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Max Frost chegou sorrateiramente, mas já começa a fazer barulho no cenário musical. A primeira música do artista foi a descompromissada e viciante “White Lies”, que parece uma associação do Electric Guest com o CeeLo Green. Já a nova música de trabalho aborda a retomada do autocontrole humano e tem uma levada mais calma, como se o Julian Perretta cantasse uma canção do Snorlax. Se depender da ótima mistura de vocais suaves, guitarras marcantes, pianos e sons eletrônicos de “Suspended Animation”, o EP Low High Low será bastante satisfatório. Previsto para o dia 8 de outubro, a estreia do cantor de Austin ganhou um vídeo de divulgação cuja filmagem é acelerada para que o público possa presenciar todo o processo de pintura de um quadro que forma a capa do EP.

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Max Frost é um artista relativamente novo no mundo da música. Começou sua carreira com trabalhos de mixagem para badaladas festas americanas, até que, pouco a pouco, deixou de ser um nome da cena local de Austin, Texas, para ganhar as páginas de diversas publicações ao redor do mundo.

A atenção que Max tem recebido da blogsfera é basicamente graças ao seu primeiro e único single oficial até então, “White Lies”. Soando praticamente como uma mistura do Broken Bells com o Electric Guest, a produção parece mais uma obra do Danger Mouse do que do próprio rapaz, exibindo entretanto boas referências do funk/soul dos anos sessenta, enquanto os vocais em falsete lembram ao de Asa Tacone, do Electric Guest. Apesar das similaridades, a canção não deixa de ser divertida, com palminhas, riffs de violão, uma percussão descompassada e um clima nitidamente funky, que serve de fundo para a composição inteligente e seu recado simples e direto.

Max Frost – White Lies

Max atualmente encontras-se em estúdio trabalhando em seu primeiro disco de inéditas, que deve ser lançado pelo selo Atlantic Records.

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Por mais que a gente tenha tentado divulgar o Electric Guest por aqui no ano passado, infelizmente ainda bate aquela sensação de que estamos falando de uma das bandas mais desapreciadas do último ano. O fabuloso disco de estreia dos californianos, Mondo, produzido pelo Danger Mouse, certamente foi um dos nossos lançamentos favoritos de 2012, e é assim, sem muita pretensão de seguir com um sucessor, que a banda lançou no último 4 de maio um excelente EP de seis faixas, Good America, que traz b-sides como “Jenny”, “Holiday”, versões acústicas de músicas do disco e algumas pérolas inéditas, que iremos falar a seguir.

A maior novidade do EP, para aqueles que acompanham nosso blog, certamente é a inclusão da inédita “The Jerk”, que segue com a produção vintage do disco de estreia, abusando de pianos, um baixo grudento e os vocais brincalhões de Asa Taconne, culminando em uma produção que parece uma irmã mais nova da frenética “The Bait”, só que sem o refrão poderoso. Se você já é fã da banda, eis mais uma música para sua coleção, entretanto, se ainda não for, não será “The Jerk” que irá te fazer mudar de ideia.

Electric Guest – The Jerk

Electric Guest – The Jerk

Deixando a sede por músicas novas de lado, certamente a coisa mais legal do EP é um cover de “Ritual Union”, do Little Dragon, todo baseado na produção já consagrada dos caras. Se você está acostumado com covers preguiçosos, ao vivo e pouco cativantes, tire quatro minutos e mude de ideia com a versão dos rapazes para a já deliciosa música, coroada aqui com uma produção caprichada repleta de vocais em falsete que atingem com facilidade o timbre da original. E se ainda não a conhece, a versão do Electric Guest é um belo cartão de visitas para a excelente faixa.

Electric Guest – Ritual Union

Electric Guest – Ritual Union

O EP Good America foi lançado no dia 4 de maio pelo selo Downtown.

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É cada vez mais comum na indústria da música vermos bandas se separando e dando origem a vários projetos solos, porém, com o Lord Huron o processo foi inverso. Em 2010, quando o compositor Ben Schneider escreveu e gravou seu primeiro EP como um projeto indivudual, percebeu que ainda faltava alguma coisa, e, pouco tempo depois, com a formação da banda e um segundo EP lançado, o Lord Huron estava completo. Já com um disco lançado, o Lonesome Dreams.

Para a divulgação do álbum, a banda acaba de lançar a canção título de single, “Lonesome Dreams”, que funcionaria perfeitamente como trilha de filmes de aventura, trazendo uma melodia que segue os moldes de grupos como o Fleet Foxes e Local Natives. Como em “American Daydream”, do Electric Guest, temos harmonias simples, nada muito explosivo e tampouco deprimente, e que conta com leves sintetizadores e a mesma guitarra propulsora do grupo – que, por coincidência, também foi formado em LA. Para compreender seu vídeo, vale comentar que, com o projeto Lord Huron, Schneider criou um mundo imaginário que serviu de base para o escritor George Johnson publicar livros com títulos correspondentes às faixas do álbum, sendo o vídeo para  “Lonesome Dreams” a segunda parte da saga, relatando o primeiro encontro de Huron com o Almirante Blaquefut, assim como o início de sua jornada épica e a amizade formada. Criativo e muito bem feito, o clipe realmente nos dá a sensação de uma história de aventura dividida em capítulos, o que te instiga a entendê-la por completo.

Lord Huron – Lonesome Dreams

Neste site é possível ver as obras de George Ranger, e, se quiser ver a primeira parte da saga, ela foi apresentada no vídeo da faixa “Time to Run”. Para ir mais a fundo na história sem precisar ler os livros, a dica é ouvir ao disco completo, que te transporta em uma viagem assim como num filme, com direito a personagens memoráveis e uma história com começo, meio, e fim. O álbum já está disponível pelo selo Iamsound.

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Março foi um mês agitado, mas surpreendentemente, nas últimas semanas e de uma maneira inesperada, descobri o Retro Stefson e o disco que mais me encantou em um mês repleto de grandes lançamentos. Direto da Islândia, a banda é o fruto de um projeto entre os irmãos Unnsteinn e Logi Stefánsson, que recrutaram nada menos que mais cinco integrantes para dar corpo à banda, que já conquistaram o topo das paradas musicais do seu país com dois hits e fizeram um aclamado álbum de estreia, lançado hoje no Reino Unido.

Como disse, meu caso com auto-intitulado Retro Stefson já é algo sério, e das dez canções do disco estou apaixonado pelas dez, sem exceção. As canções passeiam por tantos estilos diferentes e as produções são tão criativas que o disco te instiga a ouví-lo inúmeras vezes e, analisando-o como um todo, a impressão que temos é que estamos diante um Alt-J com mais sintetizadores. Entretanto, para começar a entender minha obsessão, “Glow” é perfeita introdução à essa banda multifacetada, que, assim como o disco, não pode ser reduzida a um único gênero.

Misturando elementos acústicos e eletrônicos, “Glow” se inicia com percussões ritmadas e vocais que te fazem imaginar um híbrido entre o Electric Guest e o Miike Snow tentando ser funky. Sintetizadores rápidos balanceiam o lado eletrônico da produção dinâmica, que caminha em uniformidade junto à belas harmonias vocais que aproveita as vozes dos sete integrantes. Sem muita pretensão, a canção vai se revelando aos poucos até se transformar em um tour-de-force na casa dos dois minutos, quando vocais femininos entram em cena e a produção fica ainda mais intensa, culminando em um aventureiro e bombástico primeiro single que você não vai cansar de ouvir.

Retro Stefson – Glow

Não queremos lotar vocês de informações, então a partir de hoje, postaremos as nossas quatro favoritas do disco a cada semana, para recuperar o atraso. E se gostou do que ouviu, já dá pra ouvir o disco completo por aqui e de quebra, neste link, você confere um show completo da banda.

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Eles podem não ter feito muito sucesso de crítica ano passado, mas quando lembrarmos de 2012 certamente traremos os californianos do Electric Guest à cabeça. Lançando singles do seu excelente disco de estreia, Mondo, de forma homeopática, e inclusive lançando no meio do caminho um single avulso não incluso no disco, “Holiday”, Asa Taconne e sua trupe estão de volta com um clipe para “The Bait”, uma das mais agitadas do registro, que aqui ganha ritmo e movimento graças a uma performance de um grupo de dança e a uma apresentação expressiva por Asa. Apesar de simples, o efeito é hipnotizante e eficaz, realizado de uma forma que não deixa de trazer o ar cômico que está na veia da banda, e complementando com maestria as palminhas e as guitarras funkies da produção do Danger Mouse.