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Vamos esclarecer algumas coisas. O Oh My Rock não é um blog de indie, pop ou rock. Não temos gêneros, e a coisa que mais odeio fazer é classificar uma música com a tag “pop” ou “rock” toda vez que faço um post. Pra entrar aqui, a música precisa ser boa. Assim como muitos, aguardei ansiosamente o lançamento da nova da Britney, “Hold It Against Me”, e me decepcionei. Não postei aqui. Mas ao ouvir os 30 segundos do novo single “Till The World Ends” hoje a tarde, minha ansiedade para a nova música começou a crescer.

Digo isso porque tinha expectativas zero para essa aqui. Escrita pela Ke$ha e produzida pelos mesmos caras que fizeram o single anterior, Dr. Luke e Max Martin, tinha em mente a mais genérica e previsível das canções pop. Nada contra Ke$ha ou os produtores, mas a mistura deles com Britney simplesmente não descia. E foi aí que eu me enganei. “Till The World Ends” pode não ser a melhor música da Britney, mas é a que ela mais precisava. O último single pode ter vendido o que for, mas vamos confessar que a maioria foi comprada pelos fãs, que não são poucos. Ela não se sustentou por não ter caído no gosto popular, e dessa vez eu vou junto da onda: a música não era boa de qualquer forma. O novo single pode não ser tão agressiva quanto “Womanizer”, e nem tão experimental quanto “Piece of Me” ou “Freakshow” (vale lembrar que foi primeiro aparecimento do dubstep em uma música pop, em 2008). Mas de uma forma sinistramente agradável, esse é um single que irá agradar fãs e não-fãs, que vai te fazer vibrar quando tocar, que vai ter quinhentos remixes fodas (como ela mesmo cita na letra!) e que irá trazer Briney ao topo novamente. Afinal de contas, covenhamos que desde “Toxic” ela não tem um hit de verdade.

Mas então, como soa “Till The World Ends”? Bem, a primeira impressão que fica é a de uma música pop feita para ser hino da Copa do Mundo dos Estados Unidos, com um “oh oh oh” de refrão que parece ser cantado por um estádio inteiro ao invés de uma cantora apenas. E como a própria já cantou que a três é melhor, que tal um refrão triplo pra te saciar? Britney começa de uma forma melódica e comportada, com batidas bem Ke$ha mesmo, até revelar o primeiro refrão e logo após o coro que falei. E para fechar com chave de ouro, no último minuto da música ainda temos um terceiro refrão, onde ela cita finalmente o título da música. Tudo isso em menos de três minutos, e se tenho algo a reclamar da música é o seu curto tempo para tantas boas ideias. O climax do refrão final poderia ser maior, o refrão do começo poderia aparecer mais vezes, mas enfim, é uma música claramente feita para as rádios, e 4 minutos já é demais para isso. Mesmo tropeçando no caminho e fazendo as amizades erradas, fico feliz em poder dizer, finalmente, que agora sim a piranha está de volta na cidade!

Britney Spears – Till The World Ends

O Femme Fatale sai dia 25 desse mês. Ansiosos?