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A biografia virtual dos rapazes do Shy Nature resume perfeitamente a aura do indie rock que o quinteto londrino faz, dizendo que o som deles nada mais é do que “songs about growing up in your 20’s”. Declaradamente influenciados por The Walkmen, Kate Bush e Beach Boys, a banda usa o flat do baterista Matt como lugar para escrever, ensaiar e gravar suas próprias composições.

Apesar de ser apenas a primeira amostra do que o Shy Nature tem a oferecer, “Deadly Sin” está fazendo um barulho considerável nas rádios britânicas e infectando pouco a pouco novos ouvintes com seus riffs dançantes, suas batidas cheias de vivacidade e seus vocais admiráveis. A verdade é que o single já tem potencial para ser o impulsionador da carreira da banda na cena independente britânica, música que tem um quê de futuro “hino indie” e um bom exemplo da nova cara que a guitar-music londrina ganhou nos últimos tempos. Claramente inspirada no The Walkmen, a canção começa como um novo single do Two Door Cinema Club em versão acústica, mas a impressão desaparece por completo com a chegada das guitarras e principalmente do refrão, que busca uma grandiosidade tal qual as mais trabalhadas do primeiro disco do The Vaccines. Graças às guitarras intensas, a música do Shy Nature esbanja energia e jovialidade, infectando nossos ouvidos com suas batidas afiadas e consagrando-os como mais uma boa promessa do indie rock inglês.

Shy Nature – Deadly Sin

“Deadly Sin” vai ser oficialmente lançada no dia 13 de maio.

Desde que falamos do The Vaccines há um tempo atrás, a banda virou uma certa obsessão para mim. Corri atrás dos vídeos ao vivos dos caras e assisti quase tudo disponível, até que eu ouvi “All In White”. A gravação, que tinha sido feita em um de seus shows, estava em baixa qualidade, mas foi o sufiente para já provocar arrepios. Se eles, que já tinham vindo com o indie-rock chiclete de “If You Wanna”, e a agressividade de “Wreckin Bar (Rah Rah Rah)”, chegam aqui com sua canção mais melódica, emocional e bem construída, que se expande por quase cinco minutos de puro rock. Gritos e guitarras vêm na sua direção em alta velocidade, e com um belo refrão para completar, fica difícil não dizer que essa é a melhor canção do recém-lançado debut. No meio de um disco tão energético e rápido, “All In White” soa como uma “505” da vez (dos Arctic Monkeys), e como disse, espero presenciar isso ao vivo um dia.

The Vaccines – All In White

A faixa está no debut dos Vaccines, que acabou de sair, chamado de What Did You Expect From the Vaccines?. E digo que está muito bom.

Enquanto a banda andou confirmando por aí que “We Are Happening” não é sobre o sucesso repentino do grupo, fica difícil de acreditar. A música, que é o b-side do novo single “Post Break-Up Sex”, já vem sendo tocada pelo grupo em alguns shows ao vivo, mas vai ficar de fora do debut dos caras modestamente chamado de What Do You Expect From The Vaccines?. Tudo isso por conta do hype gigantesco que foi gerado em torno da banda, mas que só vai ser justificado no dia 31 de Março. Sobre a música, assim como “Wreckin’ Bar (Ra Ra Ra)”, ela é direta ao ponto, puro indie-rock do começo ao fim, e assim como a deliciosa “If You Wanna”, tem um refrãozinho que vicia. Fica difícil entender o porquê da música ter sido cortada, o que me deixa ainda mais ansioso pelo disco.

The Vaccines – We Are Happening

Em outras notícias, o grupo tocou pela primeira vez nos Estados Unidos essa semana, reunindo hipsters, executivos e ingleses alternativos, e como diz o Will do We All Want Someone, parece que o povo todo sabia as músicas de cor, aparentemente só pelos vídeos de seus shows ao vivo. De acordo com o cara, uma música em específico, “All In White”, foi o auge do show. Então fica a dica, por que se você ainda não subiu no trem dos The Vaccines, melhor correr o lançamento tá alí do lado já!