Archives For Sir Sly

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O trio californiano Sir Sly lançou nesta semana seu primeiro EP, Ghost, cujas três faixas (“Ghost”, “Gold” e “Where I’m Going”) já foram resenhadas por aqui. Donos de um pop sombrio, atmosférico e igualmente grudento, a banda chegou a ser comparada como um Foster The People sinistro dado as similaridades entre os vocalistas, mas a cada música divulgada as comparações ficam mais distantes.

A maior surpresa, entretanto, é que a banda acaba de divulgar uma nova faixa, que não integra o EP ao mesmo tempo em que não se afasta da sua sonoridade. “Easy Now”, apesar de não ser confirmada como o próximo single da banda, tem tudo para ocupar o papel, dado que se trata de uma das melhores canções dos rapazes, perdendo só para a fantástica “Ghost”. A produção pop-noir intercala uma instrumentação sedutora, no melhor estilo Lana Del Rey, com guitarras melódicas, pianos fúnebres e um refrão simples mas eficiente, que trata de arrependimentos.

Sir Sly – Easy Now

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Os californianos do Sir Sly reveleram semana passada sua verdadeira identidade, junto a um anúncio do lançamento do seu primeiro EP, Ghost, que traz a canção título, já postada por aqui, junto a mais duas inéditas. Nas canções já apresentadas pelo trio, formado por Landon Jacobs, Jason Suwito e Hayden Coplen, é constante a presença de temas dramáticos aliados a uma produção sombria e muitas vezes ameaçadoras, como visto na última “Gold” e que se repete novamente em “Where I’m Going”, terceira canção do EP.

Desta vez remetando mais ao primeiro single “Ghost” do que a recém-lançada “Gold”, da semana passada, o Sir Sly traz uma produção atmosférica e hipnotizante, com guitarras gentis acompanhando um baixo estremecedor e percussões minimalistas, rementendo às produções dos conterrâneos do The Neighbourhood mas unidas a um vocal tipicamente Foster The People, os mesmos que confundiram muita gente no início da carreira da banda.

Sir Sly – Where I’m Going

O EP de estreia do Sir Sly foi lançado no dia 15 de janeiro, e inclui também as canções e “Ghost” e “Gold”.

Sir Sly – Gold

Luis Felipe —  10/01/2013 — 2 Comments

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Ano passado apresentamos por aqui o Sir Sly, que na época ainda se chamava Sr. Sly, e seu fantástico single de estreia, “Ghost”. Um indie-pop melancólico com um vocal que remetia na hora o Foster The People, muita gente aproveitou do anonimato da banda para dizer que inclusive era o Mark Foster que estava por trás do projeto. Este ano, com o single de “Ghost” a ser lançado pelo badalado selo Neon Gold (Passion Pit, St. Lucia, Haim) a banda aproveitou para revelar sua identidade, que, como esperado, não tem nada a ver com Foster e companhia.

As boas notícias, entretanto, é que o single será lançado digitalmente semana que vem, com “Ghost” e duas inéditas, incluindo “Gold”, que já pode ser ouvida. Apesar de passar longe do charme imediato da canção anterior, “Gold” é um pop monocromático e agressivo, que coloca um ponto final nas semelhanças com as outras bandas e começar a traçar a personalidade da banda. Com uma bateria tensa, pianos desesperadores, guitarras melódicas e um refrão que decola em algumas audições, a banda pode não ter conseguido manter o mesmo nível de excelência do single anterior, mas “Gold” é boa o suficiente para continuarmos de olho nos californianos.

Sir Sly – Gold

O single de “Ghost”, que traz “Gold” e mais uma inédita, será lançado no dia 11 de fevereiro pelo selo Neon Gold.

Sir Sly – Ghost

Luis Felipe —  12/09/2012 — 3 Comments

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Uma página recém criada, um nome, uma única música e uma série de especulações sobre quem é ou quem faz parte do novo projeto californiano Sir Sly. De acordo com algumas fontes, a banda provavelmente contém membros do Foster The People e do Pacific Air, o que faria muito sentido dado a sonoridade de “Ghost”, primeiro single do projeto e que vem devastando sites de música como um furacão, ocupando páginas de diversos blogs e atingindo o topo do Hype Machine.

Independente da veracidade dos fatos, “Ghost” é um synth-pop melancólico, repleto de sintetizadores, vocais em falsete e órgãos fúnebres, que automaticamente coloca o Sir Sly como um dos grandes nomes a se ficar de olho daqui em diante. As melodias grudentas e os vocais cantarolados à-la Foster The People se unem à instrumentação rica do Pacific Air, e basicamente soa como se o trio californiano gravasse o próximo single dentro de uma igreja. A música segue uniforme até a casa dos dois minutos, quando o vocalista interrompe a melodia para dar início à um assombroso (mas maravilhoso) coro que pede ao objeto de desejo para “voltar ao túmulo”, como uma história de amor bizarra à-la Estranho Mundo de Jack. As harmonias são intercaladas com o refrão de forma magistral, e o efeito é nada menos que brilhante, completando a música que certamente aterrorizará nossas cabeças – no bom sentido – pelo resto do ano.

Sir Sly – Ghost