda entra em 2011 com um belo EP em mãos, deixando apenas a promessa de um debut para ainda esse ano. Se você ouviu e leu o tópico inteiro, o meu apelo será um tanto quanto óbvio: por favor, lançem, isso o mais cedo possível!!

A seção de cover está de volta, quem sentiu falta? Ouçam dois covers quentíssimos, e um do ano passado, o de “D.A.N.C.E,” mas o melhor na minha opinião!

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Everything Everything – What’s My Name (Rihanna Cover)

Tem como falar de covers sem citar o famoso programa Radio 1 da BBC? Pra completar a tradição de covers inusitados, o Everything Everything resolver dar uma roupagem mais roqueira à música mais classy da Rihanna, “Whats My Name”. Eu sinceramente ainda não enjoei da versão original, e enquanto o vocal estridente da banda não se encaixa tão bem quanto o  suave da Rihanna, os caras mandam bem, e chamam até uma outra cantora para ajudar nas partes mais difíceis. Então ouve aí e mate sua curiosidade, só não fique surpreso se se sentir um pouquinho decepcionado.

Everything Everything – What’s My Name (Rihanna Cover)

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Telephoned – All Of The Lights (Kanye West Cover)

O Telephoned já é expert em covers. Esse duo que apareceu na edição de covers passada fazendo um cover do Yeasayer, volta aqui com uma versão não-tã0-legal do maior-futuro-hit do Kanye West, “All Of The Lights”. Mandando embora Rihanna e os outros 10 convidados, a banda ainda adiciona batidas que lembram o funk carioca e leves sintetizadores, além de colocar o doce vocal da “house diva” Maggie Horn para ficar repetindo o refrão. O resultando não é tão bom quanto o outro cover ou o primeiro single da banda, que você também já ouviu aqui, mas vale pela intenção.

Telephoned – All Of The Lights (Kanye West Cover)

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Hawa – D.A.N.C.E. (Justice Cover)

O melhor, disparado, cover dessa edição, Hawa e seu gingado soul soa como se a Amy Winehouse resolvesse incluir um cover do hit do Justice em seu novo disco. Um soul com cara de atual, embora tenha sido lançado no começo do ano passado, as batidas electros moderninhas do duo francês são substituídas por arranjos vintages que tranformam a música no maior clássico dos anos 2000 que poderia ter sido lançado nos anos 70. Vale a pena baixar, ouvir, e se apaixonar de novo pela música.

Hawa – D.A.N.C.E. (Justice Cover)

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E foi só eu ter falado dessa música ontem, no post de “You’re Electric”, que a cantora decidiu liberar o audio dela no seu canal do YouTube, como comentou o nosso leitor Gabriel Nunes. Clare Maguire começa oficialmente 2011 com seu primeiro single, “The Last Dance”, uma canção forte, cheia de sintetizadores e um refrão que realça bem seu poder vocal. Parecida com o single anterior, “Ain’t Nobody”, a música é uma balada em termos, já que possui um começo lento, mas tem seu ritmo desenvolvido com cuidado. No início, Clare nos convida à sua música sobre suaves synths e vocais sussurrados de fundo, até chegar no refrão, onde a coisa realmente engrena e ela mostra que veio a 2011 bem armada. Sem dúvidas, a melhor coisa que ouvi dela até agora, e como comentei, mal posso esperar pelo álbum, o Light After Dark, que sai dia 28 de Fevereiro.

Clare Maguire – The Last Dance

*O post de ontem chegou errado para quem lê o blog através de feeds! O link para a música “You’re Electric” foi consertado, e basta clicar no nome para música para baixá-la corretamente agora!

Aqui está o primeiro vídeo do novo disco do Gorillaz, o The Fall. Depois de nos pegar de surpresa ao anunciar um novo disco sem mais nem menos que vai ser distribído de graça no Natal, o líder Damon Albarn ainda frisou que o novo trabalho foi feito inteiramente em um iPad e seus mil e um aplicativos. O primeiro gostinho do resultado você pode sentir agora, com a faixa “Phoner To Arizona”. Agora depois da pop e viciante “Doncamatic”, não espere algo do tipo. A faixa brinca com sons experimentais e distorções vocais, criando um clima extremamente “trippy”, auxiliada apenas pelo seu vídeo. Se as outras músicas do disco seguirão a mesma linha, não posso deixar de dizer que ficarei um tanto quanto decepcionado, mas ao se tratar do Gorillaz, o melhor que temos a fazer é esperar para julgar a obra por completo – é claro, não se esquecendo que é tudo de graça, um presente de Natal aos fãs. Aguardem dia 25, o The Fall, por toda a internet.

Gorillaz – Phoner To Arizona

O Generationals e seu EP Trust tem sido uma das coisas que mais tenho escutado ultimamente. A banda de New Orleans não é nova, na verdade, e já gravou um disco em 2009, mas promete vingar mesmo em 2011. Como disse, o EP é uma amostra desse novo estilo da banda, que parece ter pegado as melhores influências do indie rock dos últimos dois anos e feito uma bela coleção de canções que prometem um futuro brilhante. O carro-chefe não poderia ser outra música se não “Trust”. Com um baixo hipnótico, solos de guitarras e todo um ar summer-pop, a música na verdade esconde por trás de sua encantadora melodia uma letra mais escura, um tanto quanto depressiva, que fala sobre os limites de uma quebra de confiança. Com todo um ar de Phoenix durante seus três minutos, quem sabe 2011, assim como a banda francesa em 2008, não seja o ano de todos redescobrirem o Generationals?

Generationals – Trust

A mistura de indie, disco e o barulinho de cowbells pode não ser algo totalmente original, já feito inúmeras vezes pelo LCD Soundsystem, Klaxons, e até os brilhantes novatos Young Empire, mas toda a vez que essa bendita combinação é colocada em prática, a música já me ganha em parte. No primeiro e óbvio primeiro single do trio Polarsets, de Newcastle/Inglaterra, os caras juntam os instrumentos pra criar uma vibrante canção de synth-disco, “Leave Argentina”, que te colocará pra dançar como se não tivesse ninguém por perto. Com um refrão que se desenvolve por completo apenas na terceira vez que aparece, essa é daquelas músicas que irá fechar o set da banda daqui a dez anos, e mesmo assim, sem nunca cansar a platéia.
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O segundo e mais recente single, “Morning”, é uma faixa menos imediata, sem grandes refrões aparentes, mas que traz a mesma fórmula de volta. Com um ar mais alegre e até mesmo guitarras aparecendo aqui e alí, não tem como não sentir um ar de felicidade ao ouvir a música, que irá te fazer extremamente bem e provavelmente será sua melhor compania para o caminho até o trabalho nos dias da semana.
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Aparentemente, os caras ainda não possuem gravadora, e como acabaram de lançar um novo single, não li nenhuma notícia sobre um disco em breve, mas como já apareceram em diversos festivais e jornais afora, não ficaria surpreso se víssemos um álbum dos caras em 2011 ainda. Aguardo ansiosamente.