Archives For M83

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A cativante “Kisser”, do Step Rockets, agrada facilmente, principalmente pela sintonia de elementos que também estão presentes em canções do M83, Smith Westerns e Foster The People. Sob a direção certeira de Alex Bowes, o clipe de “Kisser” exibe o grupo tocando em um reservatório aquático localizado em Minnesota. Logo, vemos os integrantes da banda em ambientes com a presença de animais marinhos como “figurantes” e até como destaques do vídeo em transições de imagens que mostram apenas os belos animais flutuando nos aquários, o que combina com o frescor da música.

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Quando a viciante “Electricity” foi lançada, o FMLYBND conquistou muitos fãs de M83, graças à similaridade com “Midnight City”. Ao divulgar o EP Gold, o FMLYBND provou que tem uma personalidade que deve agradar aos fãs de músicas poderosas e cheias de energia, como “Fly Away” (que tem um lyric video) e “Come Alive”, que serve de trilha para o primeiro registro audiovisual do grupo, que aparece na gravação de uma apresentação para o U.S. Open Of Surfing, na Califórnia. O clima ensolarado combina com o som da banda, cujo show tem a mesma vibração positiva que suas músicas.

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Desde o lançamento do aclamado álbum Hurry Up, We’re Dreaming, em 2011, o M83 já influenciou inúmeros artistas divulgados aqui no blog, como FMLYBND, Postiljonen e muitos outros. Além de ter criado músicas espetaculares, o M83 sempre fez questão de produzir clipes excelentes, tais quais os vídeos para “Midnight City”, “Wait” e “Reunion”, que possuem um visual deslumbrante e contam a história de seres com poderes. Em “Carol Lewis”, novo videoclipe do grupo, as crianças sobrenaturais são substituídas por uma adolescente que precisa se adaptar à rotina escolar. O diferencial está na origem da adolescente, interpretada por Lily Collins (sim, filha do cantor Phil Collins), que vem do espaço, numa alusão ao filme “O Homem Que Caiu Na Terra” (1976), estralado por ninguém menos que David Bowie. O vídeo foi dirigido pela atriz Bryce Dallas Howard para a série “Supervideos” da MTV dos EUA.

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Wolf Saga é um artista canadense que começou sua carreira musical compondo músicas e tocando guitarras em bandas de indie rock, mas depois de um tempo, percebeu que sua verdadeira vocação era a música eletrônica. Apaixonado pelos anos 80, Wolf Saga (que mantém sua identidade ainda em segredo) adiciona batidas e elementos que lembram sua década favorita em todas as produções, que mesclam eletrônico, pop e indie rock, soando quase como um pupilo oitentista e dramático do Viceroy.

Definida pelo próprio artista como um “hino de verão”, o novo single do rapaz, “Our Time”, de certa forma faz jus à afirmação graças a uma produção que não mede esforços pra soar grandiosa. Repleta de sintetizadores que dão o clima tropical-futurista, a canção se inicia de forma tímida, com os vocais do rapaz passando quase despercebidos sobre um refrão aparentemente ingênuo, até que os synths do início se revelam por completo e te nocauteiam logo no primeiro soco, atingindo as proporções que você deveria esperar de um M83 do Caribe.

Wolf Saga – Our Time

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Os californianos de Isla Vista que formam o FMLYBND querem mostrar o tempo todo que são bem unidos, começando pelo nome – um acrônimo para “family band”. Os seis amigos se conhecem desde sempre, e a sintonia entre eles é clara quando a gente dá o play no primeiro single da banda, a surpreendentemente sólida “Electricity”.

O eletrônico sofisticado e intenso do sexteto de Isla Vista ganha identidade própria ao mostrar uma música que parece trilha ideal das metrópoles que nunca dormem. Com sintetizadores envolventes à la M83, a faixa é o perfeito cartão de visitas para nos apresentar o som do FMLYBND e que, graças os vocais quase sussurrados e abafados de Mac e Braelyn Montgomery, vai te fazer lembrar vagamente daquela época do Oracular Spectacular, quando o MGMT não era tão psicodélico e fazia um pop mais acessível. O groove meio 80s merece destaque, e faz com que “Electricity” contagie no início e termine de forma épica, contando com um solo de guitarra de derreter os ouvidos e fazer qualquer um se apaixonar sem esforço. No fim, a impressão que fica é que os sintetizadores exuberantes e as batidas impecáveis da banda tem a energia urbana perfeita para embalar seu início de noite, e cumprem o que o FMLYBND promete: fazer “Electricity” soar atemporal e nostálgica.

FMLYBND – Electricity

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Julian Maverick é um artista de Melbourne, na Austrália, que ganhou notoriedade com seus remixes de “Ritual Union” (do Little Dragon) e de “Roxanne” (um cover do Strange Talk para a canção clássica do The Police), e promete ganhar ainda mais com seu mix 4LOVE e a música de nosso interesse, “Spaceships”. Sua sonoridade nu-disco é claramente influenciada pelos conterrâneos do Cut Copy e Van She, com potencial para deixá-los orgulhosos e nos dar mais uma prova da qualidade da música eletrônica australiana. Se lembrarmos ainda do resto do mundo, podemos dizer que ele ainda tem um ar de Goldroom, passando pelo experimentalismo do Neon Indian e quase alcançando a grandeza de produção de um M83 da terra do sol. O mundo todo, entretanto, terá que esperar para ver mais do artista, pois por enquanto só temos boatos do lançamento do seu primeiro EP.

Como boa representante do ainda escasso repertório do rapaz, “Spaceships” nos leva direto ao verão australiano com sua atmosfera descontraída de festa na praia. Ouví-la seria a descrição perfeita para um daytime-disco, com toques de tropicalidade dados pelos sinos constantes, que lembram o Poolside. Ainda durante seus cinco minutos, o produtor acrescenta diversos elementos como barulhos espaciais que parecem sair de um videogame (ou de uma batalha de Jornada nas Estrelas), latas de refrigerantes sendo abertas e diversos samples de ondas do mar, que nos transportam paro o cenário da música e adicionam vivacidade à aventura do rapaz, que hora parece tanto um típico pop dos anos 80 quanto um indietrônico atual, passando pelo sonzinho de praia à la Toro y Moi e Les Sins. E, mesmo com tantos elementos para te distrair na produção, Julian nos cativa com seus vocais trazendo uma melodia que se evidencia dentre todo esse troca-troca de camadas e, ainda que improvável, consegue ser grudenta e colar na cabeça com facilidade. Portanto, aproveite que na nossa terra sempre temos sol e se jogue no verão australiano de “Spaceships”!

Julian Maverick – Spaceships

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Trio sueco de dream pop, o Postiljonen, e sua até então curta carreira, traz sons carregados de energia através de produções grandiosas e quase espaciais em suas faixas. Sua lista de influências traz nomes como Sigur Rós e M83, mas nem precisa da banda dizer isso para percebermos ao ouvir elementos de ambos nas músicas já divulgadas pelos suecos, que antecipam o primeiro EP, a ser lançado pela gravadora Hybris durante o verão.

No mais recente single, “Supreme”, o trabalho do grupo é perfeitamente retratado através de elementos que se encontram na bateria bem pontuada e nos sintetizadores retrôs, que lembram bastante os usados pelo Neon Indian, e que passeiam por toda a música se tornando parte vital da eletrônica e ensolarada produção. Apesar do nome em sueco, os vocais são cantados inteiramente em inglês e ajudam na construção do ambiente, banhados em reverbs. Para acompanhar a faixa, o clipe explora a dúvida de uma garota questionada por dois garotos em torno de suas intenções, e também merece ser visto.

Postiljonen – Supreme