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Originalmente formado em Ontario, o Born Ruffians vem ganhando cada vez mais destaque na cena alternativa do Canadá desde a sua formação em 2004, ano em que também lançaram o primeiro registro, de forma independente. Com o vocal poderoso de Luke Lalonde, o quarteto fez barulho com algumas performances locais em Toronto, ganhou popularidade online e, finalmente, debutou em turnês junto a nomes como Franz Ferdinand, Hot Chip e os conterrâneos canadenses do Tokyo Police Club. O primeiro disco numa gravadora grande, Red, Yellow & Blue (2008), tem o viciante hit “Hummingbird” e foi nomeado para o prêmio de melhor álbum do ano no Independent Music Awards. O sucessor, Say It (2010), veio mais focado e polido, e por isso as expectativas para o Birthmarks (2013) estavam lá em cima.

E aí que “Needle” é a primeira amostra de que o Born Ruffians voltou mais lapidado do que nunca, reforçando a alma garage-pop que conquistou a gente. Especialistas em riffs epidêmicos e em batidas dançantes, a banda volta melódica sem ser dramática, e contagia com um single despretensioso. “Needle” logo encanta com seu início suave à-la Fleet Foxes, mas que rapidamente dá lugar a uma melodia de aura solar e a batidas marcantes que lembram das californianas do Haim. Verdade que profundidade nunca foi o forte do quarteto canadense, mas quem liga pra isso quando se tem uma batida tão amigável e um refrão sing-along tão delicioso quanto esse?

Born Ruffians – Needle

Se antes o Born Ruffians fazia a gente lembrar de um Foals em tempos de Antidotes (2008), com “Needle” a banda já prova que tem identidade musical própria, mas ainda incompleta, num processo de solidificação. A atmosfera leve e charmosa do primeiro single do Birthmarks levanta as expectativas para o álbum e já dá sinal de que a banda talvez tenha achado a sua zona de conforto. O disco sai no dia 9 de abril pelo selo Paper Bag Records.

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Apesar de novos, os rapazes do Night Engine, quarteto de Manchester formado há menos de um ano, fazem um som que mistura ao mesmo tempo influências de bandas clássicas e modernas. Declaradamente uma banda de guitarras, o grupo tem apenas três canções até então, mas seu primeiro single, “I’ll Make It Worth Your While”, é aquele tipo de música pra animar qualquer festa, além de ditar um futuro promissor aos garotos.

Misturando influências do David Bowie em “Let’s Dance” com as guitarras e os vocais em coro do primeiro disco do Franz Ferdinand, o single é uma junção de todos os elementos que podem compor um indie-rock dançante, desde o refrão atirado, cantado aos gritos pela banda, até os riffs de teclado e os vocais embriagados que predominam os versos. A produção vintage, mas inegavelmente moderna, não mede esforços para te fazer mexer, contando ainda com guitarras funkies e uma linha de baixo energética, como visto nas melhores canções do rock inglês do começo da década passada.

Night Engine – I’ll Make It Worth Your While

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