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Depois de Dezembro que foi um mês meio morto em relação a novidades, Janeiro promete ser um mês de grandes lançamentos de singles e álbuns, e o primeiro da safra, que já estava sendo aguardado pelos fãs desde o começo do mês passado, acaba de sair. É o novo single da Avril Lavigne, “What The Hell”, o primeiro do seu novo álbum chamado de Goodbye Lullabye.

Embora venha sendo prometido como o álbum mais “acústico”, pessoal e adulto da cantora, não são bem essas características que são observadas aqui nesse single. Alegre, animada e infantil, embora eu possa usar os mesmos termos que descreveria o terrível single anterior da cantora, “Girlfriend”, a faixa além de ser mais divertida, tem Avril não querendo ser a namorada de um rapaz, mas sim zuando com a cara de um dele, numa espécie de hino-feminista criado para as fãs de Crepúsculo (também conhecidas como adolescentes de 15 anos). Como disse, a música não deixa de ser legal (e grudenta, por bem ou por mal), mas prefiro esperar para ouvir esse lado mais cru da cantora, que promete remeter aos dois primeiros discos. Aguardem portanto o Goodbye Lullabye, que sai dia 7 de Março.

Avril Lavigne – What The Hell

Robyn não é uma popstar convencional. Depois de seis anos parada, lançando apenas um ou dois brilhantes singles no caminho, no começo do ano a cantora revela sua meta para 2010: lançar três álbuns, que juntos iriam compor um projeto chamado Body Talk. Um método não muito comum, convenhamos, mas a cantora parece simplesmente não ligar. Ela quis fazer seu disco do seu jeito, lançá-lo no seu próprio selo e liberá-lo da sua maneira, e a conseqüência de tudo isso é o melhor projeto pop do ano.

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TV Girl é o nome de um grupo de San Diego que faz aquele típico bedroom-pop: lo-fi, caseiro e deliciosamente irresistível. Como se não bastasse, os caras estão ganhando um hype generoso nesse final de ano por conta de um EP gratuito que disponibilizaram (baixe aqui), e desde então a banda vêm apontando como mais um nome para se ficar de olho em 2011. “If You Want It”, o primeiro single do EP, conta aquela velha história de bêbado querendo se aproveitar do outro sexualmente, mas o TV Girl é mais suave, e mesmo admitindo que a parceira só está fazendo isso por que está de fato fora de si, ainda diz que só faria “se ela quiser”, daí o título da música. É uma historinha típica (e engraçada), embalada por suaves guitarras e até um solo de saxofone beirando o sensual no finalzinho, o suficiente para tornar essa canção ainda mais propícia, se é que me entendem. A vibe relax da música na verdade vem de um sample de “Hello It’s Me”, uma música que não conheço de uma cara chamado Todd Rundgrens, mas sinceramente, tudo se encaixa tão bem que a única coisa que você vai querer  saber no final do EP é a data do próximo lançamento do grupo. Baixe o encantador EP TV Girl aqui, e aguarde por mais novidades da banda em breve.

TV Girl – If You Want It

Rihanna – S&M

Luis Felipe —  05/11/2010 — 8 Comments

* Atualizado com o remix da Britney!

O Loud da Rihanna está saindo aos poucos, e já está dando o que falar. A meio de tantos falsos vazamentos, “S&M”, a primeira canção do disco e o terceiro single do mesmo, acaba de sair, no que deve ser provavelmente a última música que teremos antes do de ouvir o disco completo. “S&M” na verdade é a sigla para sexo e masoquismo, e nessa sexy e dançante canção, Rihanna prova que não quer nada além disso. Com uma batida que lembra bastante “Sexy Bitch”, do Guetta, Rihanna canta sobre chicotes e correntes, o cheiro de sexo no ar e de como tudo isso excita ela. A música soa um pouco como a ótima “Who’s That Chick”, que acabou ficando de fora, mas por “S&M” ter um ar mais adulto que a outra, acho que valeu a justificativa. Ouça a música logo abaixo e aguarde por Loud, o novo álbum da Rihanna, que deve cair hoje ainda na rede.

Rihanna – S&M (Remix Feat. Britney Spears)

E o cara fez de novo. Depois do brilhante porém curto clipe de “Power”, Kanye West nos traz um video-clipe de nada mais, nada menos que 35 minutos. É bem provável que você já tenha visto links e mais links para ver o vídeo, mas eu sei que a duração do vídeo assusta, e sei também que tem muita gente que ainda não teve paciência de ver ainda. Então cabe a mim te recomendar mais uma vez: pare o que estiver fazendo e assista agora a esse vídeo. Todos nós já ouvimos “Runaway”, o novo single do cara, e sabemos também que o My Dark Twisted Fantasy chega agora em Novembro, mas o que o cara fez aqui vai te deixar surpreso. Cheio de efeitos especiais (alguns fantásticos, outros nem tanto), uma fotografia belíssima e uma direção de arte de dar inveja, o vídeo por si só é um espetáculo a parte, mas o que me comprou aqui foi, mais uma vez, a música.

Selita Banks em Runaway

Selita Ebanks em Runaway

Basicamente, Kanye fez um “minimix” do seu novo álbum aqui, com bons minutos de cada canção (e 7 belos minutos dedicados à “Runaway” especificamente), que juntos além de dar o tom ao curta, contam a história de um “amor impossível”. O lance é que nenhuma das nove faixas mostradas aqui são chatas, pelo contrário, algumas são uma das melhores que já ouvi esse ano, e até mesmo algumas músicas do G.O.O.D. Fridays como “Devil In A New Dress” soam melhores aqui, seja pelo contexto ou pela produção melhorada. Espere só até você ouvir “All of the Lights”, com a Rihanna, acompanhado por uma sequência de fogos de artifício sob uma parada carnavalesca, ou até mesmo o emocionante finale com “Lost In The World”, com o Bon Iver, que você vai entender o que estou falando.

A coisa aqui é grandiosa, e só te deixa na vontade de ouvir o álbum completo. Uma bela jogada de marketing ou um extravase do ego de Kanye, que é o próprio diretor aqui, seja o que for, o cara elevou o jogo mais uma vez, e na história moderna dos video-clipes, eu pelo menos nunca vi um projeto tão ambicioso e milimetricamente produzido. Assistam sem pausar o vídeo acima, e fiquem com a emocionante “Lost In The World”, uma nova versão de “Woods”, do Bon Iver.

♫ Lost In The World (Feat. Bon Iver)

Esse é um daqueles posts que precisava escrever mas estava enrolando desde Agosto, com medo de criar um post que não fizesse jus à banda. Mas de qualquer forma, postei  álbum aqui na barra lateral a um tempinho, e bem, 55 curiosos leitores já pelo menos viram a brilhante capa (que é um desenho!) e baixaram o disco. Agora para aqueles que ainda não fizeram, por favor, vá aqui do lado e baixe-o agora. The Limousines, se chama a banda, que faz um electro-rock que lembra um pouco o Freelance Whales. Se você também não conhece a outra banda, pense num electro-rock suave, com muitos refrões e um toque de gênio que falta em muitos lançamentos desse ano. E o melhor, o álbum todo é bom, não apenas os singles. Resultado? Depois do The Suburbs, Get Sharp foi o disco que mais ouvi nesse segundo semestre.

“Mas o que diferencia o The Limousines das outras bandas?”, você me pergunta, e eu digo: as letras. Vamos dar uma olhada em “Internet Killed The Video Star”, paródia de uma música que nem preciso citar:

“The kids are disco dancing
They’re tired of rock ‘n’ roll
Don’t bother telling them that drum machine ain’t got no soul

But they don’t wanna listen no
They think they heard it all
They trade those guitars in for drum machines and disco balls

We can’t rewind now we’ve gone too far
The internet killed the video star”

OK, basicamente uma crítica à nossa geração, que trocou guitarras por samples, drum machines e disco balls. Mas bem, enquanto isso poderia ser a letra de uma banda de rock pesado revoltada com a música do século XXI, na voz dos The Limousines tudo fica mais suave e menos agressivo do que parece, despistando até mesmo os ouvintes mais atenciosos com suas guitarras, refrões grudentos e adivinha, samples e drum machines. Basicamente soa como aquele seu melhor amigo chato pra caramba, que diz que odeia suas bandas “modernas” mas acaba cantando Passion Pit bêbado na balada com você. Mas todos nós amamos ele, certo?

 

The Limousines

The Limousines

A segunda música que também não poderia deixar de comentar é “Very Busy People”. Com um tom um pouco menos agitado que a anterior, pra variar, a música não fala sobre executivos ou políticos. Na verdade, a música pode parecer um ataque aos hipsters no inicio, mas na verdade falam dos jovens em geral, nesse caso, as pessoas “muito atarefadas”. Com ironia, a música é uma crítica à nossa juventude, dessa vez, ao nosso estilo de vida – somos os fúteis, descompromissados, os que não tem nada para fazer/lutar. O retrato que eles fazem (e se colocam também) é um tanto quanto caricato, mas mais uma vez, com o toque de gênio da banda, eles devem fazer você refletir um pouquinho, principalmente com as letras do tipo:

“We’ll end up numb
From playing video games
And we’ll get sick of having sex

And we’ll get fat
From eating candy
As we drink ourselves to death,

I’ve got an ipod like a pirate ship
I’ll sail the seas
With fifty thousand songs i’ve never heard

We are very busy people”

Podem se defender nos comentários, mas quem não se relacionou com o trecho acima, ou com as outras partes da música, por favor atire a primeira pedra. O mais legal, como já disse, é que mesmo se as letras não fossem brilhantes, os caras aqui fazem música pop com maestria, então mesmo que você não entenda muito inglês ou não esteja com paciência para traduzir tudo no Google, ainda irá se perder nas suas melodias e refrões. No final, vale a pena investir nesse disco, que chega como mais uma bela surpresa do ano, e que infelizmente, vem sido pouco divulgada. Espero sinceramente que isso mude.

Para isso, começe baixando o disco aqui na lateral, mas já vai ouvindo ele completo após o jump. E mais, assista ao vídeo de “Internet Killed The Video Star” logo abaixo também.

♫ The Limousines – Internet Killed The Video Star

♫ The Limousines – Very Busy People

Ouça o álbum completo AQUI e veja o clipe! →

Aqui está o oficial segundo single do Loud, novo álbum da Rihanna como todos devem saber. A ótima “Who’s That Chick”, na verdade, era apenas para um comercial do Doritos, e agora “What’s My Name”, com participação do Drake em sua edição final, ganha seu lugar oficial como sucessora do hit “Only Girl”, que chega bem a tempo de causar furor no seu final de semana. A música é daqueles RNB que cheiram a sexo, e assim, não é tão agitada quanto as anteriores, soando mais como uma mistura entre “Rude Boy” e “Te Amo”. De primeira fica a decepção por não termos mais uma música LOUD, mas  depois de ouvir algumas vezes o refrão começa a grudar, assim como o sotaque que Rihanna faz aqui, chegando a lembrar seus trabalhos antigos. Ouçam a música abaixo e aguardem pelo seu vídeo que deve sair muito em breve.

♫ Rihanna – What’s My Name (Feat. Drake)