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Os suecos do The Royal Concept invadiram nossas páginas ano passado com um som que gerou comparações controversas com o Phoenix, inicialmente sob o nome de The Concept e um vídeo caseiro mas suficiente para garantir uma belo contrato com a Universal e o lançamento de um disco oficial para 2013. Sob um novo nome, um EP lançado ano passado e um último single, “World On Fire”, que os liberta de vez do estigma pós-Phoenix, o quinteto lança mais um single extraído do futuro lançamento, a energética “On Our Way”.

Metade euro-pop, metade indie-rock, “Our Our Way” segue a tendência eletrônica de “World On Fire” e posiciona os suecos longe da mira das comparações usuais, incluindo também os The Strokes. Apresentada com um divertido lyric-video com uma animação criada por Peder Bergstrand, as ilustrações seguem a produção eufórica da canção e seu delicioso refrão, calcado em versos repetitivos que esbanjam harmonia. O single apresenta uma banda sem grandes pretensões, como os roqueiros franceses geralmente costumam fazer, mas que satisfaz o ouvinte com uma letra que exala o carpe diem da juventudade, cantada com convicção pelo grupo de suecos.

The Royal Concept – On Our Way

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Se você deu uma passada no seu site favorito de música no final de janeiro, provavelmente ficou sabendo da comoção em torno da nova música do The Strokes, “One Way Trigger”, com blogs gringos trazendo comparações com o A-Ha e brasileiros citando Gaby Amarantos e seu tecno-brega. Teclados midi, vocais em falsete e um Strokes apontando para uma direção totalmente inédita foram as maiores críticas da canção mais polarizante de 2013, mas para nós, ficou um sentimento positivo de inquietude para descobrir o que mais Casablancas e companhia estariam aprontando.

Eis então que surge “All The Time”, o primeiro single oficial do Comedown Machine, quinto disco de inéditas dos nova-iorquinos, que, ao contrário da promocional “One Way Trigger”, não desvia da fórmula vencedora da banda e traz aquela produção que todos os fãs queriam ouvir, recheada de duelos de guitarras, vocais old-school e a combinação verso/refrão facilmente identificável. Não que a música seja ruim, mas depois da criatividade e ousadia percebida na canção anterior, ao contrário da maioria dos fãs, agora é nossa vez de ficar com um gosto amargo e esperar que o disco explore novas sonoridades e adicione novas variáveis à saturada equação da banda.

The Strokes – All The Time

Ainda assim estamos muito curiosos para ouvir o Comedown Machine, novo disco do The Strokes, que sai em pouco mais de um mês, no dia 26 de março.

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Semana passada fomos surpreendidos ao saber que um novo disco do The Strokes estava a caminho, acompanhado de um novo single que seria lançado “em breve”, de acordo com as rádios. E apesar do suposto single ainda não estar liberado, a banda lançou hoje a primeira amostra do que se esperar do primeiro trabalho do grupo pós Angles, de 2011, ainda sem título.

Ao ouvir o primeiro minuto de “One Way Trigger”, fica até difícil saber se estamos realmente ouvindo uma música do Strokes, dado os vocais irreconhecíveis de Julian Casablancas e a produção eletrônica que soa diferente de tudo que a banda já fez. Trocando seus típicos vocais graves por agudos e falsetes, Casablancas surpreende ao sair da zona de conforto para soar como uma mistura do A-Ha com o The Darkness, sem esquecer de mostrar ocasionalmente aos fãs a voz que desejam ouvir. A produção, que também passa por mudanças radicais, deixa tecladinhos midi que parecem sair do tecnobrega dominar a música, mas ainda dando o devido destaque às guitarras, representadas por um solo arrasador com claras influências do glam-rock. Apesar do inegável gostinho amargo deixado, não ficaria surpeso se me pegasse em breve cantando a música, sem contar que é de se aplaudir quando uma banda deste nível tem a coragem de arriscar em algo novo. Ouça sem preconceitos e não tenha medo de gostar.

The Strokes – One Way Trigger

Wild-Party

Apesar do Texas não ser exatamente o maior exportador de indie-pop do planeta, é de lá que chega o quarteto Wild Party, que acaba de lançar seu primeiro disco no último dia 15 de janeiro. Donos de uma sonoridade alegre e de bem com a vida, a banda, liderada pelos vocais de Lincoln Kreifels e Lucas Hughes, trazem similaridades com outros artistas queridos como o Phoenix e o Two Door Cinema Club, graças a refrões grudentos e a uma produção de primeira, mas que não se esquece de priorizar as guitarras.

Apesar de ser apenas o primeiro disco, a desenvoltura do quinteto pode ser percebida logo na primeira música do trabalho, “When I Get Older”, que apesar de trazer aquela letra batida sobre ser jovem e estar apaixonado, te faz esquecer de qualquer clichê graças às suas melodias instantâneas e igualmente joviais. Começando com uma guitarra tipicamente Strokes mas que logo evolui para uma melodia pop grudenta, “When I Get Older” consegue ser ainda melhor graças a um adorável refrão e uma produção acelerada pontuada por palminhas, riffs e sintetizadores.

Wild Party – When I Get Older

O primeiro disco do Wild Party, Phantom Pop, foi lançado no dia 15 de janeiro.

Cinco anos se passaram desde o último disco dos Strokes, aqueles caras considerados por muitos a “salvação do rock” no começo dos anos 2000. Ano passado, finalmente tivemos a notícia de que uma das bandas mais aclamadas da nossa geração estaria voltando, mas a dúvida pairava: seriam eles ainda capazes de criar algo no nível do primeiro disco? Ou o tempo parado só iria fazer mal a esse quarto disco? Projetos paralelos à parte, como diz o título do disco e os muitos ângulos na capa do novo single acima, os caras iriam se reunir pra fazer música pro “Strokes”, e finalmente, com “Under Cover Of Darkness”, podemos confirmar que o que vamos ouvir no dia 22 de Março, será definitivamente uma obra que fará jus à banda.

Para começar, esqueça o título da música. O título, que fala de escuridão, não é citado em nenhuma parte da música, que tem um ritmo ensolarado e um tanto feliz, com uma melodia tão grudenta que você já vai querer começar a assoviá-la antes  mesmo de terminar de ouví-la. Adicione ainda um duelo de guitarras, um refrão que se revela ser somente uma introdução a um refrão ainda maior, e é claro, o inconfundível vocal do Julian Casablancas, que suas dúvidas virarão passado. Aliás, para uma banda que cantou em “Last Nite” que “estava na praça há 15 minutos”, e aqui cantam cheios de si que “estão na praça há 10 anos e todos estão cantando a mesma música”, a única dúvida que resta é a de qual será o primeiro crítico a perguntar: “Estarão os Strokes prontos para salvar o rock… DE NOVO?”. E a resposta, infelizmente, só no dia 22 de Março, com o lançamento do Angles.

The Strokes – Under Cover Of Darkness