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Quando a Australia se junta com a California, a gente sabe que o resultado vai ser, no mínimo, interessante. A dupla Wunder Wunder é formada por nomes conhecidos, os produtores Aaron Shanahan e Benjamin Plant (do Miami Horror), que saíram de Melbourne para se instalar na ensolarada Los Angeles, dispostos a fazer música pra quem gosta de música. Os sintetizadores do Miami Horror ganharam os ouvidos de muita gente, e o Wunder Wunder (antes conhecido como Honeymoon) agora promete dominar as playlists dos fãs do pop psicodélico dos anos 60 e 70. Para quem não cansa do som do Tame Impala e do Splashh, o primeiro single da dupla, “Sure Stuck”, é uma ótima pedida.

A faixa começa com uma batida fácil de grudar na cabeça, e, graças a sintetizadores epidêmicos, em menos de um minuto já mostra a que veio. Os quase 7 minutos de música te levam numa viagem deliciosa, que tem cara de verão californiano e tardes caleidoscópicas. A vibe retrô do single faz jus à proposta da dupla de homenagear o pop psicodélico de décadas atrás, mas ao mesmo tempo é inegável que os sintetizadores do Wunder Wunder também podem te fazer pensar em como seria um pop psicodélico do futuro.

Wunder Wunder – Sure Stuck

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A gente não sabe muita coisa sobre o quarteto Splashh, mas pelo single “Sun Kissed Bliss”, que já foi postado aqui, deu pra sentir um pouco do garage distorcido e com cara de 90s rock que eles fazem. Dividindo-se entre a Austrália, a Nova Zelândia e o Reino Unido, a banda multinacional já tem single  lançado (e esgotado) pelo selo LuvLuvLuv (que tem história com Spector e Florence And The Machine) e recentemente anunciou o lançamento do primeiro disco.

Enquanto o debut não chega, a gente se delicia com “All I Wanna Do”, música que é uma amostra do Splashh um pouco mais psicodélica do que “Sun Kissed Bliss”. Soando bastante retrô no começo e te fazendo lembrar vagamente do Tame Impala nos tempos crus do Innerspeaker (2010), a melodia da faixa te faz viajar em 3 minutos, e tem cara de trilha sonora de viagem pela estrada. A batida cheia de vida que dá início ao single parece pouco lapidada quando se junta às guitarras provocantes do acid punk do Splashh, mas o efeito lo-fi é o que chama atenção. Lá pelo meio você já está pensando no rock alternativo do Pixies, lembrando um pouco do Doolittle (1989) e reconhecendo que “All I Wanna Do” pode ser a música que vai despertar o Splashh pro hype.

Splashh – All I Wanna Do

O primeiro registro da banda, Comfort, tem data de lançamento marcada para 3 de junho.

O ano de 2010 está sendo muito bom para a música em geral, e mesmo sem um álbum avassalador quanto o do Animal Collective do ano passado, tivemos algumas surpresas, expectativas atendidas e decepções. Com a maioria dos lançamentos esperados já lançados, ainda assim temos muita coisa para ouvir. Entretanto, temos aqui um saldo geral dos álbums que mais se destacaram para mim nessa metade do ano (lançamentos até 30/06/2010). A lista final que farei no final do ano pode haver alterações, a medida que ouvir os álbums novamente e tirar novas conclusões. Enfim, clique abaixo para ver a lista, conhecer alguns artistas que não escrevi ainda (prometo consertar isso), e é claro, opinar se concordaram ou não com meu top 20. Também gostaria muito de ver quais são os SEUS álbums favoritos até então, então não esquece de comentar no box!

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Tame Impala já está em seu segundo CD, Innerspeaker, e é uma banda australiana de rock psicodélico que nunca pensei que fosse gostar. O primeiro CD passou despercebido por mim, mas este segundo me conquistou de certo. O interessante aqui é que cada música tem sua peculiaridade, e brinca com um estilo diferente. Temos as mais pops e pegajosas, as mais rockers, as épicas de 7 minutos, as mais viajantes pra os “stoners” e até uma instrumental para quem quer apenas ouvir os sons das guitarras. Guitarras, entretanto, estão presentes em todas as faixas, sejam diretas nas mais pops ou mais distorcidas nas mais psicodélicas. O vocal de Kevin Parker também chega a lembrar muitas vezes o de John Lennon, tanto no tom quanto na maneira de cantar. As canções têm o nível de maturidade que o MGMT mataria e desejaria ter, sem soar enfadonho ou inacessível.

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