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O Sufjan Stevens surpreendeu definitivamente o mundo com o seu The Age of Adz. Tivemos uma primeira amostra do que seria seu trabalho novo com “I Walked” e “Too Much”, mas ao ouvir o disco por completo tive a sensação de que estava ouvindo um encontro entre o Radiohead e o Animal Collective, acrescentando um Sufjan completamente pirado e 30 pessoas cantando em coro. Prova disso é uma das melhores faixas do Adz, “I Want To Be Well”, além de gigante epopéia “Impossible Soul”, com seus vinte e cinco minutos de duração. Ela por si só merece um post a parte.

Em “I Want To Be Well”, Sufjan nos leva a uma viagem muito próxima ao que o Radiohead fez na clássica “2+2 = 5. A faixa tem uma energia incrível e vai crescendo assustadoramente até repetir “Well I Want to Be” por mais de 3 minutos em coro, como se Stevens cantasse quase que em transe. Já em “Futile Devices” temos um pequeno resgate daquilo que ele era, singelo e doce, numa de suas mais bonitas composições. A faixa que abre o álbum certamente destoa de todo o resto do disco, que é  mais barulhento e eletrônico, mas sem discrepância ou gratuidade. É como se ela nos preparasse pro que havia de vir.  Certamente, Sufjan fez um dos discos do ano, mas acima de tudo um divisor em sua carreira, e será lembrado por isso por um bom tempo.

Sufjan Stevens – I Want To Be Well

Sufjan Stevens – Futile Devices

Pra quem estava quieto durante 4 anos, Sufjan Stevens está bem vivo nesse fim de ano. Já falamos do EP do cara aqui, o All Delighted People, e sobre o lançamento de The Age of Adz, assim como seu primeiro single, a suave I Walked. Se curtiu o novo estilo que o cara está seguindo, vá em frente e abrace Too Much com toda força. O som eletrônico suave está aqui de volta, com mais força ainda, espalhados por 6 minutos que, apesar da duração, não é desafiador e deve agradar logo de primera. Várias camadas de eletrônico e vocais em harmonia chegam lembrar bastante a contrução de faixas do último CD do Animal Collective, e embora a música seja bem definida com refrões e versos nos seus primeiros 4 minutos, os últimos 2, apenas instrumentais, são provavelmente a maior aventura que o cara já arriscou fazer. Agora o toque orgânico ainda está aqui, e essa é a principal diferença do Merriweather Post Pavillion, que constrói bem essa loucura final com uso dos intrumentos mais diversificados possíveis além dos eletrônicos, como trombones, palmas, flautas e até mesmo uma orquestra completa no seus últimos segundos. Aguardamos o The Age Of Adz, que sai mês que vem, dia 10 de Outubro.

♫ Sufjan Stevens – Too Much

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