Archives For SILVA

.

O ano mal começou e já temos um forte candidato a um dos melhores clipes de 2014. O responsável por essa proeza é o capixaba SILVA, que finaliza a divulgação do debut Claridão com um vídeo para a suave “Imergir”. Depois do gracioso videoclipe de “Moletom”, o artista se supera com o auxílio da direção segura do cineasta Julio Secchin. O clipe foi filmado em Arraial do Cabo, que possui paisagens imersivas como a letra da canção exige. Mais do que uma fotografia excelente, o clipe proporciona sensações diversas ao exibir objetos flutuando e árvores como símbolo de um ritual de passagem. Assim, SILVA despede-se da aclamada estreia e faz o público aguardar ansiosamente por Vista Pro Mar, álbum que deve ser lançado nos próximos meses.

.

A banda Esperanza pode parecer um nome novo no cenário pop rock, porém, trata-se de uma reformulação de um grupo que já existia e havia lançado um álbum autointitulado Sabonetes, em 2010. Formada por Artur Roman, Wonder Bettin, João Davi e Alexandre Guedes, a banda curitibana possui um repertório de clipes como “Descontrolada”, “Quando Ela Tira O Vestido”, “Marcapágina” e “Hotel”. Ao criar o álbum Esperanza, lançado em julho, a banda sentiu a necessidade de reformular o nome, de modo a acompanhar a evolução sonora do novo trabalho, gravado de forma independente. As novas canções são cheias de nuances, com uma sonoridade que pode agradar aos fãs de artistas como Pública, Vivendo Do Ócio, Smallpools, Hurts e até SILVA, devido à pegada delicada e à energia que gruda na cabeça. “Sem Porquê” é o primeiro clipe da banda Esperanza, que investiu em animações e conta com uma produção caprichada para ilustrar o tom épico da canção. Assim, podemos conferir os integrantes do grupo em uma viagem pelo espaço, que se torna cada vez mais psicodélica na medida em que a música avança, fazendo qualquer fã de ficção científica sorrir com as claras referências a clássicos como “2001 – Uma Odisséia No Espaço” (1968), por exemplo.

934679_352415771555016_1094567809_n

A reunião de 17 músicos brasileiros para gravar um tributo ao Cazuza é a ideia central de Agenor, coletânea lançada hoje pelo selo Jóia Moderna que está sendo distribuída gratuitamente por aqui. Das novas versões, que transitam entre o afro-pop do Do Amor e o experimentalismo lo-fi do Kassin, é a produção cristalina e repleta de elementos modernos do SILVA que destaca das demais, ao mesmo passo que revela uma nova faceta do artista que, eventualmente, deverá ser melhor explorada em seu novo disco, programado para o fim do ano.

A canção escolhida pelo capixaba é a romântica “Mais Feliz”, composição de Cazuza que ficou conhecida na voz de Adriana Calcanhotto em meados dos anos 90, que aqui tem sua estrutura original mantida intacta e a produção completamente recriada com o auxílio dos novos vocais. Deixando de lado o dream-pop de Claridão e as influências oitentistas da recente “Amor Pra Depois”, o músico mergulha em influências modernas para dar nova sonoridade à canção, transformando-a em um sedutor número future-pop que começa de forma calma, com pianos que parecem sair do último projeto do Cashmere Cat, até explodir em um refrão repleto de sintetizadores e batidas eletrônicas que soam como obra do AlunaGeorge ou como uma tentativa do Foster The People de transformar o trap em pop. Adicione ainda saxofones incrivelmente sexy que completam de forma orgânica a produção eletrônica que você terá mais um belo exemplo da versatilidade de SILVA, que comprova sua posição de vanguarda no cenário musical brasileiro e deixa incógnitas a respeito do seu próximo trabalho, mas com plena certeza de que seu futuro nunca foi tão promissor.

Silva – Mais Feliz

foto

O capixaba SILVA, que lançou seu álbum de estreia, Claridão, sob muitos elogios ano passado, conseguiu não apenas fazer um dos trabalhos mais inovadores da música brasileira dos últimos anos, mas também um dos nossos favoritos de 2012 – e completamente em português – ao flertar com uma produção eletrônica que mescla elementos do pop e da música experimental.

Enquanto prepara o lançamento do segundo disco, previsto para o próximo ano, o projeto de Lúcio Silva divulga a inédita “Amor Pra Depois”, que serve de ponte entre os dois trabalhos. A produção caprichada vista em Claridão se faz presente novamente por aqui, com doces pianos abrindo a faixa de forma sutil até que desabam, junto a sintetizadores e violinos, num dos refrões mais adoráveis que o rapaz já fez. O resultado é uma espécie de bossanova-dreampop bem difícil de se ver por aqui, cuja composição amargurada ganha força à medida que vai chegando ao fim, com encantadoras harmonias vocais nos transportando para o universo de melodias do músico e despertando nossa curiosidade por seus próximos lançamentos.

SILVA – Amor Pra Depois

“Amor Pra Depois” está concorrendo na categoria “Nova Canção”, uma novidade do Prêmio Multishow 2013, que tem como objetivo premiar a melhor música inédita do ano. Para conhecer outras canções ainda não lançadas que concorrem ao prêmio, basta acessar o site da emissora.

.

Depois de lançar um dos nossos discos favoritos de 2012, Claridão, o projeto do capixaba Lúcio Silva, SILVA, lança agora o segundo clipe do álbum, coincidentemente para “Moletom”, uma das nossas preferidas do artista. Dirigido por Jorge Bispo, o clipe apresenta uma filmagem propositalmente tremida (que lembra bastante a do clipe de “Wings”, do HAERTS), que mostra a perspectiva do rapaz enquanto ele acompanha seu objeto de afeto, interpretado aqui pela atriz Maria Flor, enquanto passeiam por diversos cenários do Rio De Janeiro, sob cenas curtas, imagens sobrepostas e um visual chapado. A edição frenética deixa tudo como se fosse uma filmagem de Vine/Instagram de quatro minutos e editada profissionalmente, acompanhando as batidas e as melodias da música.