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Dar o próximo passo na carreira não significa fazer um trabalho exclusivamente sério. O Vampire Weekend amadureceu sem perder o espírito juvenil com o elogiado Modern Vampires Of The City, lançado em maio. A banda criou músicas que abordam temas profundos, como a espiritualidade, presente na bela “Ya Hey”. A faixa “Diane Young” ganhou um clipe com contornos que remetem à religião, pois os membros da banda estão posicionados como os integrantes da Santa Ceia. Assim como no clipe de “Giving Up The Gun”, do álbum Contra (2010), o Vampire Weekend interage com outros artistas no clipe da música mais radiofônica do novo disco. O vídeo dirigido por Primo Kahn tem a presença de Sky Ferreira, Santigold, Dave Longstreth (do Dirty Projectors), entre outros participantes da ceia, que vira uma divertida confusão quando começam discussões ao redor da mesa.

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Há algumas décadas isso seria mais normal, mas hoje em dia, ver uma artista de 16 anos fazendo música que nem esta aqui, não é algo muito comum. Conheça, portanto, a neozelandesa Lorde, cujo nome verídico ainda não foi divulgado. O que temos, entretanto, é muito melhor: um delicioso EP de cinco faixas que traz semelhanças ao pop-esperto da britânica Chlöe Howl, ao revelar – sem escrúpulos – tudo o que se passa na cabeça da garota.

Apesar do EP The Love Club estar sendo distribuído de forma gratuita por aqui, a melhor porta de entrada para o castelo de areia de Lorde é sem dúvidas “Royals”, onde explica, sobre batidas lentas e estalos de dedo, a razão por trás do seu nome. Com um vocal que esbanja carisma e uma composição (propositalmente) cheia de referências à cultura pop moderna, a jovem cantora apresenta um retrato ordinário de uma garota que conta as (poucas) moedas do bolso ao mesmo tempo em que sonha com uma vida de riquezas, mesmo que, como revela no refrão, ela sabe que isso nunca será possível. E quem nunca?

Lorde – Royals

Já o segundo maior destaque do EP, “Million Dollar Bills”, que mantém o mesmo tema de “riquezas” que Lorde também carrega no próprio nome, aposta em uma sonoridade mais dançante e menos minimalista que a anterior, culminando em uma produção mais caprichada, ainda que mais curta. Em pouco mais de dois minutos, versos à-la Santigold encontram um carisma estilo Sky Ferreira que passeia sobre batidas dancehall, vocais sampleados e até um inusitado refrão, que joga as convenções do pop pela janela e te põe pra dançar no meio do caminho.

Lorde – Million Dollar Bills

Como dito, o melhor de tudo é que o incrível EP de estréia de Lorde, The Love Club, pode ser baixado gratuitamente em seu Soundcloud. Realista, sarcátisca e melhor que 99% das músicas que a garotada da sua idade anda fazendo, resta agora aguardar as próximas novidades da cantora.

Alerta: a música a seguir tem um alto poder de vício. E assim como uma das melhores músicas de 2009, “Pon The Floor”, as únicas palavras em seus cinco minutos é o seu título, “Barbra Streisand”. Antes que você pule de tópico, deixa eu explicar: Duck Sauce é o projeto do duo de DJs Armand Van Helden e A-Trak, que lançam agora essa faixa house de primeira. Pra melhorar o hype, a música foi distribuída para várias figurinhas da cena indie, como Kanye West, Vampire Weekend, Chromeo, Pharrel, Santigold, Diplo, DJ Premier, Questlove, Yelawolf e mais, onde cada um adicionou um toque extra à música e fez aparições no vídeo, que virou uma grande brincadeira à-la “Onde Está o Wally?” para identificar os rostos (e vozes) convidados, resultando numa edição ainda melhor que a original. O vídeo obriga que você o assista múltiplas vezes pra detectar os famosos, e enquanto isso, a música e sua melodia mais do que grudenta vai te infectando aos poucos. É bem assim que funciona. Baixe a música original abaixo, veja o vídeo com a nova versão, e aguarde pela enxurrada de remixes.

♫ Duck Sauce – Barbra Streisand

http://www.youtube.com/watch?v=wWhtcU4-xAM&feature=player_embedded

Após o hype tremendo em torno de seu novo álbum, Bionic, ao convocar produtores de peso como Dj Switch, Santigold, MIA, Peaches, Le Tigre, Ladytron e Sia, o novo álbum de Aguilera pode soar como uma grande decepção para aqueles que esperavam o álbum pop mais indie dos últimos anos.

Felizmente, tudo o que você esperava (ou esperava ser surpreendido) está aqui nesta canção, com dedo e tudo mais da M.I.A. A letra, completamente nonsense, não poderia ter vindo de outra cabeça, assim como a mixagem, assinada pelo Dj Switch, reponsável pela produção de muitas faixas da cantora. A música é louca, vibrante, sem o menor sentido, e não há nada parecido com ela no momento. Não espere ver covers acústicos, ou que a música vire o clássico de 2010. Temos aqui entretanto uma divertidíssima canção, genuinamente pop. Os vocais aqui podem ser confundidos com o da própria MIA, que de tão contorcidos, soa como se Aguilera estivesse lutando pra deixar sua própria marca na faixa. Se ela consegue ou não, você pode conferir logo abaixo, mas não deixe essa pérola escapar.

Dica: só me faz ficar mais ansioso pro Maya, da MIA.

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