Archives For Eskimo Boy (Lightwaves Remix)

Chamar uma banda de “o fruto do casamento entre o Phoenix, Passion Pit e o Yeasayer” pode ser um dos elogios mais curiosos que pode ser dado atualmente, principalmente se for pelo seu blog favorito. Pois então, no final de 2010, quando o Strange Talk apareceu na Kitsuné com o single “Climbing Walls”, praticamente todos os meus blogs favoritos estavam fazendo essa comparação, mas por incrível que pareça, eu tomei uma certa raiva da banda. “Climbing Walls” simplesmente não era tudo isso, e o pior, soava como uma cópia mal-feita do Yeasayer.

Mas bem, aqui estamos em 2011, e às vésperas do lançamento de um EP, que sai dia 12 de Abril, a banda chegou com um novo single, que me fez mudar de ideia completamente. “Eskimo Boy” continua a linha de rock dançante trilhada pelos caras, mas finalmente faz jus à descrição que a mídia está dando. É claro que o toque do produtor Eliot James está alí (Two Door Cinema Club, Bloc Party), que ajudou a banda a expandir o seu som, além de fazer o balanço ideal entre os sinstetizadores à-la Cut Copy e as guitarras à-la Phoenix. Mas é pela melodia terrivelmente pegajosa e uma agitação geral criada pela banda que fazem dessa música uma pedida obrigatória para os sets de indie-rock moderninhos de 2011. Mesmo que tenha achado “Climbing Walls” ruim, já dava pra sacar que o potencial estava alí, e “Eskimo Boy” traz exatamente o que eu queria ter ouvido em primeiro lugar.

Strange Talk – Eskimo Boy

Strange Talk – Climbing Walls

Como disse, o EP Strange Talk sai dia 12 de Abril pelo Neon Gold, e aqui abaixo você pode já ouvir também um novíssimo remix da faixa, que certamente vai conquistar os corações de muita gente até mais do que a original, além de ser uma bela pedida pra já te deixar no clima da sexta-feira.

Strange Talk – Eskimo Boy (Lightwaves Remix) [Removido a Pedido da Banda]

Você é daqueles saudosistas que sempre identifica nas bandas atuais a sonoridade de tal década que você mais curte, ou pelo contrário, acha totalmente overrated essa mania das bandas se inspirarem (ou até as vezes copiarem descaradamente) o som de uma banda antiga? Acha que eles deveriam criar o seu próprio ritmo? Se prepara pra ficar confuso agora com o Religious to Damn.

De descendência afegã, mas criada no meio de toda a bagunça sonora que um pai músico pode oferecer em Nova York, Zohra Atash, vocalista e líder do grupo, não nega suas influências e constrói com sua banda uma música que vem do rock psicodélico do Jefferson Airplane, o vocal inspirado da Kate Bush e os momentos mais harmoniosos da Patti Smith, tudo isso misturado com instrumentos que vêm desde o leste europeu a pitadas de agressividade e elegância que dariam facilmente pra criar um novo cunho no mundo da música, e eleger a Zohra como sua atual rainha: cigana do rock.

Religious to Damn – Drifter