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Você se lembra daquela simplicidade das primeiras canções da Lana Del Rey e da Lorde? Se aquele tipo de som for sua praia, “Girls Your Age” vai se tornar uma das suas novas músicas prediletas. Feita pelo quarteto Transviolet, originário de Los Angeles, a canção é basicamente composta de uma batida minimalista e vocais sintetizados – ferozes, entretanto – lembrando bastante a sofisticação do The xx só que com a atitude de uma Charli XCX. Diante de tanta música por aí que já começa de maneira explosiva, o que não é nenhum demérito, o primeiro single do Transviolet surge com frescor pros ouvidos, justamente por levar o tempo necessário para ir crescendo, com calma, até explodir ao final. Com uma letra que detalha a solidão e a ingenuidade da juventude, “Girls Your Age” fica marcada na mente com facilidade, e mostra que às vezes tudo o que basta é uma boa melodia pra impressionar.

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O Cathedrals mostrou ao mundo no ano passado o tamanho da sua grandiosidade ao lançar a ótima “Unbound” como primeira amostra do seu trabalho, fazendo com que fôssemos um pouco a fundo na história deste misterioso duo. Uma surpresa foi descobrir que para Brodie Jenks e Johnny Huin dominar instrumentos não foi nenhum desafio, já que ambos vinham trabalhando com música antes mesmo de se conhecerem, colaborando de diversas formas em pequenas turnês de bandas que passavam por São Francisco, a cidade natal da dupla. Depois de nos apresentar uma essência delicada – fazendo jus ao pseudo nome – o duo retorna mostrando um lado um tanto contraditório de sua estreia. Trocando o instrumental mais orgânico acompanhado de vocais calmos de “Unbound” por batidas marcantes e vocais intimidadores, eis que surge a segunda amostra do EP da banda, “Harlem”.

O trabalho em “Harlem” pode ser descrito como “sigular”, graças à mistura inusitada de elementos do dreampop com o futurepop, chegando a soar como uma tentativa de encontro do Tennis com o AlunaGeroge. Os vocais e sussurros em segundo plano criam uma cacofonia maravilhosa de “oohs” e “aahs” acompanhados por instrumentos dedilhados que, por sua vez, tem um pé no dreampop apesar da agitação. A guitarra, entretanto, é o grande destaque da produção, progredindo durante a faixa à medida que o seu batimento cardíaco se acelera, entregando – finalmente – um break libertador, com direito a um solo que te leva às estrelas.

Cathedrals – Harlem

London-Grammar

O primeiro disco do London Grammar, lançado no começo do mês, foi fruto de muitas expectativas. Tudo começou com o single “Hey Now”, que nos levou a jóias como “Wasting My Young Years” e mais recentemente o single “Strong”, faixa que exala o que há de melhor na essência minimalista da banda.

O que você pode deixar passado passa, entretanto, é o b-side de “Strong”, “Feelings”, uma faixa exuberante e cheia de referências sul-americanas. De forma mais descontraída e menos denso que as canções do trio, “Feelings” utiliza samples orgânicos e abusa de batuques sincronizados, acordes e outros instrumentos artesanais. A atmosfera surreal é dada pelos vocais de Hannah Reid, que alcançam tons massivos, e proporcionam um clima acústico extremamente agradável.

London Grammar – Feelings

Wet – U Da Best

Luis Felipe —  01/08/2013 — 1 Comment

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Os sentimentos de arrependimento e incerteza nunca soaram tão tentadores numa canção quanto em “U Da Best”, do trio nova-iorquino Wet. Economizando inclusive na gramática, o trio é dono de um future-pop minimalista que acaba de tomar forma com o lançamento deste primeiro single, um número sublime e moderno, que nos agarrou logo no primeiro segundo (sério mesmo).

Apresentando logo de cara os vocais de Kelly Zutrau, a canção se inicia de forma sensual até ir encorpando sua produção, deixando uma série de surpresas e mudanças de ritmo ao longo do caminho. A composição carrega um senso de melancolia escondido entre seus versos de amor, e a produção, que soa como um encontro entre o futurismo do AlunaGeorge e o minimalismo do The xx, solta suas verdadeiras batidas na casa dos 40 segundos, pontuando ainda uma série de efeitos nos vocais de Zutrau (no melhor estilo Imogen Heap) junto a deliciosas linhas de guitarra e um grave hipnotizante, que parece massagear seu cérebro e te colocar em transe. De ficar realmente molhado.

Wet – U Da Best

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Quem acompanha o blog já conhece o Arthur Beatrice e o jeito “às avessas” com que o quarteto conduz seu trabalho. Depois de abrir shows para o Metronomy, serem comparados à diversas bandas como o The XX  e Deaf Club, e terem lançado alguns dos melhores singles do ano passado como “Charity”, “Midland” e “Not Without Thinking”,  o quarteto britânico está prestes a lançar seu primeiro EP, Carter, no próximo dia 22 pela Harvest Records. Seguida pela experimental e levemente eufórica “Carter”, a faixa escolhida para dar continuidade a divulgação do EP é a suave “Vandals”.

Enquanto no primeiro single os vocais de Ella eram dominantes, em “Vandals” é a vez de Orlando mostrar seus vocais serenos, que flutuam sobre uma base de pianos delicados, discretos riffs de baixo e leves guitarras que aparecem ao longo da produção. A interação dos vocais de Orlando com o timbre quase lírico de Ella acontece de forma sedutora na metade da canção, que vai transformando o inofensivo refrão do início num tornado de emoções a medida que as vozes se entrelaçam. Ao final dos quatro minutos, apesar da produção manter uma serenidade constante, você provavelmente já terá sido sugado pelo tormento do casal como é descrito na letra, e também terá mais uma certeza de que o Arthur Beatrice é uma das bandas mais avassaladoras que vimos nos últimos anos.

Arthur Beatrice – Vandals

Estamos de olho no quarteto desde o ano passado, e a cada novo material lançado, nossa espera por um álbum completo do Arthur Beatrice só aumenta.

IYES – Glow

Luis Felipe —  18/02/2013 — Leave a comment

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Em dezembro passado apresentamos por aqui o duo britânico IYES e seu fantástico single “Lighthouse”, que por si só já refletia um futuro brilhante para a dupla. Ao meio de diversas comparações com o The xx devido ao uso de guitarras melódicas e aos vocais entrelaçados de Melis Soyaslanova e Josh Christopher, para nós, o single soou como a canção perfeita para aqueles que reclamaram da falta de “novidades” apresentadas no Coexist.

Agora para quem buscava um som mais diferente e original, a dupla apresenta agora sua nova música, “Glow”. Abandonando de vez as similaridades da produção com o The xx, o único laço que “Glow” possui com a canção anterior é o jogo de vozes entre Melis e Josh, que continua tão sedutor e eficaz quanto em “Lighthouse”. Já a produção, que deixa de lado as guitarras melódicas e o baixo grudento, deixa florescer as habilidades da banda com outros instrumentos e aposta numa sonoridade mais eletrônica, com versos minimalistas repletos de xilofones contrastando com um vibrante refrão de batidas e samples picotados à-la Purity Ring. Sinceramente, há muito tempo que não vemos uma banda nova apresentar duas canções tão fortes assim em tão pouco tempo, o que nos faz ficar mais ansiosos quanto ao futuro da dupla, que parece mais iluminado do que antes.

IYES – Glow

Se ainda não conferiu o primeiro single da banda, “Lighthouse”, não perca mais tempo.

E a onda de witch house não pára. Posso talvez ser um dos poucos que ainda não conseguiu engolir por completo nomes como Salem, oOoOO e trocentos outros que andam surgindo, mas algo me fez parar para ouvir o primeiro single dessa banda do Brooklyn aqui, Creep. Formado por duas meninas de nome Lauren, a banda já andava fazendo uns remixes para a cena, mas divulgou agora o primeiro single,”Days”, que conta com os vocais da Romy Madley, vocalista do goth-pop The XX. A mistura não poderia ter dado mais certa. Enquanto a canção ainda não seja completamente acessível, a coisa engrena mesmo na segunda vez que ouvir, quando caimos na real de que não estamos ouvindo mais uma melódica música do the XX, com os vocais inconfundíveis de Romy, mas sim uma das coisas mais legais a sair desse gênero tão obscuro.

Creep – Days (Feat. Romy from The XX)

A faixa faz parte do single Days, que será lançado dia 19 de Dezembro, e conta também com a faixa “Intro”, que já até ganhou um vídeo que você pode ver aqui.

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