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A artista Jess Mills adora passear por novos gêneros e se arriscar por áreas poucos exploradas, dessa maneira se renova e consequentemente inova. SLO é uma dessas aventuras, onde Mills semeia sua delicadeza e redescobre dentro de sí a capacidade de ser multifacetada. Enquanto seu projeto solo sobrevoava os campos do dubstep e do drum’n’bass, SLO viaja para outra dimensão, para um pop etéreo, delicado e cativante. Toca no fundo dos nossos sentimentos. É como se Jessie Ware convidasse Shura, FKA Twigs e London Grammar para um café, e alí decidissem escrever uma canção, “Shut Out Of Paradise”. A voz susurrada é uma ode à sensualidade, o piano é quase uma extensão de sua voz, e ambos combinados soam quase à perfeição. SLO já tem um EP homônimo, que apesar de ter muito potencial, ainda foi pouco divulgado. SLO ainda tem o mundo ao seus pés, só precisa aprender a pisar mais pesado.

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“Nightcall” deve ter ficado na cabeça de todo mundo que viu o filme “Drive”, de 2010. O que muita gente não sabe, entretanto, é que a música do Kavinsky ganhou um cover do London Grammar, que faz parte de If You Wait, debut da banda. Se a versão original já era incrivelmente sexy, a versão do London Grammar não poderia ser mais perfeita para virar o novo single do grupo, afinal, trata-se de um cover que mantém a essência da música e ainda ganha mais complexidade ao se encaixar no estilo melancólico dos ingleses. O diretor Andre Chocron merece aplausos por ter captado a atmosfera soturna e o tom épico da música no videoclipe, que acompanha diversos personagens em um campo coberto por um nevoeiro. Os movimentos de câmera são tão suaves quanto os vocais de Hannah Reid, que também aparece junto dos outros membros da banda. O novo clipe é, portanto, um espetáculo visual do mesmo nível que os vídeos de “Strong” e “Waisting My Young Years”.

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O primeiro disco do London Grammar, lançado no começo do mês, foi fruto de muitas expectativas. Tudo começou com o single “Hey Now”, que nos levou a jóias como “Wasting My Young Years” e mais recentemente o single “Strong”, faixa que exala o que há de melhor na essência minimalista da banda.

O que você pode deixar passado passa, entretanto, é o b-side de “Strong”, “Feelings”, uma faixa exuberante e cheia de referências sul-americanas. De forma mais descontraída e menos denso que as canções do trio, “Feelings” utiliza samples orgânicos e abusa de batuques sincronizados, acordes e outros instrumentos artesanais. A atmosfera surreal é dada pelos vocais de Hannah Reid, que alcançam tons massivos, e proporcionam um clima acústico extremamente agradável.

London Grammar – Feelings

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Algumas pessoas conhecem o London Grammar por conta da colaboração dos novatos na faixa “Help Me Lose My Mind”, do álbum Settle, do Disclosure. Porém, quem acompanha o blog sabe que o London Grammar já lançou várias músicas próprias de ótima qualidade, como “Wasting My Young Years”. No dia 9 de setembro, o grupo deve lançar If You Wait, disco de estreia que apresentará músicas como “Strong”, que ganhou um clipe dirigido por Sam Brown. Além de mostrar os integrantes da banda caminhando por cenários melancólicos, o vídeo retrata um pai preparando um bizarro show de fogos de artifícios. A mistura de tristeza e encantamento em um local desolado remete ao filme “Indomável Sonhadora” (2012), que também possui um pai e sua filha pequena descobrindo formas de beleza em um cenário triste.

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Uma música poderosa merece um videoclipe grandioso, não é mesmo? Pois o London Grammar conseguiu tal feito em função da direção de Bison, que captou a melancolia da letra de “Wasting My Young Years” de maneira precisa. Com um som que remete à canção “Mad World” (na versão de Gary Jules) e às músicas de James Blake, MS MR e Florence And The Machine, “Wasting My Young Years” será lançada oficialmente em junho. Até lá, é possível admirar o clipe, que mostra a vocalista do London Grammar cantando perto dos outros integrantes do trio britânico. Porém, o que destaca o vídeo é o conjunto de imagens desfocadas de corpos suspensos em cenários sombrios. Parece que estamos observando uma exposição em uma galeria de arte, em que as obras expostas são os corpos congelados no ar, como se fizessem parte de sonhos ou lembranças de alguém.

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A gente não precisa ser um expert em gramática para entender que os britânicos do London Grammar passariam em qualquer teste musical que atirássemos a eles, visto que merecem a nota máxima em cada lançamento divulgado até então, oficialmente os singles “Hey Now” e “Metal & Dust”. O trio, formado pelos amigos Hannah Reid, Dot Major e Dan Rothman, são responsáveis por produções eletrônicas minimalistas à-la James Blake e The xx, aliadas a vocais poderosos, seja de Hannah ou dos rapazes do grupo, e que garantem um tom nitidamente mais pop e acessível do que as outras bandas citadas.

E para continuar a série de singles imbatíveis, o trio revelou hoje na rádio britânica BBC sua terceira música de trabalho, “Wasting My Young Years”, possivelmente sua melhor e mais poderosa até então. Liderada pelos vocais de Hannah junto a violinos e um suave começo de pianos, a canção é uma grande balada emotiva que soa um tanto tímida no começo, mas logo ganha uma bateria quase dance que parece encomenda do Jamie xx e que acrescenta dinamismo sem perder a elegância. Mas é a chegada do refrão, entretanto, que coroa a canção como um dos lançamentos mais tocantes do ano. Como quem não quer nada, os vocais quase líricos de Hannah, tal como uma Florence Welch, subitamente ultrapassam a barreira do explosivo e acrescentam toda a emoção que é pedida pelo avassalador refrão, que te deixará sem chão e te fará apertar o replay quase que imediatamente.

London Grammar – Wasting My Young Years

O single “Wasting My Young Years” será lançado no dia 16 de junho.

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Basta uma única olhada na capa do primeiro EP do London Grammar, trio britânico formado pelos amigos Hannah Reid, Dot Major e Dan Rothman, para deduzir o estilo do som. Fãs de números esparsos, sedutores e hipnotizantes, como o de artistas como James Blake, Portishead e Massive Attack, terão muito o que comemorar. Adicione ainda uma vocalista poderosa, que sabe controlar sua voz como gente como Adele, Jessie Ware e Florence Welch, que basicamente você tem um produto “para todos os gostos”.

E foi assim, no final do ano passado, que os britânicos anunciaram sua existência, apresentando a misteriosa “Hey Now”, de produção minimalista mas ainda assim calorosa, com doses de guitarras gentis intercalando uma bateria em reverb que ditava o tom para os próximos lançamentos, deixando o nível lá em cima para o que é que viesse em seguida.

London Grammar – Hey Now

A novidade, entranto, é o fato de que “Hey Now” era apenas um aperitivo, sendo “Metal & Dust”, canção título do primeiro EP do trio, o verdadeiro lado A da história. Continuando o tom etéreo do single anterior, a maior diferença desta vez está na forma em que a produção é conduzida, começando lenta e logo ganhando uma suave batida drum’n’bass que vai tomando ritmo até culminar, na casa dos dois minutos, em um número feroz que recebe a ajuda de sintetizadores e violinos para um finalizar com um nocaute fatal.

London Grammar – Metal & Dust

O EP de estreia do London Grammar, Metal & Dust, será lançado no dia 25 de fevereiro pela própria banda, em um selo que leva o mesmo nome do EP.