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Dona de dois clipes sensacionais (se você ainda não vi, já passou da hora de conferir “Undiscovered” e “Cold Front”), Laura Welsh é um nome que tem tudo para fazer tanto sucesso quanto Jessie Ware, Sky Ferreira ou MS MR. Assim como em “Unravel”, Laura Welsh cria uma balada pop sedutora e épica, chamada “Betrayal”. O vídeo do novo single representa a melancolia da inglesa por meio de imagens de estética caseira, aparentemente sem nenhuma conexão entre si.

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Depois do incrível EP Ghost, Sky Ferreira vai finalmente lançar em 24 de outubro seu primeiro álbum, chamado Night Time, My Time. O pontapé do novo trabalho é o single “You’re Not The One”, em que a artista deixa o synth-pop (um pouquinho) de lado e flerta com o dream-pop, soando como se o Postiljonen tivesse uma vocalista mais feroz. Dirigido por Grant Singe, o clipe do single revela a faceta de mulher fatal da cantora, cuja fragilidade só é percebida no olhar. Em meio a lasers e jogos de luzes em uma danceteria, a artista faz carão e deixa a atitude provocante transparecer em cada movimento. Agora só nos restar aguardar pelo lançamento e torcer para que o CD conte com vários vídeos de ótima qualidade, como os de “Everything Is Embarassing”, “Red Lips”, “Sad Dream” e “Lost In My Badroom”.

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Dar o próximo passo na carreira não significa fazer um trabalho exclusivamente sério. O Vampire Weekend amadureceu sem perder o espírito juvenil com o elogiado Modern Vampires Of The City, lançado em maio. A banda criou músicas que abordam temas profundos, como a espiritualidade, presente na bela “Ya Hey”. A faixa “Diane Young” ganhou um clipe com contornos que remetem à religião, pois os membros da banda estão posicionados como os integrantes da Santa Ceia. Assim como no clipe de “Giving Up The Gun”, do álbum Contra (2010), o Vampire Weekend interage com outros artistas no clipe da música mais radiofônica do novo disco. O vídeo dirigido por Primo Kahn tem a presença de Sky Ferreira, Santigold, Dave Longstreth (do Dirty Projectors), entre outros participantes da ceia, que vira uma divertida confusão quando começam discussões ao redor da mesa.

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Se o blog existisse em 2009 muito provavelmente estaríamos enchendo nossas páginas com singles e clipes da norueguesa Annie, que na época lançou o aclamado Don’t Stop, segundo álbum de sua carreira, que certamente abriu muitas portas para que o pop alternativo de cantoras como Little Boots, Marina & The Diamonds e Sky Ferreira fosse levado a sério. O disco, apesar de não chegar nos ouvidos do público em massa, é considerado um pequeno clássico pop dos anos 2000 por muitos, e desde então a expectativa por um novo lançamento da cantora é alta, até que nessa sexta, quase quatro anos depois, Annie resolveu abrir o jogo.

Precedendo um EP ainda não divulgado e o tão aguardado sucessor de Don’t Stop, Annie chega com sua própria ode às raves dos anos 90 com a hipnótica “Tube Stops and Lonely Hearts”, que para nós já é uma das suas melhores músicas até então. Unindo a produção do seu colaborador de longa data, Richard X, integrante do coletivo de produtores Xenomania, com a do produtor Ville Hamala, nome importante da cena eletrônica underground alemã, a canção, como a própria Annie diz, foi feita diretamente para as pistas. O começo ligeiramente dócil logo se transforma em algo mais pesado, graças a batidas que vão ficando cada vez mais densas e agressivas ao passar da música, e o refrão, que a princípio é apresentado somente com uma melodia cantarolada por Annie, apresenta suas verdadeiras armas no final. Para acompanhar a estética da música, também foi lançado um vídeo que mescla cenas estáticas da cantora com imagens psicodélicas que cairiam bem como backdrop de uma rave dos anos 90, decretando de vez a nova proposta da cantora e nos deixando curiosos por seus próximos passos.

Annie – Tube Stops and Lonely Hearts

O novo single de Annie tem lançamento para o dia 1 de maio, com um EP a ser lançado mais tarde no ano pelo selo Black Melody.

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Desde 2010, Laura Welsh vem tentando chamar a atenção de produtores e do público com sua música. A londrina, que já se apresentou como Laura and the Tears e Hey Laura, hoje usa seu próprio nome, que, por ironia do destino, foi o responsável para que Dev Hynes, conhecido mais recentemente por alavancar a carreira de Sky Ferrera e Solange, despertasse interesse em trabalhar com a cantora. Dona de um pop leve, com letras e vocais que lembram tanto a Adele quanto a Jessie Ware, Laura garante uma experiência musical mais soul, intimista e mesmo assim acessível.

A combinação entre a produção exuberante de Hynes com os doces vocais de Laura nos traz à “Unravel”, faixa co-escrita e produzida por Welsh em parceria com Hynes, que firma a inglesa como uma grande aposta para o cenário musical britânico. Sua voz melancólica e levemente rouca é acompanhada por uma base pop com sintetizadores abafados, um baixo que persiste durante os quase três minutos de música, e claras referências ao R&B atual, trazendo lembranças de números recentes da Jessie Ware e de canções da Solange em parceria com Hynes, como “Losing You” e “Lovers In The Parking Lot”.

O clipe, que nada mais é que uma edição do curta “New Year’s Eve”, de Eddie O’Keefe, traz cenas em preto e branco de um casal formado por um lutador e uma garota, que discutem a conturbada e intensa relação na véspera do Ano Novo.

Laura Welsh – Unravel

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Há algumas décadas isso seria mais normal, mas hoje em dia, ver uma artista de 16 anos fazendo música que nem esta aqui, não é algo muito comum. Conheça, portanto, a neozelandesa Lorde, cujo nome verídico ainda não foi divulgado. O que temos, entretanto, é muito melhor: um delicioso EP de cinco faixas que traz semelhanças ao pop-esperto da britânica Chlöe Howl, ao revelar – sem escrúpulos – tudo o que se passa na cabeça da garota.

Apesar do EP The Love Club estar sendo distribuído de forma gratuita por aqui, a melhor porta de entrada para o castelo de areia de Lorde é sem dúvidas “Royals”, onde explica, sobre batidas lentas e estalos de dedo, a razão por trás do seu nome. Com um vocal que esbanja carisma e uma composição (propositalmente) cheia de referências à cultura pop moderna, a jovem cantora apresenta um retrato ordinário de uma garota que conta as (poucas) moedas do bolso ao mesmo tempo em que sonha com uma vida de riquezas, mesmo que, como revela no refrão, ela sabe que isso nunca será possível. E quem nunca?

Lorde – Royals

Já o segundo maior destaque do EP, “Million Dollar Bills”, que mantém o mesmo tema de “riquezas” que Lorde também carrega no próprio nome, aposta em uma sonoridade mais dançante e menos minimalista que a anterior, culminando em uma produção mais caprichada, ainda que mais curta. Em pouco mais de dois minutos, versos à-la Santigold encontram um carisma estilo Sky Ferreira que passeia sobre batidas dancehall, vocais sampleados e até um inusitado refrão, que joga as convenções do pop pela janela e te põe pra dançar no meio do caminho.

Lorde – Million Dollar Bills

Como dito, o melhor de tudo é que o incrível EP de estréia de Lorde, The Love Club, pode ser baixado gratuitamente em seu Soundcloud. Realista, sarcátisca e melhor que 99% das músicas que a garotada da sua idade anda fazendo, resta agora aguardar as próximas novidades da cantora.

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Formado por três amigos em um porão no Brooklyn, o Little Daylight alcançou diversas páginas (inclusive a nossa) graças aos seus ótimos remixes para artistas como St. Lucia, Passion Pit e Penguin Prison. Entretanto, mal sabíamos que, assim como para nós, as produções eram apenas uma diversão para a banda, que estava desenvolvendo seu próprio som e usando as produções apenas de aprendizado.

E é assim, com o talento de um veterano, que o Little Daylight chega com “Overdose”, sua primeira canção original. Apesar da analogia batida, que compara um amor obsessivo com um vício descontrolado, fica difícil não ceder aos versos melódicos e ao refrão explosivo que eles trazem aqui, liderados por uma adorável vocalista que passeia entre sintetizadores e guitarras com a graça de uma Sky Ferreira cantando uma música do The Naked & Famous. Pra ouvir sem moderação.

Little Daylight – Overdose