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A faixa mais diferente do último álbum da Laura MarlingOnce I Was An Eagle, lançado em maio, foi a escolhida pra se tornar sua primeira super-produçãoa. O clipe de “Devil’s Resting Place” foi divulgado na semana passada e já está bem falado. O álbum também foi bem recebido, sendo um dos indicados a álbum do ano pela Mercury Prize, junto de nomes como David Bowie, Disclosure, Foals e Arctic Monkeys. A cantora, de 23 anos, amadureceu – e sua música também.

Esqueçam a menina Laura Marling que cantava folk com um violão ou dois. Sua última produção acrescenta elementos originais de múltiplas referências culturais, revela intenso conhecimento técnico e alcança, ainda, a delicadeza de manter a identidade da cantora, cheia de jogos e ambiguidades entre as palavras ácidas e irônicas e a voz suave e conquistadora de menina, mas que é, ao mesmo tempo, poderosamente aveludada e forte. Mas, se antes o sotaque britânico era o que contava pra chamá-la de inglesa, agora Laura conseguiu mostrar a complexidade das suas raízes em um álbum inteiro. Como exemplo, a cantora fugiu do óbvio em “Devil’s Resting Place”, e sua habitual produção minimalista virou uma super-produção repleta de instrumentos tradicionais das culturas antigas de sua terra. A produção chega a ser tão intensa que, junto dos elementos étnicos, lembra da Florence + The Machine justificando o investimento para se tornar um hit. A tensão cigana proporcionada nas cordas, que persiste na música inteira, aliada a percussão típicas de um ritual tribal, sinos e violino medievais compõe seu clima único, perfeitamente refletido no clipe, que promove uma caça às bruxas com direito a exorcismo e visuais macabros, que promovem Laura Marling de menina-de-moletom a uma ameaçadora feiticeira.

Laura Marling – Devil’s Resting Place

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Após Lana Del Rey lançar a incrível “Young and Beautiful” para a soundtrack do filme The Great Gatsby, ela resolveu continuar a promoção com um videoclipe para a faixa. O vídeo segue exatamente aquilo que Lana tem feito de melhor desde que surgiu com “Video Games”: imagens com filtros vintage e um tom amador. Enquanto ela canta – bastante expressiva – para a câmera, temos intercalações com uma orquestra pronta para executar o instrumental da música. É simples, mas é Lana e sabemos como ela consegue, com seu encanto, transformar até as coisas mais simples em produções grandiosas, criando obras-primas com um baixo orçamento. Já pode dizer que ela roubou toda a atenção dessa soundtrack que trouxe ainda Beyoncé, Sia, e Florence + The Machine?

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Deptford Goth é o projeto do britânico Daniel Woolhouse, que chamou nossa atenção no começo do ano com seu fantástico single, “Union”. Agora, com o seu primeiro álbum, Life After Defo, lançado na última terça feira pelo selo Merok (Active Child, Blondes), Daniel aproveitou o embalo para lançar o clipe para “Feel Real”, o mais novo single do projeto. De produção etérea, a faixa soa como um concerto no paraíso que mistura influências do How to Dress Well (os vocais), do Active Child (a produção) e da Florence & The Machine (as harpas). O clipe, dirigido por Aneil Karia e pelo próprio Daniel, mescla trechos da letra (como um lyric video) com cenas em looping do rapaz, e que apesar de ser um tanto simples sucede por deixar todo o foco na emoção da música.

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Apesar de nem todo artista a sair da Suécia conseguir alcançar o nível de nomes como Robyn, Miike Snow e Icona Pop, não há como negar que o país atualmente é referência quando se fala no gênero. Nossa paixão quase cega pelos suecos pode até às vezes ser enganada pelo pedigree do país, mas a novata Frida Sundemo, que apareceu em nossas páginas com os singles “Indigo” e “Snow”, vem provando a cada lançamento que não deve nada à qualidade dos conterrâneos. Com um contrato firmado com a EMI, que prevê o lançamento do EP Indigo para ainda este mês, a nossa nova sueca favorita chega com seu número mais grandioso até então, “Home”, mostrando que há muito mais por trás dos sintetizadores etéreos do que vimos até então.

Apesar das batidas dançantes de “Indigo” terem prendido nossa atenção de início, o novo single segue os passos dos sintetizadores atmosféricos vistos em “Snow” para se transformar do sereno ao épico em pouco mais de quatro minutos. Misturando pianos majestosos que seguem a cartilha de regras da Robyn junto a violinos e bateriais tribais que parecem retiradas do Ceremonials, da Florence & The Machine, “Home” não tem medo de soar grande. A canção se desenvolve lentamente apoiada nos frágeis vocais de Frida, que conseguem chamar nossa atenção mesmo junto a uma produção detalhista e um marcante coral de harmonias vocais masculinas, que contracenam com a cantora no refrão.

Frida Sundemo – Home

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Basta uma única olhada na capa do primeiro EP do London Grammar, trio britânico formado pelos amigos Hannah Reid, Dot Major e Dan Rothman, para deduzir o estilo do som. Fãs de números esparsos, sedutores e hipnotizantes, como o de artistas como James Blake, Portishead e Massive Attack, terão muito o que comemorar. Adicione ainda uma vocalista poderosa, que sabe controlar sua voz como gente como Adele, Jessie Ware e Florence Welch, que basicamente você tem um produto “para todos os gostos”.

E foi assim, no final do ano passado, que os britânicos anunciaram sua existência, apresentando a misteriosa “Hey Now”, de produção minimalista mas ainda assim calorosa, com doses de guitarras gentis intercalando uma bateria em reverb que ditava o tom para os próximos lançamentos, deixando o nível lá em cima para o que é que viesse em seguida.

London Grammar – Hey Now

A novidade, entranto, é o fato de que “Hey Now” era apenas um aperitivo, sendo “Metal & Dust”, canção título do primeiro EP do trio, o verdadeiro lado A da história. Continuando o tom etéreo do single anterior, a maior diferença desta vez está na forma em que a produção é conduzida, começando lenta e logo ganhando uma suave batida drum’n’bass que vai tomando ritmo até culminar, na casa dos dois minutos, em um número feroz que recebe a ajuda de sintetizadores e violinos para um finalizar com um nocaute fatal.

London Grammar – Metal & Dust

O EP de estreia do London Grammar, Metal & Dust, será lançado no dia 25 de fevereiro pela própria banda, em um selo que leva o mesmo nome do EP.

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Depois de divulgar recentemente seu novo single “Fantasy“, o duo MS MR divulgou hoje o incrível clipe para a faixa, que vai estar em seu aguardado álbum de estréia, Second Hand Rapture, a ser lançado em maio. O clipe se divide entre imagens do duo, senhoras e líderes de torcida, e apesar de bem colorido e por vezes animado – se deixando levar pelo ritmo da música – o vídeo ainda possui um clima sombrio, que faz jus a sua letra, e nos lembra das produções grandiosas de Florence + the Machine.

MS MR – Fantasy

Luis Felipe —  25/01/2013 — 1 Comment

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Dono de um dos melhores EPs de 2012 – e o primeiro a ser lançado pelo Tumblr – o duo MS MR, encabeçado pela rainha hipster Lizzy Plapinger, chamou nossa atenção graças a grandiosos singles como “Hurricane” e “Ash Tree Lane”, que soavam como pop épico da Florence & The Machine só que mais sombrio. Para dar sequência ao Candy Bar Creep Show, de setembro passado, a dupla acaba de anunciar os planos para o seu primeiro disco, Second Hand Rapture, a ser lançado pela Columbia em Maio, cuja a primeira amostra, “Fantasy”, acaba de ser revelada.

Como uma continuação do pop atmosférico e feito milimetricamente para as arenas apresentado no trabalho anterior, “Fantasy” é um sucesso por manter a essência das canções anteriores mas por ao mesmo tempo injetar uma dose de felicidade e descompromisso que pode ser visto tanto na produção – repleta de palminhas, pianos e até um backing vocal imponente no final – quanto na composição, que não tem medo de soar pop. “Fantasy” é mais uma amostra do hype justificável da dupla nova-iorquina, que aparentemente fará nossos sonhos realidade em 2013.

MS MR – Fantasy

O aguardado disco do MS MR, Second Hand Rapture, sai no dia 14 de maio pela Columbia Records.