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Antes de lançar seu álbum de estreia, chamado Pathology, o Trails and Ways divulgou a faixa “Jacaranda”, que é mais um exemplo do dream-pop ensolarado e até mesmo meio exótico do grupo, repleto de guitarras animadas e vozes delicadas. A música mais recente lançada pela banda de Oakland conta com a mesma vibe relaxante encontrada nas canções anteriores, sem deixar de lado as batidas pegajosas e o espírito jovial. E se você achou o título “Jacaranda” familiar, é porque o grupo se inspirou em uma viagem pelo Brasil feita pelo guitarrista Keith Brower Brown, que também cuida dos synths. Durante o período no país, Brown aprendeu a tocar cuica e conheceu mais sobre bossa nova, o que ajudou na composição de novas músicas para o grupo.

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O DJ e produtor Daktyl passou alguns anos de sua vida tocando piano, pressionado pelos pais, mas não demorou muito para ficar nítida a sua verdadeira habilidade: a produção musical. Em 2012, ele ganhou alguma notoriedade, mas é agora, em 2013, que começa a se destacar. O produtor acaba de lançar “Why You”, em parceria com o DJ Fitzroy, e já começa a fazer bastante barulho no UK. A música em questão foi ouvida 20.000 vezes em apenas três dias, e promete conquistar com sua produção instigante.

“Why You” começa com um sintetizador futurístico que parece ter sido produzido num iPhone, ao mesmo tempo que vai revelando suaves e deliciosas batidas eletrônicas. Em seguida, somos transportados para o universo da dupla graças a um vocal que soa como se “Sleepyhead”, do Passion Pit, fosse reimaginada pelo Cashmere Cat. Efeitos futurísticos e um solo de sintetizadores 8-bit (que faz toda a diferença) ainda chegam a tempo de bombardear a produção insana, que fecha com menos de 3 minutos mas que é suficiente para nos levar às alturas com sua ambientação chillwave e vanguardista. Daktyl demonstrou que sabe bem qual é a receita para um future-pop de qualidade, e nos deixou bastante ansiosos por seus próximos lançamentos.

Daktyl & Fitzroy – Why You

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Quando apresentamos o Smallpools, ressaltamos a vivacidade da banda, que lembra bastante o Passion Pit. O clipe de “Dreaming” vai fazer você gostar ainda mais do Smallpools, cujo EP homônimo pode ser ouvido pelo SoundCloud. O grande atrativo do vídeo, dirigido por Chris Grieder, é a habilidade de surpreender, afinal, no início tudo parece simples e até banal. Seguindo à risca a letra da viciante música, o videoclipe exibe o vocalista Sean Scanlon preso em seus sonhos, tendo que reviver as experiências de uma festa. Apesar de querer escapar da repetição, o vocalista sempre acaba voltando para a festa em que estava, garantindo momentos de espanto e decepção para ele, mas de muita diversão para o público.

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O produtor e compositor israelense (radicado no Brooklyn) Jonathan Dagan, mais conhecido como J.Viewz, possui dois álbuns e já recebeu uma indicação ao Grammy, em 2011, com o álbum de synth-pop Rivers and Homes, que nasceu com a colaboração de ouvintes, o que não é de se admirar, já que o produtor costuma tocar com amigos e parentes, produzindo suas músicas de forma bem peculiar.

“Far Too Close”, uma das faixas mais marcantes do álbum em questão, acabou de ser relançada para o EP homônimo, que ainda conta com uma série de remixes da faixa. A nova versão da música – que foi produzida com fitas analógicas, saxofone, sintetizadores, além de muitos efeitos – acaba soando extremamente moderna, começando com falsetes à-la Passion Pit guiados por simples sintetizadores e batidas dançantes até cair na mais pura catarse logo após o primeiro refrão, recheado de samples e recortes que mais parecem obra do Madeon. Apesar da produção moderna, o vídeo de “Far Too Close” – cuja direção é do também israelense Yotam Guendelman – segue uma estética mais retrô, recheado de passos de dança e centrado tanto nos anos 80 que é praticamente impossível não lembrar de Dirty Dancing. J.Viewz revitalizou com toda a glória uma canção de 2011 e finalmente está colhendo os merecidos frutos, porém resta agora aguardar as notícias de um verdadeiro novo disco do rapaz, que, graças a “Far Too Close”, certamente será acompanhado por um número maior de curiosos.

J.Viewz – Far Too Close

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Não faz muito tempo que apresentamos aqui no blog a londrina Lucy Taylor, também conhecida como Pawws com seu primeiro single “Slow Love”, e parece que nosso desejo por mais músicas da promissora cantora foi atendido com o lançamento da ótima “Time To Say Goodbye”. Com contrato assinado com a ASL Records, casa do duo Crushed Beaks, a garota se prepara para lançar seu primeiro álbum ainda esse ano, e considerando os dois singles já liberados, fica claro que o material que vem por aí é de qualidade.

A faixa traz os vocais doces e sensuais de Lucy sobre uma produção que se inicia quase que numa áurea oitentista caminhando pelo pop com batidas que soam como uma versão mais tranquila das músicas da Grimes ou AlunaGeorge, a canção não perde tempo e logo se transforma numa balada arrebatadora em que os elementos de synth-pop e as harmonias vocais criam uma melodia contagiante e com diversas camadas de produção. Com uma letra emotiva e um refrão que lembra facilmente algumas canções do Passion Pit, Pawws nos apresenta uma receita perfeita de uma canção pop super açucarada, e prova que todo clichê do “menos é mais” realmente pode resultar em algo incrível quando o assunto é música.

Pawws – Time To Say Goodbye

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O título do primeiro single dos californianos do Smallpools já te deixa a par de como é o seu som. “Dreaming” te leva numa viagem divertida e empolgante, com cara de hit que entra fácil em qualquer playlist de verão, mas que ao invés de cair nos chill ou no dream-pop, mergulha de fundo em batidas energéticas que vão te deixar sem fôlego. O quarteto baseado em Los Angeles debuta de forma sólida, numa faixa que instantaneamente encanta os ouvidos e dá aquela sensação de que em breve vai chegar ao topo dos charts. Numa mistura pop que dosa perfeitamente elementos no estilo do Fun e do Passion Pit, as influências múltiplas do Smallpools agradam logo de cara e os sintetizadores fazem você abrir um sorriso.

Aliás, não é à toa que a faixa ganhou destaque pelo selo Neon Gold, que já lançou sua cota de singles do próprio Passion Pit, assim como Penguin Prison e Marina And The Diamonds. Arrebatadora, a melodia contagiante de “Dreaming” soa otimista, quase como uma faixa perdida do Manners (2009). Esse é um single sem qualquer intenção de soar denso, que não quer ser nada além de música pra se divertir, despretensiosa, com batidas ensolaradas e vocais eufóricos. Esses ingredientes, muito bem misturados aliás, fazem do som do Smallpools aquele tipo epidêmico de indie-pop que tem um tempo que a gente não ouve. Impressionantemente cativante pra uma estréia, a canção tem tudo para garantir a total dominação da banda nos blogs afora. Mas se isso não se concretizar, uma coisa é certa: o Smallpools tem tudo pra ser seu próximo vício.

Smallpools – Dreaming

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Picasso uma vez disse: “Toda criança é artista. O problema é como permanecer artista depois de crescer”. A frase pode não ser nova, mas é usada como um lema pelo quinteto de Los Angeles denominado WALLA que, diante de todas as dificuldades que uma banda nova costuma enfrentar, começa a despertar a atenção devido à bela sonoridade que possui e aos primeiros resultados positivos obtidos. Com integrantes de diferentes partes do mundo (México/El Salvador, Itália, Indonésia, Brasil e Coréia do Sul) que se conheceram através dos meios digitais, ano passado a banda conquistou o primeiro grande feito ao lançar um EP chamado Animal Of Love, que trouxe o single “Rising Tied”. E em 2013 a história não é diferente: no próximo dia 4 de junho o quinteto promete lançar o EP Nature, e eles já começam a tirar o nosso fôlego com o formidável single “No Time“, que apresentaremos agora.

Para você entender o quão fabulosa é “No Time”, imagine uma pool party ao som de “Hearts On Fire”, do Cut Copy. Em seguida, tomamos conhecimento de vocais agudos, sintetizadores funky e uma produção madura que soa como um casamento entre o Passion Pit e o Strange Talk. Para fechar com chave de ouro, solos de guitarra ensolarados e cheios de vida ao melhor estilo Two Door Cinema Club tornam o single apaixonante e indispensável em qualquer festa na piscina. O modelo pode até parecer nada inovador, já que citamos tantas referências conhecidas, mas o que há, de fato, é uma excelente apropriação da receita para a produção de um synth-pop de qualidade, singular e viciante. Esperamos que a banda cumpra o que promete através da frase de Picasso e mantenha a qualidade inicial nos próximos singles.

WALLA – No Time