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É até difícil começar a escrever esse post falando alguma coisa que já não havia sido dita. Sim, o Daft Punk está de volta, eles recrutaram uma série de colaboradores de peso que você já sabe de cor, vão lançar dia 21 de maio pela Columbia seu quarto disco, Random Access Memories, cuja maior mudança de todas, basicamente, está na pretensão do duo, que desta vez está lá nas alturas. Donos de uma das maiores campanhas de marketing que eu já vi, o barulho em torno do disco e, consequentemente, do seu primeiro single, “Get Lucky”, foi tanto que fez surgir nas últimas semanas uma séries de fakes com recortes dos trechos que já haviam sido divulgados, gerando um frenesi que finalmente (FINALMENTE!) chega ao fim hoje, com o lançamento oficial da música. E aí, como você acha que ela é?

Em resumo: ela é igualzinha a tudo o que você já ouviu dela, e quando eu disse no começo do post que ia ser difícil eu passar pra vocês alguma coisa inédita, me referia também à música em questão. Não vamos negar. Ficamos viciadíssimos na música quando saíram os primeiros trechos, certamente ainda vamos ouví-la inúmeras vezes (a maioria em festas ou celebrações) e não há de negar que unir elementos do futurismo do Daft Punk, do disco-funky do Nile Rodgers (dono apenas de alguns dos maiores hits dos anos 80) e os vocais elegantes do Pharrell já é um fato e tanto, mas a diversão acaba por aí. Com sintetizadores quase inexistentes, as guitarras de Nile Rodgers em um looping imutável por 4 minutos e os vocais do Pharrell ocupando todo o espaço que o Daft Punk poderia utilizar para explodir nossas cabeças com um produção insana, a canção é basicamente isso tudo o que você andou ouvindo até agora, um recorte dos trechos já divulgados e com versos esquecíveis (pra não dizer deploráveis) por conta do Pharrell.

Até a melhor parte da música já havia sido mostrada nos previews, um middle-8 logo após o segundo refrão, onde os vocais robotizados do Daft Punk entram em cena para fazer um espetacular um jogo de harmonias vocais, que dão um gostinho (bem curto) daquilo que queríamos ouvir de fato. É claro que nada disso vai te impedir (tá bom, e nem NOS impedir) de cantar a música quando ouvirmos por aí, de vibrar quando você ouví-la naquela rádio popular e de louvar pelo fato dos robôs estarem aproveitando da sua fama para levar, de fato, uma boa música para o mainstream, mas para aqueles que esperavam um pouco mais do que já havia sido mostrado, recomendo ficarem de olho na versão do álbum, com direito a dois minutos a mais, e que provavelmente irá dar mais equilíbrio à música, com mais partes do Daft Punk somente.

Daft Punk – Get Lucky