Archives For two door cinema club

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Antes de lançar seu álbum de estreia, chamado Pathology, o Trails and Ways divulgou a faixa “Jacaranda”, que é mais um exemplo do dream-pop ensolarado e até mesmo meio exótico do grupo, repleto de guitarras animadas e vozes delicadas. A música mais recente lançada pela banda de Oakland conta com a mesma vibe relaxante encontrada nas canções anteriores, sem deixar de lado as batidas pegajosas e o espírito jovial. E se você achou o título “Jacaranda” familiar, é porque o grupo se inspirou em uma viagem pelo Brasil feita pelo guitarrista Keith Brower Brown, que também cuida dos synths. Durante o período no país, Brown aprendeu a tocar cuica e conheceu mais sobre bossa nova, o que ajudou na composição de novas músicas para o grupo.

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A variedade da natureza é retratada no recém-lançado clipe do Trails And Ways. Estamos nos referindo ao vídeo da música “Tereza”, presente no EP Trilingual. Assim como “Border Crosser”, “Como Te Vas”, “Mtn Tune” e “Nunca”, o novo single do grupo tem características que garantem uma unidade ao EP, incluindo guitarras que parecem saídas de um álbum do Two Door Cinema Club, uma mescla de vocais masculinos e femininos de forma similar à sonoridade do Edward Sharpe And The Magnetic Zeros, além de uma latinidade que ressalta a peculiaridade do grupo. “Tereza” é uma música sobre a desintegração de um relacionamento durante uma viagem pelo Brasil. As imagens do videoclipe começam com animais agindo harmoniosamente, como se estivéssemos presenciando um balé natural, seja no mar ou em dunas. Porém, o tom se altera a medida em que presença do homem interfere na natureza.

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Depois do inventivo clipe de “Honey”, o COIN retorna com “Atlas”, que é tão contagiante quanto o single anterior. Tirada do EP 1992, a música serve como uma comprovação do som despretensioso da banda, que tem características capazes de satisfazer quem curte desde Smallpools até Two Door Cinema Club, por conta de vocais suaves e guitarras vibrantes. Apesar de ser uma canção pop de fácil audição, “Atlas” possui uma letra sombria, cujo refrão aborda a morte da esperança. O videoclipe mostra as ações de um garoto e seu bastão, com direito a vários efeitos que ressaltam a estética caseira da produção.

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Com um clima otimista, “Elevate” conquista facilmente não só os fãs do St. Lucia como também quem escuta o grupo pela primeira vez. O synth-pop ao mesmo tempo descontraído e grandioso de “Elevate” serve como single de estreia do projeto encabeçado por Jean-Philip Grobler, que lançará o álbum de estreia When The Night no dia 8 de outubro. Para ilustrar a vibe agradável da canção, o diretor Norton intercala cenas de pessoas aproveitando o clima quente em vários locais do Brooklyn com imagens da banda tocando em um apartamento, que virou o ponto de encontro depois que o grupo foi despejado do estúdio de gravação. O clipe termina em festa com os amigos dos integrantes se reunindo no topo do prédio e se rendendo aos sons tropicais da música.

Sonar-2013

Mesmo com pouco mais de um mês de atraso, anunciamos ainda com imenso orgulho a cobertura completa do Festival Sónar que aconteceu entre os dias 13 e 16 de Junho de 2013 em Barcelona. Em 2012, este blog foi convidado para cobrir o evento que aconteceu em São Paulo no Brasil também. A partir dessa oportunidade, conseguimos dar um passo adiante e descolar por meio de uma das idealizadoras do festival, uma credencial de imprensa que dava acesso completo à toda a programação do evento. Desde já agradecemos a oportunidade, e esperamos estar presentes na edição de 2014 e possivelmente nas outras edições do evento pelo mundo. A principal novidade do 20º aniversário do evento foi a mudança do local do Sónar Dia, que foi transferido do pátio do MACBA (Museu de Arte Contemporânea de Barcelona) para a Fira Montjuic, que é um complexo enorme que recebe grande parte dos eventos grandes da cidade. Grande acerto! A organização no geral, a fluência do público entre os shows, acesso aos banheiros, às áreas VIPs e ao galpão de novas mídias estava impecável, muito bem sinalizado e sem grandes problemas de locomoção.

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Picasso uma vez disse: “Toda criança é artista. O problema é como permanecer artista depois de crescer”. A frase pode não ser nova, mas é usada como um lema pelo quinteto de Los Angeles denominado WALLA que, diante de todas as dificuldades que uma banda nova costuma enfrentar, começa a despertar a atenção devido à bela sonoridade que possui e aos primeiros resultados positivos obtidos. Com integrantes de diferentes partes do mundo (México/El Salvador, Itália, Indonésia, Brasil e Coréia do Sul) que se conheceram através dos meios digitais, ano passado a banda conquistou o primeiro grande feito ao lançar um EP chamado Animal Of Love, que trouxe o single “Rising Tied”. E em 2013 a história não é diferente: no próximo dia 4 de junho o quinteto promete lançar o EP Nature, e eles já começam a tirar o nosso fôlego com o formidável single “No Time“, que apresentaremos agora.

Para você entender o quão fabulosa é “No Time”, imagine uma pool party ao som de “Hearts On Fire”, do Cut Copy. Em seguida, tomamos conhecimento de vocais agudos, sintetizadores funky e uma produção madura que soa como um casamento entre o Passion Pit e o Strange Talk. Para fechar com chave de ouro, solos de guitarra ensolarados e cheios de vida ao melhor estilo Two Door Cinema Club tornam o single apaixonante e indispensável em qualquer festa na piscina. O modelo pode até parecer nada inovador, já que citamos tantas referências conhecidas, mas o que há, de fato, é uma excelente apropriação da receita para a produção de um synth-pop de qualidade, singular e viciante. Esperamos que a banda cumpra o que promete através da frase de Picasso e mantenha a qualidade inicial nos próximos singles.

WALLA – No Time

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Se o clipe de “Handshake” for mesmo o último lançado pelo Two Door Cinema Club para finalizar a divulgação do álbum Beacon, lançado no ano passado, é possível afirmar que a banda fez um strike com o vídeo, demonstrando mais uma vez a criatividade e a descontração do grupo. Dirigido por Sam Pilling, o videoclipe começa com um açougueiro se preparando para uma disputa de boliche, que revela sua natureza bizarra quando percebemos que as cabeças de Alex Trible, Kevin Baird e Sam Halliday são as bolas da competição. O efeito cômico é potencializado por conta de detalhes como os jogadores lustrando, beijando e até discutindo com as cabeças dos integrantes da banda, que permanecem conscientes mesmo sem o restante dos corpos. Ao serem lançadas na direção dos pinos, as cabeças garantem risos e momentos de tensão, pois a última jogada segue o ritmo menos acelerado do fim da música, rolando em câmera lenta até derrubar os pinos de modo divertido.