Archives For James Blake

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Já vamos curtos de tempo, mas nunca é tarde para anunciar o lineup de um dos festivais de música mais reconhecidos e inspiradores de todos os tempos. Sónar Barcelona 2016 celebra sua 22ª edição e mais do que nunca investe pesado em suas atrações multitecnológicas e inovadoras que estão na vanguarda musical e cultural. Como já é de praxe aqui no blog, estaremos presentes fazendo cobertura ao vivo dos shows do festival com conteúdo exclusivo.

Como sempre a programação é um prato cheio para os amantes de música eletrônica e suas vertentes. Isso faz com que a escolha dos shows seja sempre complicada, as vezes correndo de um palco para o outro para poder ver ao menos partes de alguns shows. As maiores apostas de 2016 são ANOHNI (projeto solo do Antony Regarty do Antony & The Johnsons lançado agora em 2016), Fatboy Slim, Flume, James Blake, Jamie Woon, John Talabot, Kaytranada, Kelela, Lafwandah, Lady Leshurr, Mura Masa, New Order, Sevdaliza, Stormzy, Yung Lean… A lista é interminável e a excitação ainda maior!

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Como no ano anterior, o evento de dia acontece na Fira Montjuic, o evento de noite na Fira Gran Via Hospitalet, durante os dias 16, 17 e 18 de Junho e conta com espaços interativos de arte audiovisual, criatividade, inovação e tecnologia além de todos os espetáculos. Nos vemos em breve!

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Quando apresentamos o SOHN aqui, o cantor austríaco chamou atenção com “The Wheel”, que tem um som bem mais experimental do que seus novos trabalhos. Porém, isso não significa que o artista perdeu sua qualidade peculiar. Aproximando-se de um pop que remete a BANKS e James Blake, o novo single do SOHN prova que o debut Tremors, previsto para 7 de abril, ajudará o cantor a conquistar novos admiradores. Depois do acelerado clipe de “Lessons” e do reflexivo “Bloodflowers”, o lançamento mais recente do artista é a música “Artifice”, que tem um vídeo dirigido por Thom Glunt. O destaque do clipe está na forma como a câmera lenta e a iluminação realçam a beleza dos movimentos das pessoas e dos pingos de chuva.

London-Grammar

O primeiro disco do London Grammar, lançado no começo do mês, foi fruto de muitas expectativas. Tudo começou com o single “Hey Now”, que nos levou a jóias como “Wasting My Young Years” e mais recentemente o single “Strong”, faixa que exala o que há de melhor na essência minimalista da banda.

O que você pode deixar passado passa, entretanto, é o b-side de “Strong”, “Feelings”, uma faixa exuberante e cheia de referências sul-americanas. De forma mais descontraída e menos denso que as canções do trio, “Feelings” utiliza samples orgânicos e abusa de batuques sincronizados, acordes e outros instrumentos artesanais. A atmosfera surreal é dada pelos vocais de Hannah Reid, que alcançam tons massivos, e proporcionam um clima acústico extremamente agradável.

London Grammar – Feelings

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O resultado de seis amigos que se conheceram em uma respeitada escola de música britânica, o sexteto The Hics, assim como sua música, está chegando vagarosamente aos nossos ouvidos, começando com algumas demos lançadas no final do ano passado e culminando na estreia de um primeiro EP, que chega logo mais, no dia 19 de Agosto.

Donos de um pop de extrema elegância, a palavra que melhor define o som do sexteto neo-soul é “sofisticação”. Entrelaçando os vocais de Sam Evans com os de Roxana Davette, “Tangle” é a melhor amostra do potencial da garotada até então, que fazem um som bem mais adulto que sua idade (entre 19 e 22 anos) pode aparentar. Exalando calor de suas batidas sintéticas graças ao auxílio de delicadas guitarras em reverb, sintetizadores sutis e palminhas em slow-motion, a produção soa como um encontro sensual entre a riqueza da Jessie Ware e o experimentalismo do James Blake, culminando em uma faixa que te abraça como a força de um redemoinho e te pede para fechar os olhos e mergulhar por suas camadas de som, te deixando inerte ao longo dos seus quatro minutos.

The Hics – Tangle

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Se antes o britânico Cass Lowe dedicava-se apenas à composição e à produção de músicas para outros artistas, como Say Lou Lou, agora ele começa a trilhar seu caminho como cantor, soando como uma mistura da melancolia e do experimentalismo do James Blake com os vocais agudos e imponentes do Truls, Bastille e Tom Odell. “Birthmark” é o single de estreia do Cass Lowe e aborda a história real de uma adolescente que sofria de distúrbios alimentares, além da pressão que a sociedade colocava sobre a jovem. De acordo com o cantor, a delicada balada representa o medo de destruir tudo que há de bom na vida, como saúde, família, amor e o próprio corpo. A épica canção possui um clipe dirigido por Daryl Atkins, que contrapõe a suavidade da música com a intensidade dos eventos vividos por uma jovem dançarina, que precisa lidar com o desconforto de ter uma família destrutiva, assim como o receio de não conseguir superar seus medos. Cass Lowe aparece sussurrando nos ouvidos dos personagens, como se estivesse questionando as ações daquelas pessoas.

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Apesar de ter uma letra que aborda as dificuldades de lidar com os sentimentos, “Hustler” não é nem um pouco difícil de ouvir, devido ao som minimalista que ganha proporções épicas e à voz suave de Josef Salvat, que parece uma versão masculina da Lana Del Rey e lembra o tom de James Blake, Gotye e Phoria. O responsável pelo vídeo é Oliver Kember, que conseguiu evitar que imagens díspares como dominós caindo e corpos se tocando virasse uma bagunça. Os efeitos caleidoscópicos e o jogo de sombras propiciam uma harmonia às imagens, que ainda refletem o intimismo da música ao exibirem o cantor sob um chuveiro.

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No último dia 13 de maio, o Phoria lançou o EP Bloodworks, que contém músicas embaladas por sons de piano que flertam com batidas eletrônicas. A suavidade dos vocais proporciona uma experiência bastante sedutora, parecendo uma mistura entre as vozes de Chris Garneau e James Blake. A música “Red”, que serve como uma ótima apresentação da banda formada por cinco londrinos, ganhou um clipe bastante apropriado, dirigido por Jeb Hardwick, Thom Novi e Trewin Howard. Além de ondas que quebram vagarosamente, podemos ver no vídeo o vocalista do Phoria sendo molhado pela chuva perto do mar, enquanto uma mulher aparece deitada em um lugar fechado e cheio de umidade. A sensualidade do videoclipe cresce a partir do momento em que o cantor começa a se despir do tecido vermelho que cobre o seu corpo, ao mesmo tempo em que a mulher coloca pedaços semelhantes de tecido sobre o corpo. De modo sutil e elegante, o vídeo nos hipnotiza até o instante em que o vapor domina a tela e as imagens mudam de forma mais rápida, acompanhando as batidas crescentes da música.